O que nos trarão as Olimpíadas?

O que nos trarão as Olimpíadas“Eric era um excelente profissional. Como oficial de polícia acreditava que seu trabalho à comunidade exigia dele comprometimento a qualquer custo. Isto era evidenciado no texto bíblico de João 15.13, postado à porta de seu escritório: ‘ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém sua a vida pelos seus amigos’. Essas palavras não traduziam apenas nobres ideais de Eric. Seu compromisso com o trabalho exigiu dele seu último preço quando foi morto no exercício de sua função trabalhando por sua comunidade” (Extraído do devocional “Our Daily Bread” – Nosso Pão Diário – escrito pelo irmão Bill Crowder).

A história de Eric bem retrata os sacrifícios a que se expõem aqueles cuja consciência de servir ao próximo não medem esforços para alcançar seus objetivos. O que move alguém a proceder como Eric é o amor. A História registra inúmeros exemplos do amor altruísta que moveu corações a se doarem por seus pares com risco da própria vida. Embora sacrificial esse procedimento humano pode salvar fisicamente a vida de alguém, mas não provê a vida eterna para esse alguém.

O contexto de João 15.13 aponta para o verdadeiro sacrifício de Cristo no calvário por toda humanidade providenciando-lhe o escape das consequências do pecado e doando-lhe a vida eterna. Nesse contexto disse o Senhor: “vocês serão meus amigos se fizerem o que vos ordeno”, e mais, falando acerca do perverso sistema mundano, Ele acrescentou: “o servo não é maior que seu Senhor, se perseguiram a mim, perseguirão vocês também”. Com isto em mente os servos de Cristo, voluntária e altruisticamente, expõem-se no atendimento à sua comunidade e de fazer seu Salvador conhecido. O estilo de vida de Eric estava baseado neste princípio bíblico, apesar dos riscos que corria.

“O que nos trará as Olimpíadas?” Com este título e tendo como pano de fundo a história de vida de Eric e o contexto bíblico citados, eu quero discorrer sobre o que são os Jogos Olímpicos e, especialmente, os desafios que esse evento no Rio de Janeiro trará para a Igreja brasileira.

Os Jogos Olímpicos ou Olimpíadas, como são coletivamente conhecidos, tiveram inicio na cidade de Olímpia, na Grécia antiga. O objetivo dos participantes era homenagear os deuses Zeus e Hera. Os homens honravam a Zeus e as mulheres a Hera e os vencedores das diversas modalidades recebiam uma coroa de louro ou de folhas de oliveira, tudo isto precedido da cerimônia da tocha olímpica. Entre as modalidades dos Jogos estavam o arremesso de dardo, salto em altura, lançamento de disco, corridas, lutas e muitas outras.

A coroa de louros apontava para o mito de que Dafne, uma linda divindade dos bosques, transformou-se num pé de louro para fugir do deus Apolo. Encolerizado, ele utilizou as folhas de louro numa coroa para representá-lo. Desta forma a coroa de louros, ou láurea, ou coroa triunfal passou a distinguir os vencedores dos Jogos. Já a chama olímpica, um dos símbolos dos Jogos, “evoca a lenda de que Prometeu teria roubado o fogo de Zeus para entregá-lo aos mortais. Assim, na celebração dos antigos Jogos Olímpicos mantinha-se um fogo aceso durante todas as competições. Esta tradição foi reintroduzida nos Jogos Olímpicos de 1928 e, em 1936, pela primeira vez introduziu-se um atleta para transportar a tocha olímpica desde as ruínas do templo de Hera, em Olímpia, até ao Estádio onde os Jogos ocorreriam” (Extraído do site Wikipédia, a enciclopédia livre).

Pelo exposto fica claro que a motivação para a origem dos Jogos, sua premiação, o surgimento da tocha olímpica, etc. estão eivados de elementos mitológicos gregos. Desta forma, a despeito dos benefícios para a saúde física, da integração social dos participantes, do intercâmbio cultural entre as nações envolvidas, da projeção mundial do país sede, do possível crescimento da economia local, dos ganhos sociais “pós-Jogos” para a comunidade local, etc., constata-se que a Igreja brasileira terá grandes desafios na consecução desses Jogos no Rio de Janeiro.

Os desafios abrem-se em duas frentes: em primeiro lugar o evangelismo para projeção do Reino de Deus em oposição ao contexto histórico-cultural da origem dos Jogos e, em segundo lugar, o enfrentamento da atual situação social, política e econômica existente em nosso país, especialmente no Rio de Janeiro, que alimenta o risco de agitação social e terrorismo internacional.

Jesus Cristo entrou no contexto humano para trazer salvação a todos os homens e deu à Igreja a missão de fazê-lO conhecido a todos os povos. De 5 a 21 deste mês, mais de 200 nações estarão competindo nos Jogos Olímpicos em nossa cidade. Um verdadeiro campo missionário que nos estará disponível. Eis aí uma rica oportunidade para anunciar o amor verdadeiro! Como participar? Os atletas cristãos poderão interagir, diretamente, com seus companheiros nas vilas olímpicas. Os cristãos não-competidores poderão “envolver-se em áreas distintas como: evangelismo pessoal, oração, justiça social (combate à exploração sexual, tráfico humano, etc.), tecnologia, arte e cultura, entre outras, onde poderão usar seus dons e talentos de maneira contextualizada” (Extraído do site Jocum Rio 2016). Os acessos às arenas de competição serão restritos, mas o acesso aos milhares de estrangeiros que estarão em nossas ruas, praças, pontos turísticos, entradas de nossa cidade (portos, aeroportos, rodoviárias, estações ferroviárias, etc.) terão menor restrição e poderemos anunciar o Evangelho. Vamos responder à altura este desafio?!

Curiosamente, embora as competições no Coliseu Romano não se tratassem de Jogos Olímpicos, os cristãos que naquela arena foram forçadamente martirizados confirmaram a ordem bíblica “sê fiel até a morte até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2.10). Sim, eles foram fiéis e deixaram marcas para a posteridade cristã. Posto que, com nossa fidelidade ao Senhor, “ainda não resistimos até ao sangue, combatendo contra o pecado” (Hebreus 12.4), a exemplo de Eric, resta-nos a oportunidade para cumprirmos nossa missão.

“Em função de sua visibilidade midiática, os Jogos Olímpicos têm servido de palco de manifestações políticas, desvirtuando seu principal objetivo de promover a paz e a amizade entre os povos” (Extraído do site Wikipédia). Assim que, infelizmente a História recente registra os trágicos atos terroristas acontecidos em 1972 nos Jogos Olímpicos de Munique quando dezessete pessoas morreram: cinco terroristas palestinos que invadiram os alojamentos da delegação israelense, onze atletas e um policial alemão. Este é um risco em potencial!

Quanto aos Jogos que ocorrerão no Rio de Janeiro certamente as forças de segurança estarão vigilantes no desempenho de suas funções e, como Eric, prontas para resguardarem fisicamente as vidas humanas, ainda que de forma sacrificial. Igualmente, a Igreja do Senhor em oração estará vigilante quanto à oportunidade evangelística, sob o mesmo risco posto que estará nos mesmos locais, buscando salvaguardar eternamente as vidas através do anúncio do Evangelho.

Portanto, estejamos prontos para os desafios, oremos, trabalhemos, envolvamo-nos, façamos nossa parte. Deus há de nos proteger e fazer prosperar o trabalho de nossas mãos para a glória dEle.

Por, Celso de Castro Costa.

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