O sacrifício de Cristo na Cruz

O sacrifício de Cristo na CruzTodos os dias nós devemos fixar o nosso olhar na cruz como fonte de toda vitória. Na realidade, o mesmo significado da crucificação tema ver com algo que ocorreu no passado longínquo, mas que tem contínuos resultados, com efeito, resultados que nunca terminarão.

Não nos referimos a levar Jesus de volta à cruz, tampouco nos referimos de nos pôr na cruz. De fato, Jesus está agora assentado à mão direita do pai, e em espírito, verdadeiramente estamos assentados com Ele (Efésios 2.6; Hebreus 1.3). Referimo-nos ao crente que continua recebendo os benefícios da cruz, o qual receberá para sempre (Hebreus 13.20). Podemos afirmar que a morte de Cristo na cruz foi:

O sacrifício voluntário – Jesus não foi obrigado a sacrificar-se. Ele fez tudo de livre vontade (João 10.17, 18). A razão da espontaneidade do Senhor neste sentido é porque sabia ser este o único meio de libertar-nos. Pelo glorioso fim que se propusera, Jesus sofreu resolutamente as agruras da cruz a fim de dar-nos a vida eterna. Só o filho de Deus reunia condições para nos salvar. Devemos mostrar reconhecimento, porque Ele não se poupou, antes deu o melhor de Si para o êxito de tão sublime missão. Com o sacrifício voluntário, Jesus Cristo comprou para o ser humano a vida eterna, a qual Deus “prometeu antes dos tempos eternos” (Tito 1.2). Decretado “antes da fundação do mundo” ( Efésios 1.1-4), por meio do sacrifício de Jesus, pessoas seriam santificadas.

O sacrifício substitutivo – Muitas vezes em Seu ministério, Jesus referiu-se à necessidade da Sua morte (Marcos 9.12; Mateus 26.31; João 17.1). O Senhor ensinou aos Seus discípulos para não considerarem a Sua crucificação uma tragédia imprevista e triste, e sim, como o meio de redenção estabelecido por Deus (Mateus 20.28). A Bíblia declara a condição pecadora de todos os homens (Romanos 3.23). O homem não pode redimir a sua alma do castigo eterno ocasionado pelos seus pecados. Ainda que reunisse todo ouro e toda prata existentes no mundo, não conseguiria comprar sua redenção (Salmo 49.8).

Todavia, Cristo comprou-nos por bom preço uma redenção, segundo as riquezas da Sua graça (Efésios 1.7; 1 Pedro 1.19).

O sacrifício reconciliatório – Deus estabeleceu o plano da redenção aos homens, foi uma revelação do Seu amor e do Seu poder. O Senhor considera cada pecado um ato de rebeldia à Sua Palavra. Realmente, o pecado coloca o homem na condição de inimigo de Deus (Colossenses 1.12; Romanos 5.10). A inimizade foi promovida por um “intruso”, o qual desviando o homem, o instigou a transgredir a Palavra de Deus. Satanás tem por objetivo destruir a vida do ser humano.

Interessante notar que, quando há animosidade entre duas pessoas, regra geral, a mais fraca é que procura a paz para não ver arruinada. O homem é infinitamente inferior a Deus, no entanto, quem busca a reconciliação é Deus (Isaías 1.18). O Senhor não apenas nos convida à reconciliação, como também lançou as bases de uma paz firmada na justiça (Isaías 53.5). Possuindo um caráter justo e santo, Deus trouxe a punição pelos nossos pecados, e isto Ele fez enviando o Seu filho ao mundo para morrer por nós (2 Coríntios 5.21). Todos os que foram reconciliados com Cristo têm o privilégio de participar deste ministério, como embaixadores de Cristo, anunciando a Palavra da reconciliação que nos foi entregue (2 Coríntios 5.19, 20).

O sacrifício remidor – A Bíblia diz que Jesus veio ao mundo para comprar homens para Deus como Seu sangue (Apocalipse 5.9). Foi no Gólgota que se operou esta tão grande transação – a maior do universo. Cristo afirmou: “isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos para remissão de pecados” (Mateus 26.28). Em outro texto bíblico, lemos que o Senhor declarou ter vindo ao mundo para dar a Sua vida em resgate de muitos (Mateus 20.28. Paulo também afirma que a Igreja de Deus foi resgatada pelo sangue do Senhor (Atos 20.28).

Resgate é o preço pago para reaver aquilo que já foi nosso. Espiritualmente, o homem pecador é um escravo, um endividado (João 8.34; Romanos 6.16,20; 2 Pedro 2.19). No entanto, Jesus já deu o Seu sangue na cruz do calvário, em preço da redenção, a fim de voltarmos a ser dEle. Nenhuma condenação mais terá lugar contra nós. Todos os direitos que Satanás tinha sobre nós foram substituídos pelos direitos de posse que Jesus Cristo nos impõe (Colossenses 1.16). O Senhor Jesus Cristo é o redentor, e Sua obra expiatória é descrita como redenção (1 Pedro 1.18; Gálatas 3.13; 4.5).

O sacrifício eficaz – O sacrifício de Cristo basta para anular todas as consequências dos nossos pecados (Hebreus 9.24-28). Não há necessidades hoje de se realizar sacrifícios envolvendo animais, pois estão em contradição com a Bíblia. Devemos confiar plenamente no eficaz sacrifício de Cristo e descansar em Jesus que nos redimiu (Mateus 11.28-30).

Qual a nossa posição em relação à cruz de Cristo? Paulo, dela não se envergonhava. O êxito do seu apostolado estava sob o poder que emanava do lenho sacrificial. Foi o sangue derramado que nos concedeu uma nova vida e nos revelou o amor de Deus (João 3.16). Hoje somos libertos (João 8.32), Cristo nos deu a vitória! Aleluia!

Por, Ismael Ferreira Silva.

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