Radicais pagam por entrega de pastores

Medida é do novo Estado islâmico; no Quênia, 48 cristãos assassinados

Radicais pagam por entrega de pastoresO surgimento do Estado Islâmico no oriente médio aumentou ainda mais o perigo para os cristãos nas regiões do Iraque, Síria e sudeste da Turquia, onde as tropas radicais militarizadas estão impondo suas regras com violência. Segundo a agência espanhola e evangélica de notícias Protestante Digital, na fronteira entre a Síria e a Turquia, o Estado Islâmico está prendendo e matando cristãos e recompensando àqueles que entregarem o paradeiro de missionários que trabalham na área.

“Os queridos irmãos curdos pedem oração”, diz um missionário que trabalha naquela área em depoimento à Protestante Digital. “O Estado Islâmico está atacando-os com armas pesadas e estão invadindo as vilas para massacrar. Já anunciaram uma recompensa para quem entregar pastores evangélicos”.

Nesta cidade, cujo nome foi omitido por segurança, o missionário conta que “há uma bela igreja com muitos filhos, e os pastores são muito queridos por todos nós. Ore para que Deus esteja protegendo-os”, declara.

Tal como aconteceu na cidade de Mosul, no Iraque, as minorias cristãs lançaram uma fuga desesperada. “As minorias cristãs se mudaram para as grandes cidades para terem proteção, mas o Estado Islâmico também está tentando obter o controle desses lugares, que ficam próximos de onde vários cristãos foram crucificados nos últimos dias”, relata o missionário.

O depoimento do missionário foi dado em 9 de julho. E de acordo com ele, a situação dos cristãos que fugiram de suas vilas ainda continua crítica. “As minorias cristãs não tem eletricidade e têm pouca comida ou água, em uma temperatura de 45 graus, mas mesmo assim permanecem na cidade, porque é muito mais seguro do que a aldeia onde estavam antes”.

Apesar da situação, o missionário conclui, afirmando: “Deus é bom! Ele responde ao clamor do Seu povo! Glorificado seja Deus! Continue orando e pedindo o poder de Deus sobre nós para pregarmos o Evangelho. Esta é a melhor ‘retaliação’ que podemos dar”, disse o missionário.

Quênia: batida de radicais de porta em porta

Enquanto isso, a cidade costeira de Mpeketoni, no Quênia, viveu dois dias de terror em junho por causa do ataque de extremistas islâmicos de Al Shabab, procedentes de Somália, que ceifaram a vida de 48 cristãos. Segundo relatos da comunidade, os homens armados foram de porta em porta, exigindo às famílias saber se eram muçulmanas ou não, falavam na língua somali. Se os extremistas não gostavam da resposta, abriam fogo, contaram testemunhas em depoimento dado no dia 16 de junho, último dia dos ataques.

Os ataques começaram na noite de domingo, 15 de junho, enquanto os residentes assistiam às partidas da Copa do Mundo na televisão. Os ataques prolongaram-se até a madrugada da segunda-feira, com pouca resistência por parte das forças de segurança do Quênia.

Após o amanhecer, as tropas quenianas e os residentes podiam ver os corpos atirados nas ruas de terra e edifícios ainda crivados de bala. Dois hotéis e muitos veículos foram incendiados.

O ataque põe em relevo os crescentes incidentes de violência extremista islâmica num país que uma vez foi considerado “O bastião da estabilidade da África Oriental”.

A avaliação religiosa de vida ou morte sem piedade recordou o ataque a o-Shabab num shopping exclusivo na capital do Quênia, Nairobi, em setembro do ano passado, quando pelo menos 67 pessoas perderam a vida, algumas delas após não serem capazes de responder a perguntas sobre o Islã.

“Vieram à nossa casa ao redor das 20h e perguntaram-nos em swahili se éramos muçulmanos. Meu marido disse que éramos cristãos e lhe dispararam na cabeça e no peito”, conta a senhora Anne Gathigi.

Outro residente, John Waweru, disse que seus dois irmãos foram assassinados pelos atacantes, uma vez que comprovaram que estes homens não falavam somali. O Ministro do Interior, José Ole Lenku, disse que os atacantes fugiram para as selvas próximas após uma “feroz troca de disparos” com as forças de segurança. Ele advertiu ainda aos políticos da oposição contra a incitação à violência, dizendo que era possível que o ataque tivesse relação com a tensão política, uma demanda que tem sido desestimada de imediato pelos experientes em segurança.

A o-Shabab disse mais tarde que realizou um ataque em resposta à “brutal opressão dos muçulmanos no Quênia”. O grupo disse que tais ataques continuarão “enquanto continuar a invasão de nossas terras para oprimir aos muçulmanos inocentes”. Nos últimos dias, ele desaconselhou os turistas a visitar o país diante a escalada de tensão.

Liberdade para cristã Meriam Ibrahim, no Sudão

Mas, nem tudo são péssimas notícias. A Christian Solidarity Worldwide (CSW) confirmou, no final de junho, que o tribunal de apelação que revisava o caso de Meriam Ibrahim, a mulher cristã do Sudão condenada em 11 de maio a 100 chibatadas por ter casado com um cristão e a morrer enforcada por ter se tornado cristã, anulou o veredicto original.

A corte ordenou ainda que fosse posta em liberdade, reconhecendo como legítimo seu casamento e a declarando inocente de todos os cargos. No entanto, os membros da equipe jurídica atual de Meriam Ibrahim têm recebido ameaças de morte dos extremistas, que têm considerado a atuação deles como “anti-islamismo”.

Mervyn Thomas, presidente-executivo do CSW, declarou: “Estamos encantados de saber que a Sra. Ibrahim e seus filhos têm sido libertados e que as sentenças injustas, desumanas e injustificadas têm sido anuladas. No entanto, seguimos consternados pelas ameaças e pela incitação ao ódio que têm sido feitas contra a Sra. Ibrahim e seus advogados. Instamos à comunidade internacional a pedir às autoridades sudanesas que cuidem da segurança de Meriam e a de seus advogados. O direito a liberdade de religião ou de crença está garantido tanto pelas leis internacionais como pelas do Sudão, e por isso as autoridades sudanesas têm obrigação de garantir a proteção de qualquer cidadão que deseje exercer ou defender este direito”.

Segundo informação recebida pelo CSW, durante todo esse tempo na cadeia, Ibrahim recebia no cárcere a visita de um erudito islâmico que lhe lia continuamente o alcorão com o fim de ajudar a “retornar” a fé islâmica. Apesar disso, Meriam Ibrahim permaneceu firme em sua fé em Jesus durante sua permanência na prisão de mulheres de Omdurman, junto com seus dois filhos pequenos, a menor deles nascida na própria prisão enquanto estava sujeita por correntes.

Em 4 de março deste ano, Meriam Ibrahim foi acusada de adultério e apostasia nos artigos 146 e 126 do Código Penal de Sudão, respectivamente, após supostos membros de sua família, os quais nunca conheceu, terem informado às autoridades sudanesas de seu casamento com Daniel Wani, um cristão. O Tribunal de Ordem Pública no Haj Yousif Jartum, presidido pelo juiz Abbas Khalifa, concedeu a Meriam três dias para renunciar a sua fé, e foi visitada pelos eruditos islâmicos que tentaram a pressionar para o regresso “a fé de seus pais” (sua mãe a educou como cristã, e seu pai muçulmano lhes abandonou pouco depois de nascer). Sua sentença foi confirmada em 15 de maio, uma vez que Meriam Ibrahim se negou a renunciar a sua fé.

Ibrahim foi criada como cristã por sua mãe ortodoxa etíope, após que seu pai muçulmano sudanês abandonou a família quando ela tinha 6 anos de idade. Ela testemunhou de sua fé cristã de toda a vida na corte em 4 de março, e Morning Star News informou que as testemunhas que tratavam de dar depoimento de sua adesão permanente ao cristianismo foram bloqueados para que não prestassem declaração ante o tribunal.

Por, Mensageiro da Paz.

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