O que está acontecendo em nosso país é resposta às orações

Últimas conquistas na luta contra a corrupção, e com participação evangélica nessa luta, trazem esperança para o futuro do Brasil

O que está acontecendo em nosso país é resposta às oraçõesA maioria esmagadora dos analistas reconhece: a Operação Lava Jato, que completou em março quatro anos de atuação, é um ponto fora da curva na história de nosso país, trazendo mudanças positivas para o Brasil e que tendem a ser, em sua maior parte, duradouras. Até então nunca nomes de peso da elite política e financeira de nosso país envolvidos com corrupção haviam sido alcançados por investigações e muito menos punidos por seus crimes. Entretanto, de lá para cá, não apenas empresários poderosos, mais ex-governadores, senadores, deputados federais, ministros de Estado, presidentes da Câmara dos Deputados e até mesmo um presidente da República foram presos por seus crimes, e a lista tende a aumentar.

Isso era simplesmente impensável até muito pouco tempo atrás. Basta lembrar que o primeiro parlamentar brasileiro preso na história do Brasil foi o deputado federal Natan Donadon, do PMDB de Rondônia, e isso há apenas cinco anos, depois, sairiam as primeiras condenações de políticos pelo Escândalo do Mensalão, que, por sua vez, só trouxe penas pesadas para os operadores do esquema, diminuindo as penas para os políticos que se beneficiaram do esquema. A Operação Lava Jato, ao contrário, tem sido muito mais eficiente tanto em penalizar os operadores quanto em penalizar os principais beneficiados pelo maior esquema de corrupção da história do mundo, que envolveu pelo menos 11 países, mais de 50 políticos, 23 empresas e o montante – até onde se sabe – de mais de 6,5 bilhões de reais.

O que pouca gente sabe é que entre os principais nomes da Operação Lava Jato estão alguns evangélicos que têm se destacado, a começar do chefe da Operação, o batista Deltan Dallagnoll. Mas, ele não é o único na equipe de Curitiba. E não apenas a equipe de Curitiba tem a participação de evangélicos. No Rio de Janeiro, o juiz responsável por julgar os casos relativos à Operação Lava Jato é também um evangélico, o juiz Marcelo Bretas, nascido e criado nas Assembleias de Deus e que hoje congrega da Igreja de Nova Vida.

Os resultados da Operação Lava Jato mais o fato de que há servos de Deus à frente dela sinalizam que o que está acontecendo em nosso país por meio dessa grande operação é resultado de orações. Quantas vezes o povo de Deus tem pedido ao Senhor nos últimos anos para que Ele intervenha em nosso país, dando fim a essa onda quase sem fim de corrupção em grande escala e levando o nosso país a uma nova e melhor fase de sua história? Pois bem, a Lava Jato é, sem sombra de dúvida, uma das respostas a essas orações.

Ataques aos evangélicos da Operação da Lava Jato

Em 2016, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao criticar a Operação Lava Jato durante uma conversa telefônica interceptada e gravada pela Polícia Federal, zombou da fé de alguns membros da força-tarefa, por eles serem evangélicos. Na ocasião, disse ele: “Você tem em Curitiba [base da Lava Jato], sabe, um agrupamento especial de pessoas [que se consideram] ungidas por Deus para salvar o mundo”. E referindo-se diretamente ao procurador Deltan Dallagnoll, chefe da Operação Lava Jato, que o acusou de ser o “comandante máximo da organização criminosa”, deixou claro que processaria ele. Na sua conversa com o então prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o ex-presidente Lula disse ainda, em meio a palavrões: “Esses meninos da Polícia Federal e esses meninos do Ministério Público se sentem enviados de Deus”. Ao que respondeu Eduardo Paes: “Os caras do Ministério Público são crentes. É uma coisa absurda”. E Lula replicou: “Pois é”.

Recentemente, mais precisamente em 1 de abril deste ano, por ocasião do julgamento do Habeas Corpus em favor de Lula no Supremo Tribunal Federal, que seria julgado no dia 4 de abril e negado por 6 votos a 5, o procurador Deltan Dallagnoll anunciou em seu Twitter que estaria orando e jejuando nesse dia, já que conceder o HC ao ex-presidente, condenado em primeira e segunda instâncias, não apenas o beneficiaria, mas também a todos os que foram presos em segunda instância pela Operação Lava Jato – o que seria praticamente o fim da operação – e a todos os demais presos no país em segunda instância por qualquer tipo de crime, o que seria uma vitória estrondosa da impunidade no país. Tuitou Dallagnoll na ocasião: “Quarta-feira é o dia D da luta contra a corrupção na Lava Jato. Uma derrota significará que a maior parte dos corruptos de diferentes partidos, por todo país, jamais serão responsabilizados, na Lava Jato e além. O cenário não é bom. Estarei em jejum, oração e torcendo pelo país”.

Três dias depois de publicar essa mensagem em um domingo de Páscoa, dois deputados federais do PT, em um ato que mostra o desrespeito à liberdade de expressão e fé do procurador, entraram com uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra Dallagnol. Segundo os parlamentares, ele teria infringido o Código de Ética e de Conduta do Ministério Público da União “ao fazer proselitismo político religioso nas redes sociais”.

No mesmo dia em que Deltan Dallagnoll postou sua mensagem, o juiz Marcelo Bretas, também via Twitter, se solidarizou com seu colega, dizendo que também se uniria à campanha de oração: “Caro irmão em Cristo, como cidadão brasileiro e temente a Deus, acompanhá-lo-ei em oração, em favor do nosso país e do nosso povo”.

Tanto Dallagnoll quanto Bretas foram entrevistados pelo jornal Mensageiro da Paz no ano passado. Em sua entrevista ao MP publicada em novembro de 2017, o juiz Marcelo Bretas afirmou: “Tive a felicidade de nascer em um lar evangélico. […] Minha infância e juventude foram na Assembleia de Deus, tendo o costume de ler as Lições Bíblicas da CPAD, que foram as minhas primeiras lições. Desde então, com a graça de Deus – porque não é questão de mérito, mas, sim, por graça – temos permanecido nos caminhos do Senhor”.

Sobre a repercussão em torno dele por causa da Lava Jato, Bretas declarou: “Jamais imaginei o que o futuro me reservava. Quando eu ingressei na faculdade de Direito, eu não tinha expectativa de seguir trabalhando em Direito. Eu sou oriundo de uma família de comerciantes. Em princípio, eu seguiria o mesmo caminho, assim como o meu pai e meus irmãos. O importante é que em tudo em minha vida, não somente em minhas escolhas profissionais, mas também familiares, eu sempre busquei uma orientação da parte de Deus para saber se determinado plano está de acordo com os projetos divinos em minha vida, ou se entram em rota de colisão com o plano de Deus. Dessa forma, eu digo que nada do que vivo hoje é uma surpresa. Nunca se sabe o tamanho do desafio aguardado por uma pessoa, mas como eu sou um admirador do texto bíblico, das histórias bíblicas, eu sou daqueles que defendem que quanto maior o obstáculo, quanto maior o inimigo, maior a vitória, maior a bênção. Porque se Deus está guiando a sua trajetória, não tem como dar errado”.

Como a Lava Jato pode ajudar a mudar a história do Brasil

Sabemos que acabar com a corrupção é impossível humanamente falando. Só quando Jesus voltar isso vai ter um fim definitivo. Até lá, porém, todo país sério, toda nação que se preze, deve trabalhar com afinco para baixar os níveis de criminalidade e de corrupção de sua sociedade a níveis minimamente toleráveis. No Brasil, entretanto, os índices de criminalidade – como vimos na última edição do jornal Mensageiro da Paz – e de corrupção ainda são altíssimos. Logo, operações como a Lava Jato são uma luz de esperança para a nação, podendo representar dias melhores, quando não mais viveremos em um país de corrupção endêmica.

Uma coisa é haver corruptos em uma nação; outra bem diferente é termos um país em estado quase terminal de corrupção, com suas instituições quase todas afetadas, com o corpo de nossas instituições corroídos pelo câncer da corrupção e já em estado avançado de metástase. Operações como a da Lava Jato são um forte basta a esse alastramento da corrupção, já que, por meio dela, pela primeira vez, aqueles que se julgavam intocáveis em meio a seus crimes hoje sabem que podem ser alcançados e punidos.

A falta de impunidade é o principal combustível da corrupção. Logo, a diminuição drástica da impunidade tende a diminuir os casos de corrupção. Esse é o grande legado esperado da Lava Jato.

Responsabilidade do cidadão no processo de mudança

Este ano é um ano decisivo nesse processo de mudança do país, não só pelos avanços consideráveis que a Lava Jato teve e está tendo nesse período recente, mas porque é um ano de eleições. Nas palavras do procurador Deltan Dallagnoll em entrevista há um ano ao jornal Folha de São Paulo, “precisamos caminhar da indignação para a transformação, fazer esse trânsito do diagnóstico para o tratamento. Acredito que, se a sociedade se engajar, conseguiremos ter a transformação que esperamos. Por dois modos: pressão e voto. Se os que estão no poder não derem ouvidos aos anseios da sociedade, a sociedade pode mudar quem está lá”.

Disse ainda Dallagnoll: “Você deve agir como se tudo dependesse de você e orar como se tudo dependesse de Deus. Não devemos nos isentar de nossa responsabilidade. Ao mesmo tempo, ela nos traz para a posição de reconhecimento de que o que acontece na vida não depende só de nós. […] É um risco ver o judiciário como super-herói, […] como se aquelas pessoas fossem salvar a pátria. Acaba eximindo de responsabilidade o cidadão, como se as pessoas fossem vítimas de sua história, do passado, dos representantes que não nos representam. E elas, esperando heróis, ficam em posição passiva, aguardando que alguém faça o trabalho inteiro. Mas são simplesmente agentes públicos fazendo o seu dever. Eles não vão trazer transformação. Precisamos escrever, como cidadãos, o livro da nossa história. O Brasil, tradicionalmente, é conhecido por ter Estado forte e sociedade civil fraca. Precisamos inverter essa equação”. Amém!

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