Perseguição a discordantes nos EUA

Casos de intolerância crescem no país da defesa da liberdade de expressão

Perseguição a discordantes nos EUAOs Estados Unidos são conhecidos pela sua defesa intransigente da sua da liberdade de expressão, uma herança dos seus pais fundadores protestantes que foi imortalizada na Primeira Emenda da Constituição norte-americana, que afirma: “O Congresso não deverá fazer qualquer lei a respeito de estabelecimento de religião, ou proibindo seu livre exercício; ou restringindo a liberdade de expressão, ou da imprensa; ou o direito das pessoas de se reunirem pacificamente, e de fazerem pedidos ao governo para que sejam feitas reparações de queixas”. Devido a esse princípio, tanto religioso de todos os segmentos quanto até aqueles que pregam e ensinam imoralidades e ideologias terríveis encontraram, durante mais de 200 anos, liberdade em solo norte-americano para divulgar suas crenças e convicções, mesmo sobre o protesto dos descontentes. Agora, porém, em pleno século 21, dito como época “mais avançada”, cristãos ou cidadãos conservadores começam a sofrer perseguição nos EUA por parte da hoje maioria liberal devido a seus posicionamentos.

O país cuja Suprema Corte, em nome da liberdade de expressão, chegou incrivelmente a tolerar, nos anos de 1980, que o empresário de pornografia Larry Flint publicasse uma charge cômica em sua revista insinuando que o pastor batista Jerry Fawell cometera incesto; e que, no início de abril, foi lembrado, pelo presidente da Suprema Corte, John Roberts, que a “Primeira Emenda protege a queima de bandeiras, protestos em funerais e desfiles nazistas, apesar da profunda ofensa que essas coisas possam causar”, está querendo agora, durante o governo Obama, forçar os seus cidadãos a fazerem aquilo que vai contra a sua fé e convicções, jogando no lixo todo o significado da Primeira Emenda.

É o caso por exemplo, do Obamacare, o plano de saúde pública universal do governo Obama, que oferece o aborto e a contracepção para todos, pagos forçosamente pelos impostos de todos (sejam cidadãos apoiantes ou não) e ordena que todas as instituições de saúde ou de ensino, sejam elas religiosas ou não, distribuam recursos contraceptivos ou abortivos para seus alunos: camisinha, pílulas do dia seguinte, remédios abortivos etc. Claro que as instituições religiosas estão se opondo à regulamentação do governo por causa de seu impacto sobre o livre exercício da religião, e outros, não necessariamente religiosos, também estão se opondo devido à sua hierarquia de valores, mas o governo norte-americano está nem aí para a liberdade de consciência de seus cidadãos.

Sobre esse acaso, acrescenta ainda o conceituado jornalista da área política Charles Krauthammer, em artigo publicado na edição de 10 de abril do jornal norte-americano Washington Post: “Sob a nova lei, tudo está coberto, mas algumas escolhas são oferecidas de graça [como é o caso dos métodos contraceptivos]. A que se deve o enaltecido status da contracepção? Por que ela deveria ser classificada acima, por exemplo, dos antibióticos para uma criança doente, pelos quais essa mesma mãe deve fazer um copagamento”.

Krauthammer diz ainda sobre essa espécie de totalitarismo: “Essa tendência está crescendo. Oponha-se ao consenso atual e você é um negador, um fanático, um homofóbico, um machista, um inimigo do povo. […] O impulso totalitário está se espalhando. O que fazer? Defender os dissidentes, mesmo que você não concorde – talvez especialmente se você não concorda – com sua política. Isto é – isto era? – o modo americano”.

Perseguição nas empresas

Mas não é só do governo que vem as medidas contra a liberdade de expressão e religiosa nos EUA. No dia-a-dia, pessoas estão até perdendo o seu emprego por causa da sua fé ou por suas convicções moralmente conservadoras.

O caso mais recente e famoso é o de Brendan Eich, diretor da Mozilla, a organização de tecnologia responsável pelo navegador de internet Firefox, um dos mais usados no mundo. Eich, que é um dos criadores do javascript, pediu demissão após sofrer uma tempestade de ataques depois que alguém revelou que ele havia doado, no ano de 2008, mil dólares em apoio à Proposta 8 na Califórnia, uma iniciativa de voto que protegia o casamento natural, entre um homem e uma mulher.

Até agora não se sabe quem foi a pessoa que revelou que Eich havia apoiado o casamento natural, mas o fato é que imediatamente após a revelação dessa doação, milhares de militantes do “casamento” gay nos Estados Unidos começaram uma guerra contra o diretor da Mozilla.

O jornal norte-americano Wall Street Journal noticiou que o OKCupid, um popular site de namoro online nos Estados Unidos, pediu a seguidores que parassem de usar o Firefox em protesto contra as convicções do diretor da Mozilla. Como se não bastasse isso, a empresa de wireless Credo Mobile coletou mais de 50 mil assinaturas para uma petição pedindo que Eich se demitisse.

O OKCupid também postou uma carta na internet denunciando o diretor da Mozilla, como noticiou o jornal norte-americano New York Times. A carta dizia: “Aqueles que querem negar o amor e em vez disso executam miséria, vergonha e frustração são nossos inimigos e nós só desejamos uma coisa para eles: fracasso”. Eich não aguentou a pressão e se demitiu.

Em protesto pela perseguição contra um profissional excelente apenas pelas suas convicções conservadoras, o colunista Todd Starnes, da Fox News, afirmou, contundente e ironicamente, em artigo publicado em vários sites no dia 4 de abril: “Por que não reivindicar que os que se opõem ao ‘casamento’ gay percam o direito de possuir propriedades? Por que não tirar deles o direito de votar? Por que não tirar os filhos deles? Por que simplesmente não atirá-los numa cela de prisão? Por que não obrigá-los a fazer trabalhos forçados em algum campo penitenciário? Por que não pedir que eles sejam chicoteados em público? Ou melhor ainda, por que não amarrá-los numa maca e aplicar-lhes uma injeção letal para livrar o mundo desses intolerantes ‘fanáticos’ anti-homossexualismo de uma vez por todas?”

Pelo jeito, o país baluarte da tolerância e das liberdades de religião e de expressão está mudado. Está se tornando, aos poucos, uma ditadura do liberalismo social. Um sinal claro da multiplicação da iniquidade, profetizada por Jesus para os últimos dias antes de Sua Segunda Vinda. Isto é, o que estamos vendo é mais um sinal claro da proximidade do fim dos tempos.

Por, Mensageiro da Paz.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Google Translate »