O local do julgamento de Jesus

Arqueólogos garantem tê-lo achado nas ruínas do palácio de Herodes

O local do julgamento de JesusArqueólogos anunciaram em 5 de janeiro ter descoberto, nos restos do palácio do rei Herodes, em Jerusalém, o local onde aconteceu o julgamento de Jesus pelo braço romano, conforme descrito no Evangelho de Lucas, capítulo 23. As pistas para o achado, que vem gerando repercussão mundial, apareceram durante a escavação na área perto do Museu da Torre de Davi.

Para estudiosos, é praticamente certo que o julgamento ocorreu no Complexo de Herodes. Ele estaria localizado no lado ocidental da cidade, onde está o museu e uma prisão da Era Otomana. O suposto local do julgamento está abaixo dessa antiga prisão. O julgamento teria acontecido “perto de um portão e em um pavimento de pedra irregular”, descreveu o jornal norte-americano “Washington Post”, e esses detalhes se encaixam com os achados arqueológicos anteriores perto da prisão.

“Obviamente, não há qualquer inscrição informando o que aconteceu aqui, mas tudo – relatos arqueólogos, históricos e evangélicos – recai sobre este lugar e faz sentido”, disse ao jornal o professor de Arqueologia da Universidade da Carolina do Norte em Charlotte, Shimon Gibson.

Como o trajeto percorrido pelos peregrinos cristãos que viajam a Jerusalém foi estabelecido há muito tempo, a descoberta pode mudar o caminho imediatamente. O Museu da Torre de Davi começou a elaborar planos para passeios ao redor do achado, e espera-se que isso se torne uma forte atração para os cristãos no futuro.

Palácio de Herodes aberto para visitação

A escavação do local começou a 15 anos, como parte dos planos de expansão do museu. A descoberta ocorreu depois que os  pesquisadores começaram a cavar o chão de um prédio antigo abandonado, ao lado do museu. Enquanto os arqueólogos escavavam sob o antigo prédio abandonado, encontraram os restos suspeitos do palácio. Ali, encontraram o local, que estava sob uma prisão que foi usada quando a cidade era controlada pelos otomanos, que controlaram Jerusalém no século 16, e pelos britânicos, no início do século 20. Os arqueólogos já sabiam, há muito tempo, que a prisão estava lá, mas não o que estava por baixo dela. No mesmo dia do anúncio, o lugar onde teria se passado um dos momentos mais importante do Novo Testamento – o palácio de Herodes – foi aberto para visitação pública.

As ruínas do palácio de Herodes estão acessíveis ao público através de visitas guiadas organizadas pelo museu. Estas duram duas horas e custam entre 9,60 euros (para adultos) e 4,80 euros (para crianças e estudantes).

Evidências

Uma nova análise revelou que Jesus pode ter sido julgado ali: entre os sinais encontrados pelos arqueólogos, além das inscrições deixadas por antigos presos nas paredes, estão fundações e um sistema de esgoto que os pesquisadores acreditam ser do palácio de Herodes, o rei da Judeia durante o domínio romano. “A prisão é uma grande parte do antigo quebra-cabeça de Jerusalém e mostra a história da cidade de forma única e clara”, disse ao jornal “Washington Post” Amit Re’em, arqueólogo que liderou a equipe de escavação.

Atualmente, diversos cristãos que peregrinam até Jerusalém percorrem a via-crúcis, trajeto realizado por Jesus carregando a cruz. O caminho começa no local onde se acredita que o procurador romano Pôncio Pilatos condenou Jesus a morte e vai até onde ele teria sido crucificado e sepultado.

Ainda existe debate sobre o local onde o julgamento teria ocorrido, devido a diferentes interpretações. Os textos descrevem que Jesus foi trazido diante de Pilatos no “praetorium”, termo em latim para a tenda do general em um acampamento romano. Alguns acreditam que esse lugar seria um tipo de alojamento militar, enquanto outros creem que o general romano teria sido um convidado no palácio do rei Herodes.

Historiadores e arqueólogos concordam que o julgamento de Jesus teria ocorrido no palácio localizado no lado ocidental da cidade, onde está o museu. “Não há, é claro, nenhuma inscrição afirmando que o julgamento aconteceu aqui, mas tudo, do ponto de vista arqueológico, histórico e religioso, recai neste lugar e se encaixa”, enfatizou Shimon Gibson.

Por, Mensageiro da Paz (CPAD).

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