O que é “não alcançaram a promessa”?

Por que é dito que os heróis da fé de Hebreus 11 “não alcançaram a promessa”?

O que é “não alcançaram a promessa”Três perguntas devem ser feitas ao texto bíblico em tela (Hebreus 11.39) na busca para elucidar a questão acima, obedecendo aos ditames estabelecidos pela revelação divina (3 Pedro 1.20).

A primeira delas é: quem são os da expressão “E todos estes”? O versículo 33 (os quais) e o versículo 36 (e outros) respondem. Os salvos do Antigo Testamento representados pelos chamados “Heróis da Fé”, todos mais que vencedores (Romanos 8.28, 37), independente das circunstâncias vividas.

A segunda pergunta que subjaz é: de que tipo de “testemunho pela fé” o texto está se referindo? As realizações e as experiências vividas por eles (heróis da fé) obtiveram a aprovação divina (v. 2), porque expressava uma inabalável certeza, qual seja, o cumprimento pleno da promessa dar-se-ia um dia nos lugares celestiais (vv.  13-16), a despeito da jornada neste mundo como peregrinos.

Em seguida, a terceira pergunta e a mais relevante é: exatamente qual “promessa” não foi alcançada por eles? No caso do versículo 39, ele se refere não apenas à promessa da vinda do Messias para os judeus, mas para a humanidade, e mais propriamente às bênçãos advindas de Seu sacrifício na cruz.

Para entender isso, devemos recordar uma promessa feita ainda no Éden, não apenas a uma nação, mas a toda a descendência adâmica (Gênesis 3.21; Romanos 5.18, 19, 21). Deus, graciosamente, ao sacrificar animais inocentes, de forma figurada apontava para o arquétipo do plano da salvação (Hebreus 9.22b). Milênios se passariam até que a promessa se cumprisse (Gálatas 4.4, 5), e em razão da brevidade da existência humana, o sangue de animais atenderia provisoriamente como oferta pelo pecado, como fora no Éden, apesar da eficácia limitada à purificação da carne (Hebreus 9.13). pois para a purificação de nossas consciências das obras mortas, somente o sangue de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, teria eficácia plena e perfeita (Hebreus 9.11, 12, 14).

Afinal, “E todos estes” alcançaram a promessa? As Escrituras não mentem. É inegável que “E todos estes” não foram contemporâneos nesta vida do advento da promessa (Mateus 13.16, 17). Mas, de certa forma, nem por isso deixarão de “alcançar” a promessa. O encontro marcado teve somente início há cerca de 2 mil anos. Hoje, eles estão aguardando o segundo advento da promessa (1 Tessalonicenses 3.13), quando não somente “E todos estes”, mas também todos os demais salvos falecidos desde então ressuscitarão com corpos glorificados no Arrebatamento da Igreja (1 Tessalonicenses 4.16; 1 Coríntios 15.22, 23).

Nós, os vivos, desde que salvos em Cristo Jesus, não estamos de fora desta gloriosa promessa (1 Tessalonicenses 4.17; 1 Coríntios 15.51, 52), o encontro da Noiva com o Cordeiro que jamais terá fim, pois será por toda a eternidade (João 14.2, 3).

Concluindo, e pensando agora em nós hoje, o desafio lançado pelo Evangelho no que tange às promessas de Deus para o crente é: “Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra” (Colossenses 3.2). Ainda há tempo para refletir e repensar os verdadeiros valores cristãos, “porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor” (Romanos 14.8).

Por, Gil Monteiro.

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