Recorde de judeus do Brasil para Israel

Recorde de judeus do Brasil para IsraelUm dos sinais do grande advento da volta de Jesus, o arrebatamento da Igreja triunfante (Efésios 5.27), o encontro do Senhor com a Sua noiva nos ares (1 Tessalonicenses 4.17) é indubitavelmente o renascimento, a repatriação e a restauração de Israel.

Nessa linha, o Evangelho de Mateus retrata a advertência, vigilância e cuidado necessários em relação aos assuntos da vinda do Filho do Homem (Mateus 24.32, 33). Logo, a melhor hermenêutica desse texto bíblico revela que a“figueira”é Israel e o crescimento e consolidação dos “ramos tenros”e o“brotamento de folhas”é alusão ao renascimento de Israel como Estado Político e o agrupamento do povo judeu junto a Terra Prometida.

Assim, diante desta perspectiva profética anunciada pelo próprio Jesus Cristo e a correspondente análise histórico-hodierna, geopolítica e espiritual sobre Israel constata-se a proximidade do Arrebatamento.

Por outro lado, a restauração de Israel enquanto nação, estado e pátria institucionalizada foi também clarividentemente objeto de profecias já no Antigo Testamento. Dentre os profetas, destacam-se Ezequiel, Amós, Zacarias, Oséias e Joel que trazem luz a detalhes desse glorioso momento para Israel.

Veja-se especialmente no livro do Profeta Ezequiel a garantia e esperança para o povo de Deus espalhado pelo mundo, principalmente, na grande última diáspora ocorrida em meados do primeiro século da era cristã, em 132, quando os judeus foram expulsos de sua terra, que passou a ser denominada de Síria Palestina, como objetivo de apagar o passado judaico da região. Os textos de Ezequiel 11.16-17; 28.2526; 34.10-31; 36.6-38, somados a grande visão do vale de ossos secos em Ezequiel 37 é aplicação figurada e profética dessa verdade.

Assim, a história mundial confirma que a repatriação já iniciou e está aceleradamente a todo vapor, seja pela política institucionalizada pelo atual Governo de Israel que dá suporte financeiro e social aos judeus para que regressem a sua terra, seja pelo propósito divino que prepara e estimula todas as circunstâncias humanas para consecução e cumprimento da Sua própria Palavra.

Nesse particular, o Brasil tem especial participação historicamente reconhecida, inclusive, na própria criação do Estado de Israel, com a brilhante atuação do diplomata Osvaldo Aranha (1894-1960), brasileiro que articulou e beneficiou o movimento sionista para que os votos a favor da fundação do Estado de Israel ocorressem, retardando a Sessão que tratava desta temática, deferindo prazos de adiamento e outros expedientes retóricos, utilizando-se de todos os recursos burocráticos na condução da Sessão da ONU (Organização das Nações Unidas) para que houvesse o reconhecimento do Estado de Israel, o que definitivamente se deu em 14 de maio de 1948, cumprindo-se o texto de Isaias 66.8.

Naturalmente, após a fundação do Estado de Israel que se constitui marco político de extraordinária relevância para os judeus o regresso do povo escolhido por Deus é notório e público. Israel se fortalece como estado e governo e a partir daí há claro empenho das autoridades constituídas daquela nação nessa ideia de repatriação. A economia, a política, a legislação, as criações cientificas, a exportação multiplicada de produtos agrícolas, o domínio e supremacia bélica e militar, a religiosidade imanente dos lugares sagrados são fatores notáveis da magnitude e influência que o Estado de Israel atualmente goza em suas relações internacionais. Enfim, toda essa dimensão é multiplicada pelo apego sentimental e espiritual que todo judeu tem com Israel.

Destarte, o Brasil mais uma vez se destaca, já que, no mês de fevereiro deste ano, pelo jornal Jerusalém Post, um dos periódicos mais influentes do país, noticiou-se que há número recorde de judeus brasileiros imigrando para o Estado judeu, motivado pela segurança financeira proporcionada no Estado de Israel, obviamente fugindo da crise atual do cenário brasileiro e da extrema violência urbana, pois, segundo aquele jornal, o “Brasil é um dos países mais sangrentos da terra”, uma vez que, estatísticas demonstram que mais de 58.000 pessoas tiveram uma morte violenta por aqui em 2014. Acrescenta-se ainda, que a imigração para Israel, ou aliyah, a partir do Brasil mais do que dobrou nos últimos quatro anos, de 191 em 2011 para mais de 400 este ano. Para efeitos de comparação, o crescimento médio da aliyah da América Latina, no mesmo período, foi de apenas 7%. Embora tenha aproximadamente a metade da população judaica da vizinha Argentina, o Brasil foi o país latino que enviou mais imigrantes para Israel por dois anos consecutivos. Calcula-se que 120.000 judeus vivem no Brasil.

De tal maneira, que no ano passado foi fundada a Beit Brasil, organização não governamental sediada em Israel para ajudar os brasileiros que pretendem mudar para Israel, composta por voluntários e profissionais que orientam o novo imigrante de forma pessoal e individualizada, desde sua saída do Brasil até seus primeiros meses no novo país. O intuito é facilitar absorção dos Olim (imigrantes) do Brasil, para que sua integração seja plena e tenha muito sucesso, ajudando-os em seus problemas corriqueiros. A missão da organização é facilitar a adaptação do brasileiro em Israel a fim de potencializar seu sucesso pessoal e profissional no país, criar uma avançada rede de suporte através de uma comunidade de voluntários em Israel e no Brasil.

Dessa forma, o Brasil participa e é alvo do cumprimento profético do retorno do povo de Deus a Israel, todavia, deve igualmente atentar-se para esta realidade como sinal profético da Volta de Jesus, anunciando “a tempo e fora de tempo” (2 Timóteo 4.2) o Evangelho das Boas Novas e preparando-se diante da iminência e surpreendente chegada do Noivo (Mateus 25.13).

Por, Natanael Silva.

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