Programação contra os valores da família

Produções brasileiras pregam o homossexualismo, divórcio, adultério e poligamia

thumbs5a47Quem diria que em nosso Brasil fossemos ver a pregação midiática de coisas como “casamento” polígamo? Pois é, essa foi mais uma propaganda da revolução cultural proposta pela teledramaturgia em nosso país. De forma bastante cômica, e em pleno horário nobre, a Rede Globo de Televisão – que já pregou em suas novelas o adultério como algo normal, depois o “casamento” gay e, mais à frente, a defesa das leis contra a “homofobia” – levou agora a ideia da poligamia aos lares brasileiros em 2012.

Na última novela das 21h, intitulada Avenida Brasil, foi apresentado ao país, como algo banal e divertido, um homem vivendo um relacionamento com três mulheres ao mesmo tempo, e em busca de uma quarta, quinta ou, quem sabe, mais parceiras. O adultério sempre faz parte do roteiro de boa parte dessas produções, mas dessa vez o autor decidiu ir ainda mais adiante, apresentando a poligamia como algo aceitável, com as personagens das mulheres traídas se unindo ao final para fazer uma espécie de parceria, ou acordo de posse, do “objeto de desejo” delas, um rico empresário carioca.

Em um núcleo paralelo da trama, outro caso de poligamia, e desta vez uma mulher com dois homens (um deles, inclusive, com dúvidas quanto à sua sexualidade). O novelista apresentou como “final feliz” da história essa mulher ficar “grávida de ambos”, permanecendo com os dois parceiros, num pleno acordo entre os três. E tudo isso apresentado como “lindo” e “maravilhoso”.

Agora, depois dessa pregação de valores anti-família começa uma novela com o título Salve Jorge, uma expressão usada pelos adeptos do baixo espiritismo, onde a dissolução da família tradicional é mais uma vez celebrada. “Enfim, solteira! Bianca comemora o fim do casamento com festão” – esse é título da matéria publicada no site da Globo divulgando que uma das personagens de sua recente novela, uma produtora de moedas interpretada pela atriz Cleo Pires, fizera um super evento de “descasamento”, deixando seus amigos convidados boquiabertos pela forma com que ela tratou a separação.

Com direito a vestido de noiva, chegada à festa de limusine, um buquê de rosas pretas e até do agora ex-marido, a atriz, ao interpretar sua personagem, segundo matéria do site da Globo, concede entrevista para os jornalistas presentes declarando: “O casamento foi ótimo! Ficamos três anos juntos, foi perfeito, foi ótimo! Por que o divórcio teve que ser triste?”

A ideia é passar a mensagem para a atual geração de que o divórcio deve ser encarado como algo absolutamente normal, comum, algo que deve ser encarado positivamente, como que a dizer: “Se é para terminar o relacionamento, que se termine de forma a que todos se deem bem, sem litígio ou remorsos. É até terapêutico”. Essa é a mentalidade de nossos dias, facilitada também pelo fato de, há poucos anos, a legislação brasileira sobre o divórcio ter facilitado-o de tal maneira que é mais fácil hoje divorciar-se do que terminar um contrato de locação. A boa notícia é que, até o fechamento desta edição do MP, essa novela era um completo fracasso de audiência. Que continue assim!

E que fique claro: a imoralidade nas novelas não é uma marca exclusiva da teledramaturgia global. Todos os folhetins novelescos da televisão brasileira são desse nível. Se já eram de moral reprovável no passado, a coisa só piorou agora. Novela não é e nunca foi bom programa para cristãos, para quem preza pelos valores da Palavra de Deus.

A Palavra de Deus é clara sobre esse tipo de comportamento pregado e celebrado pelas novelas e outros programas, filmes e livros: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Isaías 5.20).

Quem dá audiência a essas produções imorais está desagradando a Deus, pois esta compactuando com a celebração das trevas.

Os evangélicos das novelas

Não bastasse a repetição dos mesmos roteiros, divulgando o homossexualismo, as últimas novelas ridicularizaram, mais uma vez, o povo evangélico. Na última, em um de seus núcleos, uma ex-prostituta supostamente convertida ao Evangelho, mas que na verdade era uma personagem caricata, com uma conduta em que nada lembrava uma pessoa transformada pelo poder de Deus, tratava-se de uma religiosa desiquilibrada que mantinha fortes vínculos com sua vida pregressa.

Segundo sites de notícia evangélicos, a psicóloga cristã Marisa Lobo reprovou, com razão, publicamente a conduta da personagem, que exibia uma performance sem o conteúdo cristão. “Por meio da sugestão psicológica, mostram uma caracterização fora da realidade que ridiculariza a fé dos cristãos sem qualquer conhecimento de causa ou preocupação em ofender uma grande parcela da população brasileira”, analisou a psicóloga.

Ela acrescenta que a emissora utilizou mensagens subliminares ou ocultas, além da exposição de ideias preconceituosas e distorcidas atribuídas aos evangélicos. “O crente ou é pobre ou é brega, ou é rico e ladrão. Preconceito religioso explícito”, denuncia Marisa Lobo.

O argumento dos escritores e diretores de novelas é que as histórias devem acompanhar a evolução dos principais acontecimentos na sociedade, tendo em vista a atualização dos temas, por isso ao longo de décadas, temas polêmicos como a liberação do divórcio, a emancipação feminina e o casamento entre pessoas do mesmo sexo foram explorados nos folhetins. Com o advento do Projeto de Lei 122/06, cujo conteúdo fere a liberdade religiosa e de expressão, por prever detenção (até cinco anos) para quem criticar publicamente o homossexualismo, seja qual for a razão, os roteiristas logo transportaram para a televisão o polêmico tema, fazendo com que os espectadores não somente tomassem conhecimento do assunto, como também se solidarizassem com a proposta do projeto, através de histórias contendo ingredientes como o drama e humor para cativar a audiência.

Segundo pesquisa realizada pelas fundações Perseu Abramo e Rosa Luxemburgo, que levantaram o número de brasileiros que discordam do homossexualismo, apenas 1% dos brasileiros maiores de 16 anos não reprovam o homossexualismo. A reportagem foi publicada no jornal O Globo de 7 de fevereiro de 2009. Apesar disso, beijos gays já aconteceram em novelas do SBT e da Record. O que já foi considerado só entretenimento hoje é mais do que isso: é um divulgador da agenda ideológica antivalores.

Por, Edilberto Silva e Eduardo Araújo

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