Pesquisas no Brasil apontam para evidências do Dilúvio universal

Descoberta de que o Planalto Central brasileiro já esteve sob um oceano com dimensões do Atlântico corrobora relato bíblico do Dilúvio

Pesquisas no Brasil apontam para evidências do Dilúvio universalEm janeiro, um estudo conduzido pelo Laboratório de Geocronologia da Universidade de Brasília (UnB), em parceria com o Instituto de Geociências (IG) e o Instituto Astronômico (IAG) da Universidade de São Paulo (USP), revelou que, milhares de anos atrás, um oceano com as dimensões do Oceano Atlântico, pairava sobre o lugar que hoje conhecemos como Planalto Central.

Os cientistas chegaram a essa conclusão depois que se debruçaram sobre amostras extraídas da chamada Faixa Brasília, onde encontraram rochas sedimentares de mar profundo que datam, segundo eles, de até milhões de anos atrás, mais especificamente do período que chamam de Neoproterozoico.

Segundo Reinhardt Fuck, geólogo na UnB e coordenador do estudo, a maior prova de que havia um oceano no Brasil Central são vestígios de um arco de ilhas vulcânicas semelhantes às ilhas que compõem o arquipélago do Japão. “Arcos como esse correspondem a ilhas existentes no meio de um oceano”, afirma.

“Além dessa evidência de inundação no Planalto Central, é bom lembrar que mais ou menos metade dos sedimentos nos continentes é de origem marinha (mais de 99% dos fósseis do Fanerozoico são de seres aquáticos). Como é possível que exista tanto material marinho sobre os continentes?”, argumenta o professor e jornalista Michelson Borges, autor do blog Criacionismo.com.

“A invasão geral das terras continentais (que são mais elevadas) pelos oceanos é certamente uma situação muito diferente da situação presente e concorda com a ideia de um dilúvio global. Além disso, muitas camadas sedimentares de geologia singular cobrem regiões tão grandes que é difícil acreditar que foram depositadas lentamente sob condições não catastróficas. Por exemplo, o conglomerado (rocha composta por fragmentos de cascalho) Shinarump, no sudeste dos Estados Unidos, com cerca de 30 metros de espessura, cobre quase 260.000 km²”, afirma Borges.

O geólogo Nahor Neves de Souza Jr., por sua vez, questiona: “Que processo seria capaz de espalhar depósitos sedimentares por áreas tão vastas? Nenhum fenômeno geológico, presentemente observado, poderia coerentemente explicar formações geológicas tão extensas e generalizadas na superfície da crosta terrestre”.

Ora, não seria esta mais uma evidência de um dilúvio global, como descreve a Bíblia?

Dilúvio universal

A Bíblia afirma que ocorreu um dilúvio de alcance global no tempo de Noé. Esse conhecimento, pela cronologia bíblica, pode ser datado por cerca de 5 mil anos atrás. O relato do Dilúvio encontra-se em Gênesis capítulos 7 e 8. Os capítulos anteriores e posteriores descrevem respectivamente a condição da terra antes e depois do Dilúvio.

Ao ler Gênesis, não há dúvidas que o Dilúvio foi universal. Deus havia dito que iria destruir toda a Terra. Gênesis 7.19 diz que as águas subiram acima das montanhas em toda parte da Terra. Céticos, no entanto, dizem que o dilúvio foi local argumentando que os mitos do dilúvio em várias culturas evidenciam dilúvios locais, mas não é o que está na maioria dessas lendas, que na verdade descrevem dilúvios universais.

Por que essas várias histórias?

A coincidência não é à toa: elas tem uma mesma origem. Com o crescimento da população e sua divisão gerando várias culturas diferentes, a história do dilúvio foi ganhando contornos diferentes ao passar de geração a geração, ganhando aspectos de lendas, porém só um desses relatos é o verdadeiro: aquele que compõe a Bíblia. Por quê? Porque ela é a fonte mais segura.

A tradição antiga do dilúvio está presente em todos os continentes, e as narrativas dela nesses lugares marcam semelhanças com o relato de Gênesis. A história babilônica do dilúvio, descoberto em tabuletas de argila, é o “Épico de Gilgamesh”. O mito sumério de Gilgamesh conta os feitos do rei da cidade de Uruck, Gilgamesh, que parte em uma jornada de aventuras em busca da imortalidade. Nessa busca, ele encontra as duas únicas pessoas imortais; Utanapistim e sua esposa, e estes contam a Gilgamesh com conquistaram tal sorte. Então vem a história do dilúvio. O casal recebeu o dom da imortalidade ao sobreviver ao dilúvio que consumiu a raça humana. Na tradição suméria, o homem foi dizimado por incomodar os deuses. Os elementos comuns incluem a construção de um navio e tomar todos os tipos de animais na mesma. Byron Nelson, em seu livro, “The Deluge Story in Stone”, tem tabuladas as características comuns das lendas, analisando os relatos sobre essa inundação em muitas culturas e os comparou com o relato bíblico.

Cemitérios e massa, de elefantes, cavalos, dinossauros e outras criaturas, são encontrados em todo o mundo. Fósseis são distribuídos mundialmente. Muitas florestas petrificadas, cobertas de lava, são encontradas em muitas partes do mundo. O Parque Nacional de Yellowstone nos EUA tem estas florestas.

Sistemas da Terra e deltas fluviais importantes não remontam para um longo passado, mas, sim, para alguns milhares de anos. A topografia presente e sistemas fluviais da terra resultaram das mudanças topográficas que ocorreram durante e depois do dilúvio.

Há marcas d’água demonstrando que houve secas em lagos, terraços fluviais e antigas linhas costeiras elevadas, encontrados em diferentes partes do mundo que testemunham um evento com água e deposição de camadas. Registros históricos confiáveis das civilizações mais antigas não passam de 500 anos. Houve estouros de civilizações após o dilúvio: caldeu, assírio, babilônico, hitita e egípcio. A razão é que, após o Dilúvio a humanidade se disseminou nessas regiões dentro de algumas centenas de anos.

Os modelos de datações utilizados pelas teoria evolucionistas são baseados em pressuposições, pois a ciência histórica não é observável. A premissa utilizada é que a Terra é muito antiga, pois as três teorias evolutivas (evolução estelar, evolução química e evolução biológica) não comportam uma terra jovem, portanto, logo de início, ignora-se uma Terra jovem e um Dilúvio universal bíblico.

Então, modelos de datações são utilizados com definições já pré-comcebidas; por exemplo, um modelo de datação de um dinossauro não será o mesmo que de um fóssil de mamute, porque assume-se logo de cara que o dinossauro tem milhões de anos. O carbono 14 foi encontrado em diamantes fósseis, o qual não poderia acontecer em objetos com milhões ou bilhões de anos. As datações para a Terra antiga são feitas já direcionadas para isso.

O que aconteceu na Terra?

A Bíblia não dá muitos detalhes da cronologia, mas deixa clara a proporção grandiosa do evento: “No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram” (Gênesis 7.11).

A Bíblia nos diz que a água veio de duas fontes: debaixo da terra e acima da terra. Essas fontes subterrâneas de água irromperam com atividade sísmica e vulcânica, ajudando na inundação. Não dá para afirmar com certeza se a água estava em estado líquido ou contida em um mineral.

Existem evidências científicas que há grande quantidade de água nas profundezas da terra, no manto. A quantidade de água pode ser gigantesca, equivalente a todos oceanos atuais, dizem os cientistas. Se for essa a fonte do abismo relatada em Gênesis, provavelmente, no dilúvio, Deus causou processos físicos químicos, onde essas fontes entraram no processo de inundação da Terra. Essa é uma evidência palpável e interessante.

Oceano gigante sob a terra

Em março de 2014, foi encontrado um diamante de 5 milímetros de comprimento que revela a existência de um oceano gigante sob a Terra – maior que a soma de todos os mares conhecidos. A pedra, encontrada no interior do Mato Grosso, chegou à superfície de um rio, pegando carona na subida de uma rocha vulcânica.

O mineral foi encontrado por acaso por mineradores no município de Juína. É feio e, julgando pela aparência, vale no máximo 20 dólares. Para a ciência, no entanto, sua contribuição é incalculável. O diamante comprovaria que, a mais de 400 quilômetros de profundidade, estariam guardados um quintilhão de litros de água.

O segredo da pedra está em um minério em seu interior, conhecido como ringwoodita – nome dado em homenagem ao geoquímico australiano Alfred Ringwood. Cerca de 1,5% de seu peso é formado por água. Sabe-se que esse minério pode ser encontrado em meteoritos, mas ele nunca fora visto na Terra.

Agora, pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, acreditam que há uma imensidão desses minérios a milhares de quilômetros de profundidade. “A permanência do líquido dentro do diamante, mesmo depois de ele ter vindo de um local tão profundo, é uma prova de que existe muita água presa abaixo da superfície”, explica o pesquisador Gratham Pearson, que assina um estudo sobre o minério publicado na revista “Nature”. “A água estaria distribuída por toda a Terra em uma zona de 410 e 670 quilômetros de profundidade, mas ainda não sabemos quais seriam os locais mais úmidos”, diz ele.

A região ocupada pelo líquido é uma zona de transição entre os mantos superior (de 100 a 410 quilômetros sob a superfície) e o inferior (a partir de 660 quilômetros de profundidade) do planeta.

Segundo Pearson, a presença do líquido nesta região também coincide com estudos sobre condutividade elétrica realizados nos últimos anos por geofísicos.

O diamante de água acaba com uma polêmica que, há 50 anos, divide cientistas que estudam a estrutura interna da Terra. Para alguns, a região de transição entre os dois mantos do planeta seria uma área seca. Outros, no entanto, defendem que a área é repleta de água.

Ainda é impossível estudar detalhadamente as características desta zona, porque não existe tecnologia para chegar a uma região tão profunda, mas não há dúvidas de como o grande e oculto oceano pode influenciar a dinâmica do planeta. A água da zona de transição poderia dissolver o magma e alcançar a parte inferior das placas continentais. Dessa forma, ela criaria regiões propensas a vulcões.

“A água retida pode explicar os padrões irregulares de algumas rochas vulcânicas”, ressalta Pearson. “Além disso, a súbita libertação de água a partir desta zona poderia enfraquecer placas tectônicas”, completa.

O estudo foi realizado por cientistas de seis países. Apesar de o diamante ter sido encontrado no Mato Grosso, nenhum brasileiro participou da análise da pedra.

“Infelizmente, ainda não temos cientistas brasileiros na pesquisa, mas esperamos trabalhar com eles, porque a região do Mato Grosso tem diamantes muito interessantes. Em nenhum lugar do mundo encontramos pedras que trazem tantas revelações”, ressalta Pearson.

Ao jornal “The Guardian”, da Inglaterra, Hans Keppler, coautor do estudo e pesquisador da Universidade de Berlim, admitiu sua surpresa com a descoberta do diamante de água. “Até hoje, ninguém havia encontrado ringwoodita no manto da Terra, embora os geofísicos tivessem certeza de que ela existia. Muitas pessoas – eu, inclusive – nunca esperava ver uma amostra”, disse Keppler.

Pangeia: Terra antes do dilúvio

Se você olhar atentamente o mapa topográfico da Terra, verá uma cadeia de dorsais meso-oceânicas no fundo do oceano conectando todos os oceanos. Os geólogos tem reconhecido que estas cristas são linhas de fratura na crosta terrestre. Eles estimam que há cerca de 200 milhões de anos atrás os continentes estavam unidos como numa só peça, e eles chamam este supercontinente de “Pangeia”. o Pangeia se separou como resultado da crosta terrestre se quebrar em pedaços ou placas, que desde então foram à deriva em direção ao outro. Assim, a América está se movendo a uma velocidade de um centímetro da Europa e da África por ano.

A separação atual é de cerca de 3 mil quilômetros. As cadeias montanhosas mais importantes do mundo, como os Alpes e os Himalaias, se formaram pela colisão de placas com essas massas continentais uns contra os outros. Em outras áreas da colisão uma placa foi sobre a outra, como no caso de a placa do Pacífico movendo sob a borda oeste do continente dos EUA. Este processo em pequena escala pôde ser documentado, por isso os terremotos periódicos na Califórnia, mas nada igual ao que ocorreu no dilúvio.

Esses cientistas estão corretos sobre o rompimento de um supercontinente, mas eles estão completamente errados sobre a datação do evento, porque eles usaram a datação evolucionista.

Pela Bíblia, sabemos que a ruptura do supercontinente aconteceu cerca de 5 mil anos atrás, e foi o principal evento do Dilúvio. O supercontinente que se quebrou foi a Boa Terra (condições da terra antes do dilúvio).

Por, Mensageiro da paz (CPAD); Criacionismo.com; OGlobo.com e Narrativabiblica.blogpost.com.

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