Passos para o restabelecimento da verdade

Passos para o restabelecimento da verdade“Há uma longa história que está sendo apreciada por nós e pelos amigos do povo judeu, e que está sendo negada por [outros]: nossa conexão com a nossa terra e nossa conexão com nossa capital eterna, Jerusalém” – assim se pronunciou o primeiro ministro Benjamin Netanyahu quando em visita, juntamente com sua esposa Sara, com o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Patrimônio de Jerusalém, Zeev Elkin e o embaixador Israelense nas Nações Unidas, Danny Danon, à exposição sobre a cidade sagrada, realizada no prédio da ONU, em Nova York. Alguns objetos que compõem a amostra confirmam a presença do povo judeu em Israel e Jerusalém nos últimos 3000 anos. Entre eles, destacam-se uma impressão do selo do Primeiro Templo, escrita em hebraico antigo, datada de mais de 2700 anos, além de uma inscrição do selo do rei Ezequias, do sétimo século antes de Cristo. Para o primeiro ministro, “o que essa exposição faz é colocar a verdade à frente de tudo”. A ONU, no entanto, fez pública a sua posição sobre o assunto mandando colocar um aviso na entrada do evento, onde se lê que o conteúdo da exposição não representa os pontos de vista do mundo. Em resposta, o premier manifestou-se com as seguintes palavras: “Claro que não representa as Nações Unidas, mas a verdade. E continuaremos a dizer a verdade e dela falaremos em todos os lugares, inclusive nas Nações Unidas”. Concluiu agradecendo a todos os que defendem a verdade, a todos os que estão com Israel.

O material exposto é uma pequena representação de todo um conjunto resultante do inegável esforço da Autoridade de Antiguidades de Israel que, nos últimos anos, realizaram escavações em Ein Hanniya, no Parque Nacional do Vale de Rephaim, onde estruturas típicas do período do Primeiro Templo foram encontradas, além de construções do período bizantino – é interessante saber que, para muitos cristãos primitivos, Ein Hanniya foi o lugar em que o eunuco etíope foi batizado por Felipe; somam-se a elas as descobertas na cidade de David, em Jerusalém e em Ramat Rachel, onde um palácio real foi descortinado; a moeda de prata cunhada em Ashdod pelos gregos no quarto século antes de Cristo e uma grande quantidade de moedas, cerâmicas, vidros, azulejos e mosaicos (como os encontrados em Cesaréia, que remontam ao tempo do rei Herodes e que confirmam o local como centro do poder romano na região) vêm preenchendo e confirmando os relatos históricos da presença judaica e cristã nas terras bíblicas.

A importância das descobertas é que elas embasam a verdade que Netanyahu procura endossar, no estratégico momento em que os Estados Unidos preparam a mudança de sua embaixada para a cidade de Jerusalém. A porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Heather Nauert expressou o sentimento de seus nacionais (ou parte deles) com as seguintes palavras: “Estamos empolgados em dar esse passo histórico e aguardamos ansiosamente a abertura para maio”. Inicialmente, a embaixada ocupará as antigas instalações que hospedaram o consulado estadunidense em Jerusalém, mas espera-se que, até o final de 2019, já se tenha encontrado um lugar definitivo para suas operações. Como o status diplomático de Jerusalém é uma questão polêmica e ponto central nas negociações de paz, a decisão dos EUA e os procedimentos para seu cumprimento têm despertado uma onda de protestos e violência na região. A ONU condenou a resolução americana e votou contra ela, conseguindo a adesão de 128 dos 193 países. O Brasil votou contra o estabelecimento de Jerusalém como capital de Israel. A Argentina, Austrália, Canadá, Croácia, Colômbia, Hungria, Letônia, México, Filipinas, Panamá, Paraguai, Polônia e República Tcheca compuseram o grupo dos 35 países que se abstiveram. A Ucrânia, junto com outros vinte países, ausentou-se. Votaram contra a resolução da ONU e, portanto, a favor da resolução dos Estados Unidos, os seguintes países: Guatemala, Honduras, Ilhas Marshall, Micronésia, Nauru, Palau, Togo, Estados Unidos e Israel. “Esse dia será lembrado”, proferiu a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, acrescentando que os EUA não esqueceriam os países que se opuseram a eles na resolução.

O presidente da Guatemala, Jimmy Morales, já deu instruções à sua chanceler, Sandra Jovel, para que inicie o processo de transferência de sua embaixada para Jerusalém. Morales prometeu a Netanyahu a transferência da sede diplomática e a manutenção das “excelentes relações que tivemos como nações desde que a Guatemala apoiou a criação do Estado de Israel”. Em recente pronunciamento, Morales lembrou que a Guatemala tem sido historicamente pró-Israel no decorrer dos seus 70 anos – a Guatemala foi um dos 11 membros da Comissão Especial para o Problema da Palestina em 1947 e votou a favor da criação do Estado de Israel. Por isso, afirmou que, a partir de “um pensamento cristão […], adicional ao político”, entende que Israel é nosso aliado e que devemos apoiá-lo. Completou: “Apesar de sermos só nove em todo o mundo, temos total certeza e convicção de que esse é o caminho correto”. A mudança, que também deverá acontecer em maio, dias após a transferência da embaixada norte-americana é, também, um resgate histórico, uma vez que, até o ano de 1980, não apenas a Guatemala, mas outros países mantinham suas sedes diplomáticas em Jerusalém, até que a proclamação de Jerusalém como “capital indivisível e eterna”, segundo a Lei de Jerusalém por Israel em junho de 1980 provocou no Conselho de Segurança da ONU a resolução em que apelou aos estados que transferissem suas embaixadas para TelAviv, onde permanecem até hoje.

Morales está apoiado por cristãos evangélicos conservadores, sendo que seu país, hoje, vive um forte movimento de fé cristã genuína, o que, necessariamente, leva ao reconhecimento do papel bíblico de Israel nas Escrituras e de seu futuro glorioso no meio das nações. Acima das acusações de que a decisão dos nove países deveu-se a questões financeiras e ao temor de perder o apoio americano nas agendas internacionais está a fé cristã e o amor que a mesma fé desperta nos corações pelo povo da promessa, herdeiros que somos do Livro, da Histórica, da herança da fé, dos tipos, dos testemunhos e da Esperança, qual seja a de Israel, na vinda do Messias, tal seja a nossa, em Seu retorno. Oremos pelos dias vindouros. Haja paz em Jerusalém!

Por, Sara Alice Cavalcanti.

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