Revelações sobre a salvação em Cristo

Revelações sobre a salvação em CristoO apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, deixou registrado algo de muita importância acerca da salvação em sua Carta a Tito, capítulo 2 e versículo 11, que diz: “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens”. É incrível como o Altíssimo Deus preparou tudo acerca da salvação para que o ser humano possa entender e aceitar este presente precioso de Deus em sua vida. Todavia, sabemos que, sendo um assunto espiritual ainda existe uma boa porção de pessoas ainda cegas no entendimento pelo arqui-inimigo de Deus, o Diabo, que tiram chacotas, escarneiam, duvidam e fazem desdém deste maravilhoso assunto chamado salvação.

A primeira revelação bíblica indica a salvação como opcional, assim como se percebe no livro de Apocalipse 3.20 que diz: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”. O “se” é fundamental nesta questão em apreço. Com ele vemos que existe a possibilidade de alguém não querer receber a salvação de Cristo em sua vida. A morte de Cristo foi realizada em prol de todo o ser humano, só que há muitos que infelizmente tem rejeitado esta bênção de Deus em sua vida. Sabemos que Deus capacitou o homem com o livre arbítrio. Em Deuteronômio 30.19 vemos um conselho abençoado que diz: “…tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”. E aí, o que vais querer escolher? Deus se coloca como verdadeiro conselheiro do homem diante da devida escolha que precisa fazer. Jesus é educado e quer entrar na vida do homem se o mesmo deixar, pois a Palavra de Deus nos declara isto em Apocalipse 3.20 que diz: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”. Expomos ainda quatro exemplos de personagens que acataram e não acataram a salvação em sua vida: Jovem rico – Mateus 19.16-22; Ladrões na cruz – Lucas 23.39-43; Cego de Jericó –Marcos 10.52 e alguns discípulos – João 6.66-69.

A segunda característica da salvação é que ela é de alcance geral. O Senhor Deus estendeu a salvação a toda a humanidade conforme se contempla nos Evangelhos narrados por João e Lucas, o médico amado (João 3.16-7; 12.47; Lucas 9.56). Os sacrifícios do Velho Testamento abordam em tom figurado que a salvação é de origem geral, pois os sacrifícios de animais simbolizavam o sacrifício de Jesus; O altar do holocausto simbolizava o Calvário; O sangue dos animais simbolizava o sangue de Jesus; O sangue aspergido nos quatro cantos do altar significava que o sangue de Jesus alcançaria os quatro cantos da Terra. A serpente de metal levantada no deserto no tempo de Moisés também é uma figura de Cristo sendo levantado para curar a alma e o espírito do ser humano (João 3.14). O pedaço de pano de cor escarlate deixado na janela da casa de Raabe, para livrar todos os que estivessem em casa da destruição de Jericó, também é uma figura clara que o sangue de Jesus livra a família que está coberta como Seu sangue remidor. Citemos alguns exemplos de que a salvação é de alcance geral: Paulo (1 Timóteo 1.18) e José de Arimateia (João 19.38; Lucas 23.50-52).

A terceira revelação informação que vem dos judeus, segundo se vê em João 4.22 que diz: “Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus”. Talvez você possa levantar uma pergunta: Por que a salvação dos judeus? Vou citar apenas três razões: A primeira é porque Jesus descendeu dos tais (Lucas 2.40). A segunda por pertencer também a tribo de Judá (Lucas 2.1-4; Apocalipse 5.5). E a terceira porque o Senhor escolheu os judeus para que anunciasse o Evangelho as nações, conforme está declarado em Lucas 24.47; Atos 13.46a e Romanos 3.1,2. Ora, os judeus rejeitaram este negócio de transmitirem as Palavras de Deus, pois os textos de João 1.11, Atos 13.46b e 28.28 nos afirmam isto.

A quarta revelação aborda a sua condicionalidade. Ou seja, ela é condicional. A salvação está condicionada à nossa perseverança ou permanência fiel a Cristo reforçada esta afirmativa nos textos de 1 Coríntios 15.1,2 e Hebreus 2.3. Nestes textos, vemos as expressões “se retiverdes” e “se negligenciamos”, com isto se percebe a autenticidade da condicionalidade da salvação. A Escritura também mostra a possibilidade de que alguém pode perder a salvação, para desfazer qualquer ensinamento contrário ao bíblico: Judas Iscariotes (Mateus 27.3-5; At 1.16-18), Himineu e Alexandre (1 Timóteo1.19,20) e Demas (2 Timóteo 4.10). Atentemos para as advertências bíblicas (1 Coríntios 10.12 ; Hebreus 3.12; Apocalipse 2.11; 3.11).

A quinta revelação é de que é observada em três tempos. O primeiro tempo é o passado. Neste, a salvação nos garante o perdão dos pecados que praticamos e que pedimos perdão, conforme Hebreus 10.17: “E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades”. Também vemos isto em Miqueias 7.19 e Isaías 38.17. O segundo tempo é o presente. Neste, vemos que liberta-nos do poder do pecado. Basta apenas grifarmos os vocábulos “libertação”, “domínio” e “livrou” nos respectivos textos de Romanos 6.18,22, 14 e 8.2. E o último tempo é o futuro. Aqui, a salvação preserva contra as invasões do pecado. Basta olharmos com carinho os seguintes textos que referendam isto, a saber: Romanos 8.21-23 (“será libertada; redenção do nosso corpo”); Romanos 13.11 (“nossa salvação”) e Filipenses 3.21 (“transformará”). Em breve o efeito da salvação no tempo futuro acontecerá, basta ficarmos firmes nos caminhos do Senhor. Jesus está voltando!

A sexta revelação informa que a salvação tem a cooperação do Espírito Santo. O Senhor Jesus declarou que o Espírito Santo teria um papel relevante na área da salvação, após o retorno de Jesus ao Céu (João 16.8,9). O Espírito Santo coopera promovendo a regeneração e a renovação no homem arrependido do seu terrível estado de pecado diante de Deus (Tito 3.5). O que é então regeneração? É a mudança ou transformação de vida. Ela vem de dentro para fora (Romanos 6.4), É o nascer de novo (João 3.3,7), É o ter nova vida (2 Coríntios 5.17).

Por, Silvio Vinicius Martins.

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