Quando as bases são destruídas

Quando as bases são destruídasO mundo contemporâneo nos surpreende a cada dia com invenções tecnológicas. Muitas delas beneficiam a humanidade em algumas áreas. Outras, porém, confrontam-se verticalmente como Criador. A Igreja de Jesus também pode e deve usufruir das invenções do mundo pós-moderno para seu benefício sócio-econômico e cultural, desde que não mudem as bases doutrinárias.

A própria Lei Maior do nosso país, a Constituição Federal de 1988, destaca as denominadas “clausulas pétreas”, que tratam do núcleo rígido da Constituição Brasileira no parágrafo 4º do artigo 60. As garantias como a do voto secreto direto, universal e periódico; os direitos e garantias fundamentais e a forma federativa de Estado não podem ser objeto de emenda pelos constituintes.

A Igreja tem a sua Lei Maior universal que é a Palavra de Deus. O desenvolvimento tecnológico, o avanço das ciências e as inovações eclesiásticas não podem alterar o entendimento doutrinário estabelecido há milênios, até porque nesta Lei não há emendas e nem poderá haver. Um exemplo clássico bíblico de inovações doutrinárias está registrado em 2 Reis 16.17. O reinado de Acaz, filho de Jotão, iniciou de forma trágica, ao passar pelo fogo o seu filho segundo as abominações dos gentios. Ele fez amizade com o rei da Assíria, Tiglate-Pileser, dizendo: “Eu sou teu servo e teu filho, sobe, e livra-me das mãos do rei da Síria e das mãos do rei de Israel, os quais se levantaram contra mim”. Se não bastasse esquecer-se do próprio Deus, manda Urias, o sacerdote, copiar (inovar) o altar que estava em Damasco para fazer uma réplica.

É uma tríplice tragédia humana certas visitas com o objetivo de agradar terceiros. Vê, copia e constrói. Nada há de errado quando tudo acontece para fortalecimento doutrinário, mas não é o caso. O novo parece superar o antigo. O rei Acaz demonstrou um perfil em seu caráter dúbio mantendo os dois altares. A réplica (novo) era para ser usada; o antigo (velho) deixou à parte para aos poucos ser destruído.

Agora tinha um altar grandioso, vistoso, com uma aparência moderna. O altar que Deus dera a Moisés no Monte Sinai estava obsoleto e já não agradava mais o povo. Infelizmente, Acaz agradava ao rei da Assíria Tiglate-Pileser, mas desagradava frontalmente o Senhor Deus. Mantinha o “antigo” somente para agradar aos “tradicionalistas”, mas sacrificava no altar “novo”. As bases doutrinárias foram substituídas, cooperando para um fim trágico para que o povo, futuramente, fosse levado para o cativeiro.

Quando destruímos as bases, as trincas começam a aparecer. Se tentamos remendar, colocando reforço que resiste apenas por um pequeno tempo, pior ainda. Os dias são difíceis, porém manter a estrutura firme cabe aos líderes estabelecidos por Deus. O novo de hoje será velho no amanhã, e assim teremos que criar um “novo novo”? A Bíblia ensina-nos a não removermos os marcos antigos. Fiquemos com o velho que se renova a cada manhã. Ele é sempre novo!

Por, Isaac Strobel.

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