Repúdio nacional à ideologia de gênero

Defesa da mídia à ideologia de gênero e a exposições do tipo revolta o país

Repúdio nacional à ideologia de gêneroJá há algum tempo que o abismo entre os valores da maioria esmagadora da população brasileira, de um lado, e os valores da maioria da intelectualidade e da classe artística brasileira, de outro, é enorme. Todas as pesquisas Ibope e Datafolha feitas nos últimos anos já mostravam que enquanto a maioria esmagadora do povo é contra a liberalização das drogas, contra a descriminalização do aborto, contra o “casamento” homossexual etc, a elite intelectual e artística brasileira é majoritariamente a favor. Entretanto, em nossos dias, esse abismo chegou a uma dimensão muito maior, piramidal, amazônica, absurdamente enorme.

As reações dessa classe aos casos das exposições no Santander Cultural em Porto Alegre e no MAM em São Paulo são extremamente sintomáticas. A maioria dos artistas e da mídia mainstream simplesmente saiu em defesa da exposição de crianças àquela “arte” nessas, para escândalo e asco da maioria esmagadora da população brasileira, pois estamos falando de expor crianças a imagens com mensagem pornográfica e que, como se não bastasse, pregam descaradamente a pedofilia e a zoofilia; e de estimular crianças a tocar um homem nu. Isso é mais do que uma falta de sintonia com a população. É total falta de insensibilidade, de valores mínimos. Isso demonstra a que nível moral desceu a nossa classe artística e intelectual.

Para piorar as coisas, em vez de essa classe fazer uma autocrítica, voltar atrás após a reação da população, ela fez exatamente o contrário: logo após esses dois incidentes, a mídia mainstream continuou sua campanha em defesa do indefensável. Jornais e programas televisivos – alguns, inclusive, programas ditos “jornalísticos” – se tornaram, na verdade, mídia panfletária do que há de mais baixo no mundo ideológico.

Em um programa televisivo matinal de auditório chamado “Encontro”, produzido e veiculado pela Rede Globo de Televisão, em edição da primeira semana de outubro, houve um momento dedicado à defesa do indefensável ocorrido no MAM. Logo, diante de tal absurdo, uma senhora de idade do auditório, chamada Dona Regina, pediu a palavra e confrontou a loucura dos representantes da classe artística da emissora, que saíam em defesa do ocorrido no MAM. Ela foi clara e objetiva: não entrou no mérito se nudez pode ou não, em determinado contexto, ser considerada arte; se esse tipo de exposição ou qualquer uma deve ser patrocinada ou não com dinheiro público; nada disso. O problema principal e inquestionável – disse ona Regina – é que crianças não devem ser expostas à nudez adulta e ainda serem estimuladas a tocarem um homem nu. Ponto. “Mas ela estava acompanhada da mãe!”, disse um dos artistas. “Pior ainda!”, respondeu lucidamente aquela senhora, provocando cara de repulsa e um “Recuso comentar” dos artistas que defendiam o ocorrido no MAM.

A repercussão nas redes sociais foi enorme em apoio à Dona Regina. Mesmo assim, a Globo ignorou e ainda tratou de dedicar boa parte do seu programa “jornalístico” de domingo – o “Fantástico” – para fazer militância pró-ideologia de gênero e em favor do ocorrido nas exposições do Santander e do MAM. Assim,de forma desenvergonhada, só entrevistando quem defendesse o absurdo. E pior: classificando os evangélicos como intolerantes e ainda os associando irresponsavelmente a traficantes que teriam expulsado pais de santo de uma favela no Rio de Janeiro.

Trata-se de uma guerra declarada contra os valores morais mais básicos e contra os principais defensores deles no país: os evangélicos, que, por serem mais organizados, manifestaram rápida e publicamente seu repúdio a essas práticas absurdas em nosso país. Outro detalhe é que, no dia seguinte à matéria no “Fantástico”, a hashtag “Globolixo” se tornou a mais comentada no Twitter no Brasil e uma das dez mais comentadas no mundo. Lembrando que o Twitter tem mais de 300 milhões de participantes, de maneira que para uma hashtag chegar ao Trend Topics do Twitter significa que muita gente aderiu mesmo àquela hashtag.

Para piorar para a Globo, quatro dias após a matéria do “Fantástico” era o dia 12 de outubro, o Dia das Crianças, de maneira que, aproveitando a data, foi lançado um movimento na internet que se tornou viral, chamado “Sem Globo para sempre”, o qual foi aderido não só por evangélicos, mas por católicos e não cristãos conservadores. Padres chegaram a aproveitar a data de 12 de outubro, na qual suas igrejas lotam naturalmente por celebrarem o culto a Maria, para fazerem coro contra a emissora, orientando seus fieis a deixarem de assistir à programação da Globo, especialmente as novelas. Foram aplaudidos pela multidão. Alguns padres também declararam apoio e união a pastores de sua região nesse movimento contra a Rede Globo.

Como nossa intelligentsia e classe artística chegaram a esse ponto, a essa baixeza? A resposta são décadas de formação de uma hegemonia cultural marxista e progressista nas escolas, universidades e redações de jornalismo. Lamentavelmente, a maioria da nossa intelectualidade e artistas são hoje de linha progressista.

O que essa elite não percebe, porém, é que toda essa tentativa dela de impor a todo custo sobre a sociedade a sua visão particular de mundo acaba influenciando o próprio cenário eleitoral. Vide a capa da primeira edição da revista “Veja” – a de maior circulação no Brasil – logo após os casos Santander e MAM: ela chama o deputado federal Jair Bolsonaro, candidato à Presidência, de a maior ameaça do Brasil no momento (sic). A revista foi quase que unanimemente ojerizada nas redes sociais, e por uma razão bem simples: ninguém está aqui entrando no mérito se Bolsonaro é ou não a melhor opção para o nosso país dentre as opções que surgem no cenário político brasileiro no momento, mas chamá-lo de “Ameaça”? A eventual volta do ex-presidente Lula à Presidência do nosso país é que é visto pela maioria dos brasileiros como a maior ameaça. Segundo pesquisas do Instituto Paraná e até do questionável Datafolha, a maioria da população quer Lula na cadeia, e não liderando o país – se bem que isso está cada vez menos provável de acontecer, pelo andar dos processos contra o ex-presidente. O homem que, segundo o Ministério Público Federal, esteve à frente de uma organização criminosa que roubou mais de 10 bilhões de reais dos cofres públicos, que quebrou a Petrobrás etc, e que disse – na cara limpa – que se eleito em 2018 iria perseguir a imprensa e todos os seus opositores é uma ameaça real e concreta à democracia. Não Bolsonaro. Pode se fazer várias críticas ao deputado carioca, e elas são bem-vindas, mas tratá-lo como uma “ameaça”? Exagero total.

Parece que a intelligentsia e a classe artística brasileira estão com medo de uma “onda conservadora” nas eleições de 2018, e estão tratando de destruir desde já todos aqueles que, de alguma forma, canalizam esse movimento. O problema é que tais ataques podem ter um efeito reverso: quanto mais atacam, mais a onda conservadora pode crescer. Vide o fenômeno Trump nas eleições do ano passado nos Estados Unidos. A questão apenas é se será mesmo Bolsonaro ou então outro candidato que esteja também mais próximo da posição da sociedade que ganhará com isso.

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