Período de “guerras e revoluções”

Haverá um dia em que todos os protestos e conflitos terão o seu fim

Período de “guerras e revoluções”“Porque razão me fazes ver a iniquidade e ver a vexação? Porque a destruição e a violência estão diante de mim; há também quem suscite a contenda e o litígio” (Habacuque 1.3).

A palavra do profeta Habacuque, proferidas por volta do ano 609 a.C., demonstram que ele conhecia bem o sofrimento das pessoas que viviam sob a tirania dos poderosos que dominavam. A visão prossegue com a promessa de que Deus daria um basta à aflição das pessoas injustiçadas.

A mensagem do profeta representa bem o sentimento que se percebe ainda hoje em várias partes do mundo onde o clamor por paz é desesperador. As principais notícias ao redor do mundo dizem respeito ao mesmo tipo de abuso vivenciado por povos que são diretamente afetados por governantes autoritários e absolutistas. A única maneira que muitas pessoas encontram para se libertar da tirania é por meio da revolução.

Foi assim com a Revolução Francesa, em que a aristocracia e a burguesia foram obliteradas em grande parte pela massa de camponeses que desejavam a mesma “liberdade, igualdade e fraternidade” que se almeja hoje em vários países. O mesmo pode-se dizer da Revolução Russa quando operários forçaram a renúncia do absolutista Czar Nicolau II, surgindo daí a então União Soviética.

Se os objetivos destas e de outras revoluções acontecidas na história foram alcançados ou se elas foram justas é passível de interpretações das mais diversas. No entanto o que o povo almeja com essas e outras insurreições era exatamente o mesmo que se anseia hoje em lugares como Tunísia, Egito, Síria, Irã, Líbia, Iraque, Jordânia, dentre outros. Elas apontam para a necessidade do surgimento de alguém que traga a tão sonhada paz, pois todas estas revoluções indicam uma grande insatisfação popular.

As consequências da Primavera Árabe

A Primavera Árabe teve início na Tunísia em 18 de dezembro de 2010 por causa da autoimolação de um jovem tunisiano, Mohamed Bouazizi, como protesto contra as condições de vida no país em que morava a corrupção dos governantes. Bouazizi morreu no hospital no dia 4 de janeiro de 2011 e não viu que o seu ato foi o estopim para o levante em todo mundo árabe, tanto no norte da África como em todo o Oriente Médio.

Os protestos na Tunísia levaram ao então presidente Zine al-Abidine Ben Ali a renunciar depois de 23 anos no poder, sendo posteriormente condenado à revelia a 50 anos de prisão pelas mais de 200 mortes durante a revolução e por corrupção. Em 11 de fevereiro de 2011 foi a vez de Hosni Mubarak renunciar ao comando do Egito depois de 30 anos. A revolução no Egito matou mais de 800 pessoas além de deixar vários feridos.

A Síria é o país tido cujo regime é um dos mais autoritários da região, sob a ditadura de Bashar al-Assad. Desde o início da revolução, estima-se que milhares de pessoas foram mortas nos confrontos com o governo. Acrescente-se as revoluções na Líbia, sob o governo do ditador Muammar al-Gaddafi, morto com um tiro na cabeça; do Sudão, sob o domínio de Omar al-Bashir e do Iraque dominado por  Nouri al-Maliki, que já anunciaram que não tentarão uma reeleição.

Enquanto muitos que estão sob regimes autoritários e cruéis conjecturam que a única solução para suas vidas é pegar em armas, outros vão às urnas satisfeitos por conquistarem o direito de participarem de um processo democrático. Isso revela a principal esperança do povo: um governo não corrupto, mais eficiência em atender as necessidades do povo, mais liberdade de expressão e democracia.

Todas essas revoluções que constituem a Primavera Árabe têm causado espanto e preocupação a comunidade internacional porque todos são afetados por elas. Por exemplo, por causa do Canal de Suez, o Egito é um gargalo importante para a produção mundial de petróleo e o que acontece ali afeta o mercado internacional. Esses conflitos fazem com que os barris de petróleo fiquem em alta afetando as bolsas de valores no mundo todo.

A Síria é um grande aliado da Rússia, e a China segue a Rússia em suas decisões e por causa da sua fronteira com Israel, pode levar os EUA a intervir na região o que levaria a Rússia a se posicionar contra. Um conflito causado por animosidades entre estas grandes potências têm efeitos inimagináveis. Por isso, a atenção de de todos se volta para o que está acontecendo naquele território.

Boas notícias ao alcance de todos

A humanidade sempre buscou dias melhores em que a paz e a justiça imperem em todo o mundo. Todos almejam por um governante que priorize a vida, a segurança e promova o bem estar social. de seus cidadãos. Esse anseio comparado com a ditadura, a tirania e os desmandos que várias autarquias impõem por décadas a vários povos é o que tem causado diversas insurreições na história. Se por um lado, os povos sonham com um governo justo; por outro, frustram-se por nunca tê-lo alcançado.

O que resta, então a estes povos que sofrem sob o domínio de tiranias cruéis bem como toda a gente que percebe que o mundo carece de uma intervenção sobrenatural que traga a verdadeira paz e segurança para todos? O que restará aos revolucionários quando perceberem que mesmo depois de tanto esforço para alcançarem a liberdade, os seus mais profundos anseios não foram contemplados? Qual a verdadeira solução para o mundo?

As profecias bíblicas já alertavam para um tempo em que o mundo estaria enfrentando um período de grandes revoluções. O Senhor Jesus previu este tempo, quando disse: “Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não vos assusteis; pois é necessário que primeiro aconteçam estas coisas, mas o fim não será logo” (Lucas 21.9 ARA).

“O fim não será logo”, disse o Senhor. Ele sabia que o mundo haveria de enfrentar um período ainda mais caótico. O evangelista Mateus registrou as palavras de Jesus que descrevem este período assim: “Porque haverá, então, grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco haverá jamais” (Mateus 24.21).

Mas, se as coisas hão de piorar, onde está a boa notícia? A boa notícia consiste na segurança de que haverá uma solução para a impiedade do mundo. Essa grande aflição ou tribulação mencionada será o meio em que Deus manifestará a Sua indignação contra as injustiças praticadas por muitos que não o conhecem (2 Tessalonicenses 1.8).

O profeta Daniel, contemporâneo de Habacuque, acrescenta que Deus estabelecerá o único governo capaz de conduzir a humanidade à verdadeira paz e felicidade tão queridas por todas as pessoas. “Mas, nos dias desses reis, o Deus dos céus levantará um reino que não será jamais destruído; e esse reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre” (Daniel 2.44).

Embora os povos busquem por meio de revoluções estabelecerem uma nova forma de governo, almejando dias melhores, as Sagradas Escrituras deixam claro que este anseio só será cumprido por meio do Reino que Jesus Cristo nos ensinou a orar: “Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu” (Mateus 6.10).

Por, Sérgio Inácio dos Santos.

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