Preservação do sagrado

Preservação do sagradoA Bíblia destaca no livro de Neemias a grande obra edificada por esse homem de Deus. Com poucos recursos, inclusive de mão de obra, mas demonstrando exercer uma grande liderança, interesse e dedicação, Neemias conseguiu reconstruir os muros de Jerusalém, que foram destruídos por Nabucodonosor, rei da Babilônia. A edificação do muro trouxe de volta a segurança para a cidade de Jerusalém. Em Neemias capitulo seis e versículo primeiro, destaca-se que o muro foi edificado. O trabalho foi tão bem feito que mesmo antes de serem assentadas as portas, notou-se, que não havia brecha alguma.

A Sagrada Escritura relata que nesses dias eram poucos os moradores da cidade e nem casa ainda havia, mas notamos aqui o esforço de uma equipe de edificadores que pensaram em oferecer segurança não somente para os poucos que ali viviam, mas também para os que posteriormente viessem. Depois de serem colocadas às portas com suas trancas, houve uma ordem de Neemias aos guardas das portas, que está registrada no capitulo sete e versículo três: “E disse-lhes: Não se abram as portas de Jerusalém até que o sol aqueça, e enquanto os que assistirem ali permanecerem, fechem as portas, e vós trancai-as; e ponham-se guardas dos moradores de Jerusalém, cada um na sua guarda, e cada um diante da sua casa”. A preocupação de Neemias ao trazer essa orientação era de manter a ordem na cidade e a manutenção dos trabalhos do Templo.

Nós, da Mesa Diretora, estamos iniciando uma nova etapa na direção da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB); entendo a grande responsabilidade que pesa sobre os nossos ombros. A história da CGADB está sendo escrita ao longo de seus 87 anos de atividades no Brasil. Não se pode negar que a dedicação e o cuidado dos líderes que nos antecederam estabeleceram o perfil e a identidade de nossa Igreja, tendo o cuidado de mantê-la unida e comprometida com a doutrina, usos e costumes a ela atribuídos. A preocupação no trabalho da evangelização e discipulado fez crescer o número de membros, e o ensino sistemático da Palavra de Deus, enfatizando principalmente a doutrina do batismo no Espírito Santo, deu a estrutura que a tem mantido. Resta-nos, agora, ter a mesma preocupação que teve Neemias com a cidade de Jerusalém: mantê-la protegida das influências externas que podem comprometer todo o trabalho realizado, com muito esforço e renúncia de nossos pais.

Comprometemo-nos não abrir brechas na nossa doutrina e liturgia, que nos norteiam. Vamos continuar incentivando, e, dentro do possível, oferecendo novos mecanismos para a evangelização e discipulado sem, no entanto, deixar de lado o ensino da Palavra de Deus e a busca do batismo no Espírito Santo. Sabemos que a oração é a principal ferramenta para se alcançar êxito nos projetos estabelecidos, no sentido de manter a unidade e a comunhão dos pastores e Igreja em geral. O nosso dever, senão obrigação, como líderes na Igreja, é: servir como referência de unidade e de temor a Deus, proteger a nossa Igreja das investidas funestas do Inimigo e fazer com que cada Casa de Oração da Assembleia de Deus, não importando em que lugar ela esteja, seja o lugar onde o Senhor se faz presente, oferecendo liberdade para a manifestação do Espírito Santo e dos dons espirituais.

Contem conosco para manter os muros sem brechas, as portas fechadas e bem trancadas para se manter a nossa “Jerusalém” bem protegida.

Por, José Wellington Costa Junior.

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