O sangue de Jesus e o sangue de Maria

Alguns católicos têm afirmado que uma vez que Jesus foi gerado no ventre de Maria, e sendo Ele humano, logicamente herdou o sangue dela e, desta forma, é correto afirmar que o sangue que Ele derramou na cruz é também o sangue de Maria. Como devemos ver tal argumento?

O sangue de Jesus e o sangue de MariaAtribuir a Maria os atributos da divindade, baseados apenas em conjecturas humanas e contraditórias, pelo simples fato dela ter sido a mãe terrena do Salvador, é um grave erro teológico que desconsidera as vastas evidências das Escrituras que claramente apontam para Jesus como o Filho de Deus que se fez carne e habitou entre nós (João 1.14), sendo somente Ele, o único mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2.5). Para melhor esclarecer o fato de que o sangue de Maria jamais teve ou terá qualquer poder para perdoar pecados, analisaremos as características da natureza humana e Divina de Jesus, e finalmente o papel que Maria exerceu na vida de Jesus.

A natureza divina de Jesus – Jesus não passou a existir a partir de Sua concepção humana no ventre de Maria. Ele é pré-existente juntamente com o Pai e o Espírito Santo (Gênesis 1.26; João 17.5,24; 1 João 5.7). Ele mesmo testificou: “antes que Abraão existisse, eu Sou” (João 8.58). Como Deus, Jesus jamais teve mãe, sendo Ele mesmo o criador de todos os seres humanos, inclusive Maria (Gênesis 1.26). Ele não renunciou Sua identidade divina (Mateus 3.17; João 9.35-38), apenas abriu mão de Seus atributos divinos (Filipenses 2.6-7). Mesmo despido dos atributos divinos, Sua natureza divina sempre foi evidente, e, neste aspecto, Ele era totalmente independente de Maria (Lucas 8.19-21; 11.27-28).

A natureza humana de Jesus – Sua natureza humana foi anunciada no Éden quando Deus disse que a semente da mulher feriria a cabeça da serpente (Gênesis 3.15). Jesus fez-se homem, ao ser concebido no ventre da jovem Maria (Lucas 1.35). Esta declaração indica que Sua concepção humana, não anularia Sua natureza divina. Ele fez-se homem em todos os aspectos, exceto a contaminação do pecado (1 Pedro 2.22; João 1.29). É neste importante aspecto que Ele se diferencia de todos os demais homens, inclusive Maria, que igual a todos os seres humanos era pecadora e necessitava da graça (favor, perdão) de Deus (Lucas 1.30).

A função de Maria na vida de Jesus – Maria foi o instrumento escolhido por Deus para a manifestação de Jesus em carne, cedendo seu ventre para o milagre da concepção dEle como ser humano. Isto, porém, não a fez divina e tampouco lhe deu qualquer atributo divino para mediar entre Deus e os homens (1 Timóteo 2.5). O sangue de Jesus tornou-se precioso, santo e poderoso porque ao ser concebido por obra e graça do Espírito Santo (Lucas 1.35), não recebeu a semente contaminada pelo pecado da raça humana (Romanos 3.23).

O sangue de Maria, contaminado pelo pecado original do homem, não teve poder algum para contaminar o sangue de Jesus (1 Pedro 2.22), da mesma forma que o precioso sangue de Jesus (1 Pedro 1.19; 1 João 1.7; Apocalipse 5.9, etc.) não transformou o sangue de Maria precioso, puro ou santo! Jesus foi crucificado e Seu sangue derramado para o perdão de nossos pecados – Ele ofereceu à Deus este sacrifício em nosso favor; Seu sangue era santo, porque Ele era santo (Hebreus 9.11-14). Ao ceder seu útero para o nascimento de Jesus, Maria não teve seu sangue desvinculado do pecado original. Quando alguém sugeriu isto: “Bem-aventurado o ventre que te trouxe…”, Jesus refutou veementemente dizendo: “mais bem-aventurados os que ouvem a Palavra de Deus e a praticam” (Lucas 11.27-28).

Por, Sergio Bastian.

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