Previsões catastróficas para o fim da Terra

Será verdade que os recursos naturais do planeta já estariam esgotados?

Previsões catastróficas para o fim da TerraSegundo informações divulgadas pela Global Footprint Network (GFN), uma organização voltada para pesquisa que mede a pegada ecológica do ser humano, encerrou-se no dia 20 de agosto a cota natural destinada ao consumo do homem neste planeta. Segundo esses pesquisadores, a partir de agora, a humanidade terá ao seu dispor o que pode ser chamado “cheque especial”, isto é, o consumo de reservas extras devido ao mau uso dos recursos disponíveis e a degradação do meio ambiente pela má administração humana.

Segundo os cálculos dessa organização, as pessoas conseguiram, nos primeiros oito meses deste ano, esgotar o restante dos recursos que a natureza oferece de forma sustentável em um ano, e isso inclui a filtragem de CO2 (gás carbônico) da atmosfera até a produção de matérias-primas para a alimentação. E não seria só isso. O aumento do consumo refletiria em uma crescente dívida ecológica gerando uma perda de bens e serviços ambientais, desequilíbrio climático, a redução de florestas, perda de biodiversidade, colapso de recursos pesqueiros, escassez de alimentos, redução da produtividade do solo e acúmulo de gás carbônico na atmosfera.

“A nossa demanda por recursos ecológicos renováveis e os serviços que eles fornecem é agora equivalente a mais de 1,5 Terras. Nesse ritmo, os dados mostram que precisaremos de recursos de dois planetas bem antes de meados do século”, disseram os representantes da GFN.

Segundo cálculos divulgados pelos ecologistas, atualmente, mais de 80% da população no mundo habita em países que abusariam da extração dos recursos disponíveis em seus ecossistemas mais do que poderiam renovar. Esses países “devedores ecológicos” ou esgotam de uma vez seus próprios recursos ecológicos ou os obtém de outro lugar. Países como o Japão, por exemplo, que teria seus residentes consumindo os recursos de  7,1 “Japãos”. Por sua vez, as pessoas que vivem na Itália precisam de quatro “Itálias” para um abastecimento bem-sucedido e o Egito que usa os recursos ecológicos de 2,4 “Egitos”.

Mas, essas previsões e cálculos disponíveis na internet e outros veículos de informação são confiáveis? Desde tempos imemoriais o ser humano extrai os recursos do ecossistema sem que este viesse a falhar na produção de alimento e combustível, elementos vitais na manutenção da vida na Terra. O que afirma a Bíblia? Deus, como o mantenedor da vida neste mundo, criou este planeta para chegar a um esgotamento de fontes naturais para que assim surgisse a escassez de víveres? Previsões catastróficas não são mais novidade, considerando os diversos “alertas” de alguns cientistas em torno do outrora chamado “aquecimento global”, que agora passou a receber o nome genérico de “mudanças climáticas”. Na edição 1.522 do jornal Mensageiro da Paz, nas páginas 4 e 5, trouxemos uma ampla matéria sobre esse polêmico assunto e abordamos a imprudência dos cientistas que não mediam palavras quando o assunto era anunciar que o destino do mundo era “pegar fogo”. A maioria esmagadora das previsões feitas pelos “aquecimentistas” há mais de 10 anos simplesmente não se cumpriu.

Não devemos desmerecer todos esses alertas, mas muitos deles são hiperflacionados. Por exemplo, o geólogo Andrew McKenzie, em depoimento ao jornal Wall Street Journal, edição de 4 de junho de 2012, afirma que, na verdade, a Terra ainda tem minérios para mais 10 mil anos e que os minérios mais gastos têm o seguinte tempo de uso até se esgotarem: potássio 610 anos; ministério de ferro, 590 anos; e cobre, 136 anos. A metade de todo o cobre restante do mundo estaria na América do Sul.

Lembremos-nos que no século 18, o economista Thomas Malthus previu que os recursos naturais acabariam no século 19, e isso não aconteceu. Ele pregava uma política governamental de redução do crescimento populacional. Em 1970, o Clube de Roma previu que, nas décadas seguintes, devido à superpopulação e ao crescimento do consumismo, os recursos ficariam tão escassos que afetaria a  alimentação, a saúde e o bem-estar social da maioria do mundo. Bem, de lá para cá, diminuiu, proporcionalmente, o número de pobres no mundo e as condições de vida em muitos lugares melhoraram. Ainda há muito há fazer, mas a tal previsão não se cumpriu. E em 1980, o Relatório Global de ONU previu a escassez dos recursos para o ano 2000, o que não aconteceu.

Ora, se estivesse havendo já uma grande escassez, a primeira coisa que aconteceria seria a subida generalizada de preços em todo o mundo de todos os produtos que dependem de recursos naturais, mas não é o que está acontecendo. Em muitos lugares está havendo uma baixa nos últimos anos. Além do mais, devido aos avanços tecnológicos, hoje é necessário menos terra para alimentar cada ser humano, menos aço para fazer cada carro, menos cobre para fazer cada conexão de telefone e menos gasolina para cada milha percorrida do que aconteceria anos atrás.

Muitas dessas previsões catastrofistas de esgotamento de recursos naturais se baseiam na tese do “Aquecimento Global Antropogênico Irreversível” para se sustentarem. Ora, se esta não se confirma, muitos dos cálculos feitos têm que ser refeitos.

Agora, os seres humanos são responsáveis, sim, pela destruição de alguns ecossistemas; pela poluição de muitas regiões, chegando a afetar a saúde das pessoas, animais e plantas; pela falta de saneamento, que resulta na proliferação de doenças; pelos perigosos testes de bombas nucleares e pelo vazamento de óleo e de gases tóxicos letais. O cristão, por sua vez, deve zelar pela criação de Deus e se opor a tudo isso, mas também deve estar vigilante ao examinar notícias que objetivam, através do sensacionalismo e do pânico geral, levar as pessoas a aceitarem e defenderem o surgimento de um governo mundial.

Assim como, no período da Guerra Fria, muitos servos de Deus cederam à tentação de associar as catástrofes previstas nas profecias bíblicas sobre o fim dos tempos com uma esperada guerra nuclear, muitos crentes atuais cederam à tentação de associarem as profecias bíblicas ao cenário aterrador que ambientalistas sensacionalistas pregam, pois muitos desses sinais preditos na Bíblia tratam-se de catástrofes na natureza (Mateus 24.29, 30; Marcos 13.24-27; Lucas 21.11, 25-28). A Bíblia afirma que todas as catástrofes que acontecerão no final dos tempos neste mundo são consequência do pecado, mas não afirma que todas são provocadas pela ação humana, pois há também eventos preditos pelo Senhor Jesus Cristo que tratam-se de fenômenos sobrenaturais (Apocalipse 6.1-17; 8 e 9). Enfim, a notícia do “esgotamento dos recursos naturais” deve nos alertar, mas devemos ter também cuidado com exageros que têm o objetivo de manipular as massas para os ideais globalistas e de controle populacional.

Por, Mensageiro da Paz.

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