Pediatras repudiam ideologia de gênero

Entidade que representa pediatras dos EUA divulga nota oficial sobre tema

Pediatras repudiam ideologia de gêneroEm 21 de março, com reafirmação em 6 de abril, o Colégio Americano de Pediatras (American College of Pediatricians), entidade que representa os pediatras dos Estados Unidos, publicou seu posicionamento sobre a ideologia de gênero, jogando por terra todos os argumentos pífios em favor de tal ideologia. Sob o título “A ideologia de gênero prejudica as crianças”, a entidade, através desse documento oficial, “insta educadores e legisladores a rejeitar todas as políticas que condicionam as crianças a aceitar como normal uma vida de representação química e cirúrgica do sexo oposto”.

Essa foi uma das primeiras manifestações de uma entidade científica respeitada contra a ideologia de gênero e sua narrativa que não admite discussões ou discordâncias públicas. Em sua nota, a entidade deixou bem claro que o texto não era de cunho ideológico ou político, mas estritamente técnico, como, aliás, fica bem claro desde a primeira até a última linha.

A seguir, publicamos o documento do American College of Pediatricians na íntegra:

“O Colégio Americano de Pediatras insta educadores e legisladores a rejeitarem todas as políticas que condicionam as crianças a aceitarem como normal uma vida de personificação química e cirúrgica do sexo oposto. Fatos – não ideologia – determinam a realidade”.

“1) A sexualidade humana é uma característica biológica binária objetiva: ‘XY’ e ‘XX’ são marcadores genéticos de saúde – não marcadores genéticos de um distúrbio. A norma para o projeto humano deve ser concebida como macho ou fêmea. A sexualidade humana é binária por princípio, com a finalidade óbvia de reprodução e florescimento de nossa espécie. Este princípio é auto-evidente. Os distúrbios extremamente raros de diferenciação sexual (DSD – ‘disorders of sexual differentiation’), incluindo – mas não limitando-se a – feminização testicular e hiperplasia adrenal congênita são todos desvios medicamente identificáveis da norma binária sexual e são justamente reconhecidos como distúrbios do projeto humano. Indivíduos com DSDs não constituem um terceiro sexo”.

“2) Ninguém nasce com um gênero. Todos nascemos com um sexo biológico. Gênero (uma consciência e senso de si mesmo como homem ou mulher) é um conceito sociológico e psicológico, e não um conceito biológico objetivo. Ninguém nasce com a consciência de si mesmo como masculino ou feminino; essa consciência se desenvolve ao longo do tempo e, como todos os processos de desenvolvimento, pode ser prejudicada por percepções subjetivas, relacionamentos e experiências adversas que ocorrem desde o início da vida, desde o período de recém-nascido. As pessoas que se identificam como ‘sentindo a si mesmos como se fossem do sexo oposto’ ou ‘em algum lugar entre os dois sexos’ não pertencem a um terceiro sexo. Permanecem homens biológicos ou mulheres biológicas”.

“3) A crença de uma pessoa que ele ou ela é algo que eles não são é, na melhor das hipóteses, um sinal de pensamento confuso. Quando um menino biologicamente saudável acredita que ele é uma menina ou quando uma menina biologicamente saudável acredita que ela é um menino, um problema psicológico objetivo existe e está na mente, não no corpo, e deve ser tratado como tal. Essas crianças sofrem de Disforia de Gênero (GD), anteriormente conhecida como Transtorno de Identidade de Gênero (GID), transtorno reconhecido pela mais recente (a quinta) edição do Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana (Diagnostic and Statistical Manual of the American Psychiatric Association (DSM-V). As teorias psicodinâmicas e sociais do GD/ GID nunca foram refutadas”.

“4) A puberdade não é uma doença e o bloqueio de hormônios da puberdade pode ser perigoso. Reversíveis ou não, o bloqueio de hormônios induz a um estado patológico – a ausência de puberdade – e inibe o crescimento e fertilidade em uma criança antes biologicamente saudável”.

“5) De acordo com o DSM-V, cerca de 98% de meninos e 88% de meninas confusas com o gênero aceitam seu sexo biológico após passarem naturalmente pela puberdade”.

“6) Crianças que usam bloqueadores da puberdade para personificar o sexo oposto vão exigir hormônios do sexo oposto (‘cross-sex hormones’) no fim da adolescência. Os hormônios do sexo oposto estão associados a riscos perigosos para a saúde, incluindo – mas não se limitando a – aumento da pressão arterial, formação de coágulos sanguíneos, acidente vascular cerebral e câncer”.

“7) As taxas de suicídio são 20 vezes maiores entre os adultos que usam hormônios do sexo oposto e se submetem à cirurgia de mudança de sexo, mesmo na Suécia, que está entre os países mais afirmativos de LGBQT. Que pessoa compassiva e razoável condenaria crianças a este destino, sabendo que após a puberdade 88% das meninas e 98% dos meninos acabarão por aceitar a realidade e alcançarão um estado de saúde física e mental?”

“8) Condicionar crianças a acreditar que uma vida inteira de representação química e cirúrgica do sexo oposto é normal e saudável, é abuso infantil. Endossar discordância de gênero como normal através da educação pública e políticas legais confundirá as crianças e os pais, levando mais crianças a buscar as “clínicas de gênero”, onde lhes serão dados medicamentos bloqueadores da puberdade. Isto, por sua vez, praticamente garante que eles vão “escolher” uma vida inteira de hormônios do sexo oposto, cancerígenos e tóxicos, e provavelmente considerar desnecessária a mutilação cirúrgica de suas partes do corpo saudáveis quando adultos jovens”.

Assinam o texto os médicos Michelle A. Cretella, M. D. e presidente do Colégio Americano de Pediatria; Quentin Van Meter, M. D., vice-presidente do Conselho Americano de Pediatria e endocrinologista pediátrico; e Paul McHugh, M. D., professor de Psiquiatria da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, detentor de medalha de distinguidos serviços prestados e ex-psiquiatra-chefe do Johns Hopkins Hospital.

Parabéns ao Colégio de Pediatras dos Estados Unidos por se ater à verdade dos fatos, defendendo as crianças da irresponsável e perniciosa ideologia de gênero.

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