Radicais islâmicos matam dezenas de cristãos em Moçambique

Terroristas ainda incendiaram mais de 200 casas pertencentes a cristãos e decapitaram suas vítimas, incluindo crianças, mas Evangelho avança

Radicais islâmicos matam dezenas de cristãos em MoçambiqueUma onda de violência devasta Moçambique, na África. As informações vindas do país dão conta de que militantes jihadistas atacam cristãos no interior fazendo vítimas fatais e destruindo aldeias. Os missionários e ONGs ligadas aos Direitos Humanos alertam que desde maio não cessam os relatos da violência dos muçulmanos contra a comunidade cristã moçambicana. Os noticiários informam que os terroristas não poupam nem as crianças, que também são decapitadas como os adultos.

Os pedidos de clamor por Moçambique não cessam: os missionários Rolland e Heidi Baker, ligados ao ministério Iris Global na África, e Mike Bickle, da Casa Internacional de Oração (IHOP), solicitaram um clamor mundial pela “grande crise” neste país africano. As redes sociais estão sendo um importante canal de comunicação do horror que acontece no país. Testemunhas afirmam que a violência fugiu do controle das autoridades.

No dia 9 de junho, Heidi Baker lançou um vídeo sobre o assunto, mas foi retirado do Facebook. Os representantes do ministério Iris Global em Pemba, norte de Moçambique, mantém 250 estudantes na escola que eles conduzem por lá. Por causa da gravidade da situação, os missionários estudam a possibilidade de evacuar o local e transferir os alunos para Johannesburg (África do Sul), mas Heidi Baker lembra que as estradas foram obstruídas pelos militares por “medida de segurança”, com o objetivo de impedir o deslocamento de terroristas.

Apesar da preocupação do governo quanto à segurança nacional, ninguém sabe dizer quantos jihadistas estão nas matas. Imersos nesse contexto de violência, os moradores não conseguem sair da região.

Em maio, o canal local News24 noticiou que os extremistas do grupo denominado Al-Shabbab, queimaram 230 casas e mataram 23 cristãos, incluindo as crianças. O governo dos Estados Unidos lançou em seguida um apelo aos habitantes da região para que fujam, por não poder garantir a segurança deles.

Apesar dos apelos do governo norte-americano em estimular a fuga dos habitantes das áreas afetadas pelos terroristas islâmicos, os missionários Rolland e Heidi Baker decidiram permanecer em sua base missionária em Pemba, crendo que o amor de Deus é capaz de superar todos aqueles que são instigados pelo ódio.

“Tem havido extremistas, pessoas de outra fé que se empenham em queimar aldeia após aldeia”, declarou a missionária em um vídeo no Facebook, postado em 11 de junho. “Eles estupraram e mataram pessoas e é um momento muito desafiador”.

Grupo radical islâmico está à frente da chacina

A barbárie perpetrada pelos terroristas inclui diversos corpos decapitados, mulheres violentadas e centenas de residências incendiadas. As informações dão conta de que a perseguição ocorre desde 27 de maio e que a tragédia foi empreendida pelo grupo islâmico Ansar al-Sunna. Ainda em maio, a União Africana detectou a presença de forças do Estado Islâmico no norte de Moçambique.

De acordo com a agência de notícias Lusa, o ataque mais recente aconteceu na aldeia de Namaluco, no distrito de Quissanga, em Cabo Delgado. A fúria dos extremistas resultou em seis vítimas fatais na região conflitada. Testemunhas disseram que os terroristas penetraram na aldeia de cerca de 2 mil pessoas às 21h (horário local). A invasão provocou grande alvoroço na comunidade. A cidade é desprovida de eletricidade e infraestrutura, e o acesso é possível apenas por estrada de terra, com casas edificadas pelos próprios aldeões.

A reportagem da Lusa informou que os habitantes da região afirmam ter ouvido os assassinos falarem o dialeto suaíli e “outros que não reconheceram”. No vídeo, a missionária Heidi deixou o apelo: “Estamos lhes convidando a orar. Estamos pedindo para vocês intercederem por esse povo maravilhoso. Nós acreditamos no estabelecimento da paz; estamos orando por shalom”. O ministério Iris Global oferece total apoio aos pastores locais o que permitiu a missionária familiarizar-se com muitos obreiros nessas aldeias.

Ela mantém a sua esperança enraizada nas Escrituras. “Eu agradeço a Deus, crendo que Sua luz gloriosa vai se romper. Ele diz que ‘Minha glória cobrirá a terra como as águas cobrem o mar’ e agora é nossa hora de brilhar. É nossa hora de dizer que o amor vencerá”, comenta Heidi.

O casal de missionários tem clamado ao Senhor em meio à crise. Segundo a missionária, este fervor reflete profundamente sobre seu chamado e seus propósitos. “Em momentos como esse, realmente entendemos porque estamos aqui, porque viemos em primeiro lugar. Este não é o nosso momento de recuar; esta é a nossa hora de avançar”, destacou. De acordo com pastores da região, o local onde acontece esta perseguição é Ponta Delgada, acima de Nampula.

O clamor dos missionários Rolland e Heidi Baker por paz na região é motivado devido à intolerância dos terroristas islâmicos contra a comunidade cristã local, incluindo também o risco de o ministério Iris Global de sofrer ataques na cidade de Pemba. A situação extrema tornou-se notória através de uma nota oficial emitida pela organização cristã. Os veículos de informação têm alertado que ataques terroristas contra instituições governamentais e civis têm ocorrido desde outubro de 2017, na região onde se encontra a base missionária. “Eles estão mirando qualquer um que se oponha à sua marca de terror”, relatou o ministério em nota.

“Nas últimas semanas, esses ataques se intensificaram em frequência e brutalidade. Cada ataque envolveu assassinatos e casas incendiadas. Pessoas foram decapitadas em pelo menos seis aldeias, duas das quais estão localizadas a duas horas de carro da nossa base de Pemba. Os aldeões estão fugindo para proteger suas vidas, sem carregar nada com eles e se refugiado na selva ou nas ilhas”, acrescentou a organização.

Oração e jejum pelos irmãos perseguidos em Moçambique

O pastor assembleiano Luís Jerónimo, líder de uma das maiores igrejas de Maputo, capital de Moçambique, e demais obreiros encontram-se em oração e jejum pelas igrejas regionais, enquanto isso, diversos crentes tentam fugir para outras províncias. Em 2017 ocorreu uma perseguição, mas o Exército de Moçambique impediu o seu avanço. Mas desta vez, há radicais islâmicos escondidos nas matas, dificultando suas prisões. Os pastores e missionários solicitam a todos os cristãos que voltem suas orações em favor de Moçambique.

Em junho de 2015, em visita à matriz da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), no Rio de Janeiro, o pastor Itamar Fernandes de Jesus, que desenvolve um grande trabalho missionário em Moçambique, contou suas experiências missionárias. O pastor ressaltou as dificuldades de pregar o Evangelho em Moçambique. Segundo ele, a região norte é onde predomina o islamismo, por isso as igrejas daquela localidade são dirigidas por obreiros do país. Na região central e sul, ao contrário, há grande concentração de católicos, idólatras e feitiçarias.

No país desde 1997, pastor Itamar Fernandes lidera a Missão PIEIA (Projeto Internacional de Evangelização para o Interior da África). O trabalho que começou na Aldeia Inhaminga se alastrou para várias regiões daquele país, assim como para outros países na África (Malawi e Zimbabwe).

O que dizem as autoridades sobre a situação

Apesar do tumulto provocado pelos ataques, as autoridades locais empenham-se para restaurar a ordem. A polícia moçambicana encontra-se no encalço dos suspeitos do ataque ocorrido na província de Cabo Delgado, onde aconteceu assassinatos. Por causa da ligação dos assassinos com o radicalismo islâmico, Moçambique foi posicionado no mapa de ameaças jihadistas. Em outubro de 2017, os radicais atacaram uma mesquita em Mocímboa da Praia. O incidente chamou a atenção ao perigo no norte de Moçambique, próximo à fronteira com a Tanzânia.

O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), Inácio Dina, acredita na conexão dos dois ataques e que a ação é resultado do desespero dos terroristas em tentar firmar uma “hegemonia” naquela região.

“Este é um grupo que foi amplamente fragilizado”, disse o porta-voz durante uma conferência de imprensa em Maputo. Ele acrescentou que os crimes representam “um total desespero, em tentar buscar algum protagonismo”. O comentário de Dina desconstrói o argumento de que esta escalada de violência aumente o perigo à segurança em Cabo Delgado. A autoridade indica que os agressores procuram “fazer vincar que este grupo ainda existe”, querendo transparecer que “tem uma musculatura” inexistente, resume a PRM.

De acordo com uma investigação baseada em 125 entrevistas em Cabo Delgado, as autoridades concluíram que células terroristas dispersas contribuem para a desestabilização, seus seguidores recebem recursos acima da média, financiados por rotas de comércio ilegal de madeira, rubis, carvão e marfim, encaminhados para o estrangeiro. Nestes grupos existem integrantes de movimentos radicais perseguidos ao norte pelas autoridades do Quénia e Tanzânia, e que terão sido treinados por milícias da região dos Grandes Lagos e que mantém ligação ao grupo terrorista al-Shabaab, na Somália.

Mas os especialistas observam que os ataques aconteceram durante a otimização dos investimentos para exploração de gás natural em Cabo Delgado, com previsão de que a produção arranque dentro de cinco a seis anos, no mar e em terra, com o envolvimento de algumas das grandes empresas petrolíferas internacionais.

CPAD tem loja em Maputo

Em Maputo funciona, desde 30 de julho de 2016, a livraria da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), localizada na Av. Eduardo Mondlane nº 1.178. O diretor-executivo da editora pentecostal, Ronaldo Rodrigues de Souza disse que a inauguração da loja foi um momento histórico para a empresa brasileira, para todo o país e para as igrejas Assembleias de Deus africanas.

Na ocasião, compareceram à cerimônia de inauguração o diretor-executivo da CPAD, Ronaldo Rodrigues de Souza; o pastor Kemuel Sotero Pinheiro, líder da Assembleia de Deus em Vila Velha (ES) e 1º vice-presidente do Conselho Administrativo da CPAD; o gerente do Projeto África da CPAD, Sílvio Tomé Junior; o gerente da Rede de Lojas da CPAD, pastor João Batista da Silva; o gerente da loja da CPAD em Moçambique, Thiago Vieira, e diversos líderes das igrejas de Moçambique, além de dezenas de moradores da região. “Esta é mais uma vitória do povo de Deus. Oramos ao Senhor para que esta loja seja um instrumento de Deus para a salvação de muitas vidas”, comemorou o diretor-executivo da CPAD, Ronaldo Rodrigues de Souza.

Embora as forças das trevas militem insistentemente contra a Igreja de Cristo, a promessa do Senhor Jesus registrada nas Escrituras, em Mateus 28.20, continua valendo: “Eis que estou convoco todos os dias, até a consumação dos séculos”. Nestas palavras do Senhor Jesus, os crentes encontram forças para continuar a sua caminhada em prol do Reino de Deus na terra.

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