O que é o Bálsamo de Gileade?

O que é exatamente o “Bálsamo de Gileade” citado em Jeremias 8.22?

O que é o Bálsamo de GileadeSobre o Bálsamo de Gileade, devemos analisar dois pontos importante:

1. Sentido literal – Do ponto de vista físico, literal, esse bálsamo se refere a um unguento precioso extraído das árvores balsâmicas da região de Gileade e do vale do Baca. As plantas de bálsamo existentes nestes vales, “choravam”, isto é, destilavam um líquido de aroma agradável que deveria tornar a região balsâmica de Gileade e o vale de Baca, em lugar perfumado, e ali, os peregrinos – cansados do deserto, que vinham a Jerusalém, em direção ao Monte Sião, – suavizavam e restauravam seus corpos e suas almas, quando eram envolvidos no cheiro precioso. Os bálsamos destas regiões eram conhecidos por suas propriedades confortantes e calmantes, sendo assim, os escuros vales, onde se desenvolviam as plantas balsâmicas de difíceis travessias, continham seus segredos. O destino de quem passava por Baca, por exemplo, era Sião, a passagem era obrigatória. Baca moldava os peregrinos que ansiosos por chegar à Jerusalém e ir ao Templo, se arriscavam no Vale. Vários textos das Escrituras, tanto no sentido literal como em sentido metafórico, falam do poder miraculoso que tinha o ‘Bálsamo de Gileade’. Por exemplo: alguns textos das Escrituras, falam das caravanas de negociantes que partiam de Gileade e possivelmente de Baca, conduzindo esse unguento precioso. “Depois assentaram-se a comer pão; e levantaram os seus olhos, e olharam, e eis que uma companhia de ismaelitas vinha de Gileade; e seus camelos traziam especiarias, e bálsamo..” (Gênesis 37.25a). “Sobe a Gileade, e toma bálsamo, ó virgem filha do Egito, debalde multiplicas remédios, não há cura para ti” (Jeremias 46.11). Cria-se que, no bálsamo feito nas montanhas de Gileade, havia um poder capaz de curar qualquer enfermidade. Isto é, era capaz de tirar a dor e curar a doença (Jeremias 51.8). Por esta razão, concorriam a Gileade caravanas do mundo, daqueles dias, à procura do precioso bálsamo. Muitas destas caravanas eram enviadas por reis e rainhas. Os tais enviavam seus mensageiros, em busca do milagroso bálsamo, de poderes medicinais. A mercadoria, não era barata, com sacrifício, podiam adquiri-la. As mulheres fidalgas, principalmente do Egito, cobiçavam o preciosos líquido que perfumava a pele e os cabelos – dando a ambos uma nova vitalidade. O bálsamo, de Gileade, era especiaria de luxo, presente valioso. Judá e Israel, em tempos remotos são citados como importadores do ‘bálsamo’ – possivelmente feito em Gileade e comercializado na cidade de Tiro (Ezequiel 27.17). Havia outro lugar mencionado no Salmo 84.6, chamado de ‘Vale de Baca’, onde era produzido este unguento precioso. Alguns o têm identificado como sendo o ‘Vale de Refaim’ (2 Samuel 5.22).

2. Sentido metafórico – Neste sentido, o profeta Jeremias e outros escritores do Antigo Testamento, associavam o bálsamo que curava o corpo, ao poder restaurador de Deus que curava a alma. E nesta figura de retórica, o oferecia para a filha de Sião, com a finalidade de curar sua ferida mortal, feita pelo pecado de apostasia (Jeremias 8.5. Então ele diz: “Porventura não há unguento em Gileade? Ou não há médico? Por que, pois, não teve lugar a cura da filha do meu povo?” (Jeremias 8.22). Em outras passagens, em ambos os Testamentos, Jesus é apresentado, em outras palavras, como sendo o ‘bálsamo da vida’. Seu sangue derramado na cruz representa o bálsamo divino, curando da morte, a alma ferida pelo poder destruidor do pecado (cf. Isaías 53.5). Na poesia: Em uma estrofe da Harpa Cristã, o cantor sacro, em linguagem poética, diz: “Só nossa alma é bem segura, oculta em Jesus; ele ‘o bálsamo da vida’ derramou na cruz” (Harpa Cristã nº 7).

Por, severino Pedro da Silva.

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