O Deus que procura o homem

O Deus que procura o homemNo texto de Atos 17.15-34, o apóstolo Paulo fala para os gregos do Areópago que Deus não está longe, e afirma que o mundo e tudo o que nele há são coisas estabelecidas por Deus para que o homem perceba que Ele, o Senhor, está perto e se interessa pelo homem.

Essa afirmação soou estranha àquela reunião de homens cultos e curiosos, pois eles estavam acostumados a buscar explicações complexas em órbita de um Deus distante, impessoal, que não se preocupa com o homem; deuses que exigem que os homens rastejem por eras e eras na busca de uma evolução espiritual inexistente.

Ao contrário de todas as religiões da terra, o Cristianismo apresenta um Deus misericordioso que procura o homem e se importa com ele. Um Deus que desceu em busca da humanidade. Um Deus dinâmico, amoroso, simples, manso, e humilde de coração que clama: “vinde a mim os cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28).

Enquanto todos os sistemas filosóficos e religiosos mostram o homem vagueando em busca da dignidade, o Cristianismo mostra Deus procurando o homem. As religiões ensinam o homem a procurar Deus tentando subir a um estágio elevado de espiritualidade através de penitências, sofrimentos, carmas, pseudo-reencarnações e outras tragédias do cansaço inútil. O Cristianismo traz o que há de mais sublime na revelação de Deus ao homem ao afirmar que “o Verbo se fez carne, e habitou entre nós. Vimos a sua glória como a glória do Unigênito do Pai cheio de graça e de verdade” (João 1.14). Essa é a maior demonstração de amor jamais vista, a Divindade se fazer carne! Deus desceu ao mundo para se tornar um de nós. O amor de Deus pelo homem é tamanho que Ele se tornou homem também, deixando toda Sua glória para vir a este mundo sofrer os mesmos dramas que atingem o homem, principalmente os pobres. Jesus provou de nossa miséria humana, de nossa pobreza, de nossas frustrações e decepções. “Pelo que convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo. Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados” (Hebreus 1.17, 18). Essa demonstração de amor de Deus por nós é a manifestação da graça. A graça é o grande diferencial. Ela só existe no Cristianismo.

Um Deus que deseja ser chamado de pai

O relacionamento dos povos das civilizações pagãs com seus deuses sempre foi a distância. Não havia proximidade entre os homens e seus deuses. O relacionamento dos pagãos com seus deuses sempre envolveu sacrifícios e uma relação de medo. Os pagãos sacrificavam aos deuses para aplacar iras. Caso não fizessem assim, havia o temor pelas pragas nas colheitas, doenças, tempestades e outras tragédias que os deuses estariam prontos a lançar sobre seus súditos. O povo vivia atemorizado e sempre buscando uma forma de desviar a ira dos deuses mediante sacrifícios que incluíam até seres humanos, notadamente crianças.

A ideia de um Deus amoroso que se interessa pelo ser humano é algo estranho às culturas pagãs. Um Deus que ao invés de exigir sacrifício, se ofereceu a Si mesmo pela humanidade. Um Deus que ao invés de viver separado do homem, quer morar junto deste. Jesus Cristo revelou o amor extraordinário desse Deus ao dizer: “…se alguém me ama, obedecerá à minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos morada nele” (João 14.23).

Um Deus que mesmo sendo infinitamente superior em natureza e grandeza, quer adotar o pobre e miserável pecador como Seu filho e não somente isto, quer transferir ao homem parte de Sua natureza. Todos que recebem Jesus Cristo em seus corações como Senhor e Salvador receberam do Pai o direito de ser chamado filho de Deus. Este fato é de uma grandeza insondável. O mortal se tornar filho do imortal, o efêmero recebe a adoção do Eterno, o injusto recebe justificação do Santo Juiz de toda Terra e deste recebe Seu Espírito. O apóstolo João exalta este fato ao dizer: “Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu: sermos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! Por isso o mundo não nos conhece, porque não o conheceu” (1 João 3.1).

A simplicidade do Evangelho impressiona. Para se tornar filho de Deus basta ao pecador confessar Jesus Cristo como Senhor e Salvador, crendo que Deus o ressuscitou dos mortos (Romanos 10.9; João 1.11, 12; Romanos 8.15, 16). Este amor amor está além da nossa cognição. Mas se o homem não aceita essa dádiva, ele continuará separado de Deus. O homem precisa de Deus.

Voltando ao Areópago de Atenas, vemos Paulo afirmando que o Deus desconhecido dos filósofos é o Criador do universo e tudo que nele há. Esse mesmo Deus há de julgar o mundo, por meio de Jesus Cristo, o Autor da Salvação. Todavia, “Deus não leva em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todos os lugares se arrependam” (Atos 17.30). Tal como fez com o primeiro homem, no Éden, Deus pergunta: “onde estás?”

Por, Jossy Soares.

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