Relacionamento aberto e monogamia

Relacionamento aberto e monogamiaA Bíblia ensina que o casamento é uma aliança entre um homem e uma mulher para uma união indissolúvel. Portanto, é mais que um contrato civil ou uma exigência social. Ele foi instituído para que os cônjuges se comprometessem a ser fiéis reciprocamente, na saúde, na doença, na felicidade, na adversidade.

Sobre os chamados “relacionamentos abertos”

Um relacionamento é considerado aberto quando há uma relação afetiva em que os cônjuges concordam que as relações extraconjugais não são consideradas como traição ou até mesmo infidelidade.

A palavra “aberto” é usada nesse tipo de relacionamento para representar o grau de liberdade de seus cônjuges, onde ambos aceitam outras relações com pessoas que não façam parte de seu relacionamento, sem que isso seja motivo para desentendimentos entre os dois.

Os que praticam essa forma de relacionamento vivem na “onda do ninguém é de ninguém”, apesar de viverem uma relação sólida, ficam com outras pessoas.

Esse tipo de relacionamento vem sendo propagado pela mídia e influenciado por movimentos sociais como o feminismo e o empoderamento feminino. O cristão precisa ter cuidado para não aderir ao padrão de normalidade imposto pela mídia. Nem tudo que é comum pode ser aceito como normal. O nosso padrão de normalidade é a Bíblia a Palavra de Deus. (Salmo 119. 1-9,105). Os defensores do relacionamento aberto insistem que tudo pode transcorrer normalmente se houver o consentimento mútuo. Para eles o relacionamento aberto costuma funcionar melhor quando há regras bem definidas e consentidas por ambos para evitar desentendimentos. Porém, além de permeada pela ideia dos simulacros e simulação – algo que se propõe real, ou substituto da realidade não permitindo o discernimento entre realidade e ilusão, a sociedade atual faz uma inversão de valores e estabelece um novo padrão de normalidade.

Relacionamentos abertos e a poligamia

Existe uma diferença entre o chamado relacionamento aberto e a poligamia. O relacionamento aberto (poliamor) se baseia na aceitação do amor entre três ou mais pessoas, independentemente da sua identidade sexual, ocorrendo entre mulheres, homens ou transexuais. Para os praticantes a única condição é o amor entre eles e a aceitação do relacionamento por todos. O sexo, mesmo estando presente, não é o principal da relação. Embora o relacionamento aberto e a poligamia tenham a mesma estrutura emocional e a mesma formação, ou seja, um indivíduo tem um relacionamento amoroso e sexual com várias pessoas ao mesmo tempo, a diferença está no fato da poligamia requerer um vínculo legal (ou similar) estabelecido e socialmente aceito. Já o poliamor não exige nenhum tipo de compromisso, nem tem que ser durável.

A poligamia é aceita socialmente e legalmente emmuitas culturas. Em alguns países islâmicos, por exemplo, é permitido, desde que a esposa ou esposasde umhomem deem sua aprovação para o novo membro da família. Algumas culturas tambémadotama poliandria, a união em que uma só mulher é ligada a dois ou mais maridos ao mesmo tempo.

A monogamia – visão bíblica

A monogamia é implícita na história de Adão e Eva, visto que Deus criou apenas uma esposa para Adão. A monogamia é o ideal divino. O criador instituiu o matrimonio com a união do homem e da mulher, (Gênesis 2.18-24; Mateus 19.5; 1Co 6.16).

O casamento estabelece relações permanentes, o criador indicou a permanência destas relações, fazendo com que os afetos entre marido e mulher cresçam na proporção dos anos que passam, processo natural, em condições normais. Os fins morais exigem que estas relações sejam permanentes. A fidelidade do marido e da mulher no cumprimento de seus deveres intimamente ligados em suas recíprocas relações e a criação dos filhos nos princípios da obediência e da virtude é indispensável para se atingirem os fins morais do matrimonio.

A Bíblia é explícita: “Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne” (Gênesis 2.24). Observamos o uso do singular nesta frase, ou seja, o homem deve se apegar “à sua mulher” para com ela formar uma só carne, e não “às suas mulheres”, ou seja, Deus deu a Adão uma única esposa, não várias esposas.

O que dizer então dos casos de poligamia citados na Bíblia? Muitos personagens bíblicos tiveram mais de uma mulher, e diante disto, geralmente surgem algumas questões: por que homens piedosos tiveram mais de uma mulher na Bíblia se a poligamia não é aceita por Deus? Por que Deus permitiu a poligamia? Como entender a poligamia na Bíblia?

Diante de tudo isto, a melhor maneira de tratar este assunto é entender que Deus jamais aprovou a poligamia, mas apenas tolerou e permitiu tal prática como uma medida temporária por causa da dureza do coração pecaminoso do homem. A poligamia nunca foi a intenção original de Deus para o relacionamento conjugal. Mas para entendermos a questão devemos considerar a época e a cultura em que esses homens viveram. Naquela época, numa sociedade patriarcal era praticamente impossível uma mulher solteira se auto sustentar. Elas geralmente não tinham nenhuma educação ou treino, dependiam de seus pais, irmãos e maridos para sua provisão e proteção. Mulheres solteiras eram sujeitas frequentemente à prostituição e escravidão. Por outro lado as guerras nos tempos antigos eram muito brutais, com uma taxa de mortalidade muito alta. Assim o número de mulheres excediam o número de homens. Desse modo, era comum naquela sociedade que um homem possuísse mais de uma mulher, o que não justifica o ato no presente.

Somente a morte dissolve os laços familiares (Romanos 7.2, 3) e o crime do adultério os podem dissolver (Mateus 19.9). “Não tendes lido que o Criador desde o princípio os fez homem e mulher […], e serão dois numa só carne” (Mateus 19.4,5). O matrimônio não é o elemento acidental, mas essencial da criação, ao ponto de que o próprio homem não é completo, capaz de refletir e ilustrar o seu autor, sem que ocorra entre um homem e uma mulher (Gênesis 2.26), enquanto não está formado o casal humano, Deus não está contente com a sua obra (Gênesis 2.18).

Por, Jamiel Lopes.

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