O fim realmente se aproxima, mas as razões para ele serão outras

“Relógio do Apocalipse”, criado por cientistas nos anos 50, aponta proximidade do fim, porém a Bíblia determina outras razões para o final

O fim realmente se aproxima, mas as razões para ele serão outras“O fim do mundo está próximo!” – este foi o alerta, quase em tom de pregação, proferido pelo Boletim de Cientistas Atômicos (BAS, na sigla em inglês) em 22 de janeiro, ao adiantar em dois minutos o “Relógio do Apocalipse”, marcando agora três minutos para a meia-noite. Segundo esses cientistas, “vivemos hoje uma situação tão perigosa quanto a da Guerra Fria. A última vez em que a situação esteve tão crítica foi em 1984, num momento em que o recrudescimento das hostilidades entre os Estados Unidos e a então União Soviética ameaçavam a humanidade com uma guerra nuclear. Mas, desta vez, a principal ameaça vem do clima”.

Kennette Benedict, diretora-executiva do BAS, enfatizou: “É o fim da civilização como nós a conhecemos. A probabilidade de uma catástrofe global é muito alta, e as ações necessárias para reduzir os riscos são urgentes. As condições são tão ameaçadoras que estamos adiantando o relógio em dois minutos. Agora faltam três para a meia-noite!”.

O principal argumento do BAS são as mudanças climáticas e a teoria da crise populacional da Terra: “A emissão de dióxido de carbono e outros gases está transformando o clima do planeta de forma perigosa, o que deixa milhões de pessoas vulneráveis ao aumento do nível do mar e a tragédias climáticas. Os líderes globais falharam em agir na velocidade ou escala requerida para proteger os cidadãos de uma potencial catástrofe”.

Além da questão climática, o BAS alerta sobre a modernização dos arsenais nucleares, principalmente nos EUA e na Rússia, quando o movimento ideal seria o de redução no número de ogivas. Estimativas mostram a existência de 16.300 armas atômicas no mundo, sendo que apenas cem seriam suficientes para causar danos a longo prazo na atmosfera do planeta.

“O processo de desarmamento chegou a um impasse, com os EUA e a Rússia aplicando programas de modernização das ogivas, minando os tratados de armas nucleares, e outros detentores se unindo nesta loucura cara e perigosa”, informou o BAS, reproduzido pelas agências internacionais de notícia.

O BAS pede que lideranças globais assumam o compromisso de “limitar o aquecimento global a dois graus Celsius acima dos níveis pré-industriais” e “reduzir os gastos com armamentos nucleares”.

“Não estamos dizendo que é muito tarde, mas a janela para ações está se fechando rapidamente”, alertou Kennette Benedict. “O mundo precisa acordar da atual letargia, acreditamos que adiantar o relógio pode inspirar mudanças que ajudem nesse processo”, conclui. O BAS foi fundado em 1945 por cientistas da Universidade de Chicago (EUA) que participaram no desenvolvimento da primeira arma atômica, dentro do Projeto Manhattan. Dois anos depois, eles decidiram criar a iniciativa do relógio, para “prever” quão perto a humanidade estaria da aniquilação. Na época, a principal preocupação era com o holocausto nuclear, mas, a partir de 2007, a questão climática passou a ser considerada pelo grupo. As decisões de ajustar ou não o relógio são tomadas com base em consultas a especialista, incluindo 18 vencedores do Prêmio Nobel.

Desde a criação, o “Relógio do Apocalipse” foi ajustado apenas 22 vezes. O momento mais crítico aconteceu em 1953, com o horário marcado em 23h58m, por causa dos testes soviéticos e americanos com a bomba de hidrogênio. A assinatura do Tratado de Redução de Armas Estratégicas, em 1991, fez o relógio marcar 17 minutos para a meia-noite, a situação mais confortável até hoje.

O último ajuste do relógio aconteceu em 2012, para 23h55m, com o BAS alertando sobre os riscos do uso de armas nucleares nos conflitos do Oriente Médio e o aumento na incidência de tragédias naturais.

Razões para a proximidade do fim

Os cientistas acertam ao ver, por exemplo, as catástrofes naturais e os rumores de guerra como sinais da proximidade do fim. Eles só erram ao ver os sinais também como a razão para o fim.

Em nenhuma parte da Bíblia está escrito que o mundo vai se acabar em um holocausto nuclear, devido a uma crise populacional ou em decorrência de catástrofes naturais. O que a Bíblia afirma é que haverá, sim, e já estão acontecendo a muito tempo, guerras, fome, pestes, catástrofes naturais, mas tudo isso é apenas o “princípio das dores”, logo “ainda não é o fim” (Mateus 24.8; Lucas 21.9); e que a razão mesmo para o fim do mundo é o pecado do homem (2 Pedro 2.4-10). Não são catástrofes naturais ou a ação humana direta que destruirá esse mundo, mas o próprio Deus o fará diretamente como parte do Seu juízo sobre a impiedade; e após isso, haverá novo Céu e nova Terra (Isaías 65.17; Marcos 13.31; 2 Pedro 3.10-12).

Por outro lado, o ser humano tem, sim, afetado negativamente a Terra em vários sentidos, inclusive em relação ao meio ambiente (na área da poluição, afetando a saúde das pessoas, animais e plantas; na difusão de doenças por falta de saneamento e de cuidados ambientais; nos testes  com bombas; no vazamento de óleo e de gases tóxicos letais; na destruição de ecossistemas etc); e o cristão, por sua vez, deve zelar pela criação de Deus e cuidar responsavelmente dos recursos naturais que o Criador colocou à sua disposição neste planeta. Ou seja, o cristão deve ser ecologicamente correto.

Além disso, o cristão milita sem medo, com o coração cheio de esperança apesar dos conflitos, tragédias e maldade que marcam este mundo, pois ele sabe que Deus governa a história, e o seu destino eterno está garantido nas mãos do Senhor da História.

O mito da superpopulação

Curiosamente, o pai da teoria apocalíptica da crise da superpopulação mundial foi o pastor anglicano Thomas Malthus (1766-1834), que, não por acaso, usou muito da linguagem religiosa ao propor a sua teoria. Ele falava, por exemplo, de “mal”, “condenação” e “salvação” ao apresentar os seus temores de uma crise populacional no planeta. Malthus era demógrafo e professor de Economia e História, e foi em seus estudos na área econômica que ele criou a teoria, divulgada pela primeira vez em 1797, de que o mundo estaria em crise dentro de algumas décadas porque a população mundial estaria crescendo em proporções geométricas enquanto a produção de alimentos estaria crescendo em progressão aritmética. Logo, Malthus propunha como solução para o mundo a adoção de uma campanha de controle de natalidade.

Na época em que Malthus prognosticou isso, a Terra era habitada por cerca de um bilhão de pessoas. Cem anos depois, o número da população mundial já havia dobrado e as taxas de natalidade não haviam sofrido alteração significativa, mas nenhuma das previsões de Malthus se cumpriu. A população cresceu na progressão inimaginada, mas os recursos disponíveis foram suficientes para alimentar a todos. Não só não houve crise nenhuma populacional como o número de famintos no mundo havia diminuído em relação aos seus dias.

Veio, então, o ano de 1968, quando o ecologista Paul Ralph Ehrlich, professor da conceituada Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, lançou um livro que se tornou logo um best-seller, intitulado “The Population Bomb” (“A Bomba Populacional”), onde afirmava que havia gente demais na Terra (em sua época, 3,5 bilhões) e que se esse número continuasse subindo, haveria uma crise de superpopulação, com centenas de milhões de pessoas morrendo de fome nas décadas seguintes. O Malthusianismo havia sido ressuscitado. Logo, os neomalthusianas já estavam defendendo o incentivo às pílulas anticoncepcionais, ao aborto, à laqueadura das trompas e, em alguns casos, até o avanço do homossexualismo como formas de tentar impedir o crescimento populacional.

Ehrlich chegou a afirmar, em 1971, que, até o ano 2000, um bilhão de pessoas morreriam de fome no mundo, e o Reino Unido, por exemplo, se tornaria, nas melhor das hipóteses, “simplesmente um pequeno grupo de ilhas empobrecidas habitadas por 70 milhões de famintos”. E acrescentou: “Se eu fosse um jogador, eu apostaria meu dinheiro que a Inglaterra não vai existir mais no ano 2000”. Mais de 40 anos após essa afirmação, o Reino Unido, que conta hoje com uma população de 65 milhões de pessoas, continua sendo uma das nações mais ricas do mundo, com índice ínfimo de famintos.

Outro detalhe é que, nos países em desenvolvimento, só de 1970 para 2004, o percentual de subnutridos caiu de 33% para 16%, e continua caindo na maioria esmagadora dos países em desenvolvimento. Hoje o índice mundial é de 12%, e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) anunciou em setembro do ano passado que, nos últimos dez anos, o número de famintos no mundo estava caindo sem parar, tendo chegado a 100 milhões de pessoas a menos só nesse período. Apenas no sul da Ásia e na África Subsaariana ainda há índices preocupantes de fome.

Ou seja, assim como as previsões de Malthus, as de Ehrlich jamais se concretizaram.

O grande problema hoje em relação à fome no mundo não é produzir a quantidade de comida que a população precisa. Se produz hoje muito mais do que o necessário, até o ponto do desperdício; o problema é a distribuição desse alimento, que sobra em alguns lugares e falta em outros. Outro problema também é a política econômica adotada em alguns países. Nos países com economias mais fechadas, a miséria é maior. Já em países que abriram a sua economia, o número de pobres, e consequentemente de famintos, está diminuindo drasticamente. Por exemplo: desde que a fechada China resolveu abrir a economia, mais 400 milhões de chineses saíram da miséria. Isso em menos de 25 anos.

Quanto a população da Terra, não há nada exorbitante. Toda a população do planeta hoje caberia, a uma densidade demográfica semelhante à da cidade de Nova York, somente no Estado do Texas, nos EUA. E se fosse no Amazonas, seria uma densidade demográfica maior do que a da cidade de Curitiba. Sendo assim, por que tantas pessoas ainda acreditam tão piamente nesse mito de superpovoamento?

O economista norte-americano Logan Albright explica: “A razão é simples: a maioria delas – especialmente aquelas que têm tempo e predisposição para reclamar do excesso de pessoas – vive em áreas de alta densidade populacional, as quais não são uma mostra nada representativa da real situação do mundo. Essas áreas de alta densidade populacional são chamadas de ‘cidades’, e o motivo pelo qual as pessoas vivem em cidades – não obstante suas constantes lamúrias – é que há enormes benefícios gerados quando um grande número de pessoas convive em proximidade”.

É muito conveniente viver em um local repleto de pessoas simplesmente porque cada uma dessas pessoas tem o potencial de ofertar vários bens e serviços para você. Quanto mais pessoas à sua volta, maior a oferta de pessoas dispostas a fazer coisas como lavar e passar suas roupas, consertar seus sapatos, consertar seu carro, cozinhar suas refeições, oferecer variadas opções de entretenimento, curar uma eventual doença, e, talvez ainda mais importante, oferecer a você um emprego que renumera bem”.

“Tente viver isolado do mundo, no meio do mato, e você descobrirá quão ‘simples’ é se alimentar, subsistir e sobreviver a problemas de saúde. A divisão do trabalho significa que, quanto mais pessoas houver por perto, mas fácil será satisfazermos nosso desejos e necessidades. Igualmente, maior será a nossa comodidade para resolvermos certos problemas. Daí as cidades superpovoadas”, explica Albright.

As verdadeiras razões do alarmismo

Na verdade, esse tipo de alarmismo sobre superpopulação ou aquecimento global tem por objetivo criar o ambiente necessário para que os países aceitem, por pressão de suas populações, flexibilizar sua soberania em prol do estabelecimento de uma governança mundial, o que lembra as profecias bíblicas.

Em 13 de janeiro de 2014, em entrevista o Bloomberg News, Karen Christiana Figueres Olsen, secretária-executiva da Convenção-Quatro da ONU Sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), chegou a coordenar o sistema democrático norte-americano, dizendo-se irritada com a oposição que o Congresso dos EUA faz à legislação que a UNFCCC quer estabelecer sobre todos os países para deter o suposto perigo climático. Disse ela que o Congresso norte-americano tem uma atitude “danosa para a aprovação da legislação global contra o aquecimento global”. E o famoso ambientalista britânico Mayer Hillman, do Policy Studies Institute, por sua vez, afirmou com todas as letras, em 2007, que “a democracia é um objetivo menos importante que a proteção do planeta. (…) As restrições às emissões de carbono devem ser impostas ao povo, goste ele ou não”.

As teses alarmistas sobre mudanças climáticas não são, como os defensores do aquecimento global têm insistido, uma “verdade incontestável”. A comunidade científica tem estado dividida sobre essa questão desde o começo do debate nos anos 90, com um detalhe: a maioria dos principais especialistas na área de climatologia é contrária ao alarmismo aquecimentista, que, mesmo assim, faz muito sucesso, porque a teoria do aquecimento global é apoiada totalmente pela ONU e ONGs espalhadas em todo o mundo.

Mesmo os atuais problemas hídricos que a Região Sudeste no Brasil enfrenta neste ano são considerados por muitos especialistas, nem sempre ouvidos pela mídia (que é pró-tese do aquecimento global), como acontecimentos naturais, periódicos, uma vez que já aconteceram nessa região, com a mesma intensidade, por exemplo, nos anos de 1948 e 1976, como lembrou recentemente o climatologista Luiz Carlos Molion, em palestra ministrada em 19 de dezembro do ano passado em Minas Gerais. Molion representa a América Latina na Organização Meteorológica Mundial, é pós-doutor em Meteorologia e membro do Instituto de Estudos Avançados de Berlim.

Enfim, não há dúvidas de que o mundo está próximo do fim. A questão apenas é entender que as razões para isso são as apresentadas na Bíblia, e não as apresentadas pelo homem, que muitas vezes usa um discurso igualmente apocalíptico, mas por motivações políticas e ideológicas muito específicas e pontuais.

Por, Mensageiro da Paz.

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