Os pilares da fé pentecostal

Os pilares da fé pentecostalSou pentecostal desde a minha mais tenra idade. No breve percurso da minha de fé pude, por algumas vezes, ouvir mensagens que ressaltavam o teor da fé pentecostal. Quem de nós já não ouviu pregadores mais experientes frisando que a igreja do século passado cresceu baseada na perspectiva maravilhosa de que Jesus Cristo salva, cura, batiza com o Espírito Santo e em breve voltará para arrebatar sua Igreja? De fato, não restam dúvidas de que esses pensamentos fizeram com que a igreja ganhasse notoriedade no cenário brasileiro; a história pode comprovar e atestar isso.

Com o passar dos anos alguns pontos da fé pentecostal foram deixados de lado, enquanto outros foram mais notabilizados. Na verdade, o atual movimento pentecostal falha por esquecer ou não fazer menção do por que da ação do Espírito Santo operar no meio da Igreja. Neste caso, em nossos dias, muitas instituições dão muita vazão aos milagres e fenômenos promovidos pelos milagreiros e pouca importância a mensagem da cruz que enaltece o milagre da salvação.

O que de fato nos chama a atenção é a descaracterização que se faz do pentecostalismo, limitando-o apenas aos movimentos. Para alguns, ser pentecostal está condicionado ao falar em línguas estranhas ou participar de eventos em que predominam as chamadas revelações, profecias e uma série de manifestações que nem sempre tem respaldo na Bíblia Sagrada.

De fato, os adeptos dos “movimentos” que crescem em nossos dias nem sempre se preocupam em programar a mensagem do Evangelho, na intenção de ver centenas de pessoas se rendendo aos pés de Cristo. Seus principais objetivos são os resultados imediatos da manifestação do Espírito, mais comumente em forma de devaneios e muito barulho. Ressalto que não sou contra esses movimentos, e até sou convidado para ministrar em algumas igrejas que gostam, no entanto, pentecostalismo não é apenas isso.

O pentecostes bíblico segue os parâmetros da Palavra de Deus e, estão sim, pautados nos pilares que nossos pioneiros deixaram. Logo, em poucas palavras, quero fazer menção destes pilares que precisam embasar novamente a mensagem dos pregadores de nosso tempo. Afinal, pentecostalismo não é apenas glossolalia, é, também, a proclamação da mensagem da cruz, que opera a salvação na vida de todo aquele que se arrepende, bem como a imposição de mãos sobre os enfermos para cura e a grandiosa expectativa da Igreja em relação ao arrebatamento. Relembremos os pilares da fé pentecostal:

Jesus Cristo salva – Trocaram a simplicidade e o poder dessa mensagem pela falácia da falsa prosperidade e vitória financeira. Além disso, se gasta muito tempo nas redes de televisão fazendo grandes arrecadações em detrimento da pregação da mensagem da cruz. E isso faz com que centenas de pessoas sejam levadas a igreja com prerrogativa de receber de Deus bens matérias em vez da salvação.

O caráter exclusivo do Evangelho é levar os perdidos ao caminho da salvação. Quando nos disponibilizamos em anunciar que Jesus Cristo salva, estamos deixando notório a todos que Ele é o escape para o mais vil pecador. Nossa missão só estará completa se cumprirmos com esta tarefa, caso contrário falhamos quanto igreja.

Como descrevi anteriormente, muitas igrejas que se intitulam pentecostais se esqueceram dessa verdade. Em muitos cultos, a mensagem de salvação, que retrata o Evangelho, já não chama mais a atenção dos crentes, que estão muito acostumados com mensagens triunfalistas que levam as pessoas ao êxtase.

No entanto, a mensagem para os pecadores é que Jesus Cristo salva. Ele está pronto para aliviar os aflitos de coração e mostrar-lhes o caminho de acesso ao céu. Voltemos a pregar que Jesus Cristo salva.

Jesus Cristo cura – “… E porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão” (Marcos 16.18). A fé nos permite, além de desfrutar da salvação oferecida por Jesus Cristo, alcançar a cura pelo Seu poder, quando estamos enfermos. É importante ressalta que quem opera o milagre é Jesus Cristo por intermédio de Seus servos, e não o homem. A mensagem dos pioneiros era que “Jesus Cristo cura”, logo, a glória é única e exclusivamente do Senhor.

Digo isso porque em nosso tempo os milagres viraram uma espécie de atração para os povos. A atenção é dada aos milagreiros e não à pregação da Palavra de Deus. No entanto, não fora assim com Jesus e os apóstolos, os milagres apenas atestavam a veracidade do Evangelho.

Por outro lado, há o caso dos que negligenciam o poder curador de Jesus Cristo quando deixam de ensinar sobre isso. Todavia, os crentes não podem esquecer e vivenciar o agir de Deus trazendo cura para aqueles que crêem. Disse Tiago: “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com o azeite em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará…” (Tiago 5.14,15).

Jesus Cristo batiza com Espírito Santo – Apesar da existência daqueles que acreditam no cessacionismo, nós acreditamos no batismo com Espírito Santo com evidência do falar em línguas estranhas. Mais que isso, acreditamos que é Jesus Cristo quem batiza. Logo, a glossalália é proveniente de Deus, não sendo passível ensinar a ninguém como vem acontecendo em algumas instituições.

O batismo trata-se do revestimento de poder prometido por Jesus Cristo e evidenciado pelos discípulos logo no dia de pentecostes, quando a Bíblia diz que “foram vistas sobre eles línguas repartidas como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles” (Atos 2.3).

É evidente que o batismo com Espírito Santo não é requisito para a salvação, no entanto, é promessa de Deus para todos aqueles que acreditam na manifestação do Espírito Santo na Igreja. Não fosse assim, Jesus não teria se reportado aos discípulos quando de sua manifestação ressurreto, dizendo: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24.49).

Ele ainda batiza com Espírito Santo. Todos os que desejam, podem ser revestidos de poder e falar em novas línguas.

Jesus Cristo voltará – Nada me chama mais atenção na doutrina da escatologia do que o primeiro evento: o arrebatamento da Igreja. Na verdade, meus conhecimentos acerca dos eventos que envolvem as últimas coisas são ainda muito superficiais. No entanto, o arrebatamento desperta em meu ser algo especial. Talvez pelo fato de me preparar todos os dias para isso, sou levado em meus textos, ensinos e pregações a falar da maravilhosa vinda de Cristo com muita ênfase.

Nossos pais, principalmente os lideres do pentecostalismo no Brasil tinham suas convicções bem solidas quanto à volta de Jesus Cristo, e isso fez com que esse fato se tornasse parte imprescindível da mensagem que pregavam.

A iminente volta de Jesus é um fato incontestável, por isso, tal mensagem não pode sair de nossos púlpitos. Infelizmente, costumam lembrar-se do tema apenas nas festas anuais e nem sempre os pregadores convidados se prestam a pregar sobre o assunto. O arrebatamento não tem sido mais o alvo dos interesses da maioria das igrejas. Sem falar que há lideres que já não acreditam na volta de Jesus para esta geração.

Que tristeza! Voltemos a pregar a volta de Jesus como se fosse hoje, agora. Afinal, Sua promessa não tem data. Ele virá na hora em que ninguém sabe (Mateus 24.3639). Tão rápido como o romper de um relâmpago do oriente ao ocidente (Mateus 24.27). Suas palavras são fieis e verdadeiras. Ele virá!Aleluia!

Estes sim devem ser os pilares que movimentam a fé pentecostal.

Por, Edeilson Santos.

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