O fracasso dos filmes antibíblicos

Produções decepcionam com enredo divorciado da Palavra de Deus

O fracasso dos filmes antibíblicosAs histórias descritas nas páginas da Bíblia Sagrada sempre serviram como enredo para a realização de filmes em Hollywood (EUA), considerada a capital das produções cinematográficas. Por muito tempo essa parceria tem rendido milhões para a indústria cinematográfica e, de certa forma, divulgar os feitos divinos na sociedade humana. Certa feita perguntaram ao célebre diretor de cinema Cecil Blount de Mille porque o seu interesse em levar para as telas histórias baseadas nas Sagradas Escrituras. Ele respondeu: “A Bíblia sempre foi um bestseller ao longo dos séculos, logo, por que eu iria desperdiçar 2 mil anos de publicidade gratuita?”.

Desde a década de 1960, essas produções costumam ocupar as primeiras posições de bilheteria por todo o mundo, e dentre tantas franquias espetaculares, é possível destacar três que até hoje é alvo de elogios por parte dos críticos de cinema. Aclamado pelo público em geral Os Dez Mandamentos (1956) arrecadou na época em que foi lançado $ 65.500.000 (cifra reajustada para os dias atuais que ficou em torno de $ 1.199.960,000), e que permaneceu em cartaz por quase 20 anos nas salas de cinema por todo o Brasil, sempre em reprises durante a Semana Santa (Páscoa) ou Natal. Quo Vadis (1951) foi outro sucesso de bilheteria que estreou pouco depois do surgimento da televisão nos Estados Unidos (como toda novidade, a onda de boatos dava conta de que o Cinema seria substituído, mas a situação foi amenizada com a criação da técnica do Cinemascope, a fim de não perder a concorrência) e o filme A Paixão de Cristo (2004), dirigido pelo ator norte-americano Mel Gibson, sobre as 12 últimas horas de Jesus antes de ser crucificado ultrapassou a marca dos $ 200.000.000, segundo as mídias que acrescentaram a informação de que o sucesso de bilheteria foi alcançado em apenas 12 dias em cartaz nos Estados Unidos, sendo a quinta maior bilheteria para um longa metragem com classificação etária 18 anos da história.

Mas desde que Mel Gibson trouxe de volta o gênero bíblico em 2004, os estúdios tem se esforçado a fim de agradar o público dentro desse segmento, mas sem sucesso. Os filmes que desprezam a historicidade bíblica para seguir um enredo concebido na mente dos roteiristas não tem tido o apreço do público em geral, um bom exemplo desse fracasso foi evidenciado em Noé (2014), com o ator Russell Crowe escalado para interpretar o personagem título, a epopeia envolvendo o patriarca e sua família nos acontecimentos que culminaram no dilúvio não foi bem aceita pelo público; e o que dizer de Maria Madalena? Pelo visto, a franquia vai pelo mesmo caminho.

Com a atriz Rooney Mara e Joaquin Phoenix que interpretam Maria Madalena e Jesus respectivamente, o filme teve a sua estreia congelada nos Estados Unidos, país onde os produtores mantinham as esperanças de receptividade do público, inclusive com agenda marcada para a Páscoa, época do ano em que as pessoas supostamente ficam mais sensíveis à temas bíblicos, mas a película foi adiada indefinidamente por causa dos direitos de distribuição que pertencia a The Weinstein Company, que entrou com pedido de falência depois que um dos sócios, Harvey Weinstein, foi acusado de assédio sexual. Outros estúdios manifestaram interesse para distribuir o filme.

Entretanto, nos países onde aconteceu a estreia, as críticas são mais contundentes que os elogios. O filme está com média 45 no Metascore, site especializado em cinema consultado por boa parcela da população mundial. Diversos pastores que tiveram acesso ao roteiro do filme o classificaram como “herético” e alertaram os fiéis para que não fossem assisti-lo. Mas qual a causa de tamanho repúdio ao enredo da produção? A revista Variety dá a dica: no Reino Unido, o periódico descreveu o filme como “revisionismo feminista da Bíblia”.

Simultaneamente, a produção Paulo, Apóstolo de Cristo, cuja narrativa mostra-se fiel ao relato bíblico, tem tido grande aceitação do público. No elenco os atores Jim Caviezel e James Faulkner interpretam o evangelista Lucas e o apóstolo Paulo respectivamente. Caviezel é sempre lembrado por sua brilhante atuação em A Paixão de Cristo ao interpretar o Filho de Deus. Mas por que um filme é aclamado e o outro desconsiderado? Os especialistas afirmam que a resposta encontra-se na motivação de cada diretor. O australiano Garth Davis, diretor de Maria Madalena, teve como meta neutralizar o cristianismo em sua produção. “O filme apela para uma plateia não cristã, e nisso se incluem muitas outras religiões. Espero que os temas do filme – família e a perseverança diante da tragédia – sejam compreendidos. Para nós, seria um fracasso se fizéssemos um filme que fosse interessante somente para os cristãos. Queremos levar essa incrível história para todo mundo”, afirmou.

Mas o norte-americano Andrew Hyatt, diretor de Paulo, Apóstolo de Cristo tomou outro rumo quando trabalhou em sua franquia. “Deus colocou no meu coração o desejo de contar a história de Paulo. Queríamos ter certeza de que era um filme que contasse uma história verdadeira e confiável ao mundo”. Hyatt afirma que a sua conversão foi graças aos esforços da atriz Johanna Repsold que mais tarde se tornaria a sua esposa.

O diretor afirmou que a sua confiança estava na ajuda divina e que um dos maiores desafios foi conceber um roteiro cinematográfico que estivesse de acordo com as Sagradas Escrituras. “Às vezes o público fica decepcionado com os filmes sobre a Bíblia feitos em Hollywood, porque não refletem o significado da fé”, enfatizou o diretor.

Dessa forma os blockbusters que arrebataram milhares de pessoas em todo o planeta tinham a seu favor não somente um enredo inteligente e carregado de emoção, mas também estava alinhado ao conteúdo bíblico. Hoje os filmes religiosos estão em alta no mercado cinematográfico, mas sem o devido retorno por não se adaptarem ao conteúdo bíblico.

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