O cristão no mundo contemporâneo

O cristão no mundo contemporâneoEstá escrito: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo”, 1 João 2.15.

O mundo atual nos desafia constantemente. A cada dia, temos que batalhar para manter-nos firmes na fé sem vacilar. O dia-a-dia no mundo contemporâneo nos dá um cronograma que não leva em conta a nossa vida espiritual. A vida hoje nos impõe um ritmo tão acelerado que quando nos damos conta já é novamente o final de semana e não fizemos nada do planejado, então vem a tentação de não darmos a Deus o Seu devido tempo, de não realizarmos a manutenção da nossa salvação, mas “aproveitarmos” o tempo. Principalmente nas grandes metrópoles, pensa-se: “Sou só mais um e com tantos membros o pastor nem vai notar a minha falta…”. Mas Deus nota, Ele sente a sua falta!

Diz-nos a Palavra de Deus: “Ou não sabeis vós que como diz as Escrituras que o Espírito que em vós habita sente ciúmes?” (Tiago 4.5). O Espírito sente quando priorizamos alguma coisa mais do que a nossa comunhão com Ele. Não é errado ter tempo para a família, filhos, amigos, lazer, mas é errado estar com a vida espiritual abaixo do padrão exigido por Deus, ainda mais sem demonstrar a menor preocupação com isso.

Dentre os desafios que enfrentamos, alguns se destacam, como as tentações, as falsas doutrinas, a falta de importância daquilo que é sagrado, dentre outros, mas o maior deles é a administração do tempo. O tempo é a moeda mais importante. Trocamos o nosso tempo pelo salário que recebemos. Tentamos sempre aproveitar o nosso tempo da melhor maneira possível. Sobre esse assunto, a Palavra de Deus nos diz: “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios” (Salmos 90.12). Isto é, que ao somar dos dias ou ao passar o tempo, a experiência adquirida possa nos levar a uma comunhão mais intima com o nosso Deus e a refletirmos um pouco mais o caráter de Cristo.

Nos tempos antigos, era difícil obter informações, pois a comunicação era muito lenta, sendo as correspondências, em sua maioria, por meio de cartas, demorando dias e até mesmo meses para se receber uma resposta. Já em nossos dias, a informação é em tempo real, e com esse poder todo de adquirir informações instantâneas, às vezes nos perdemos e esquecemos que a informação que deve ser mais valorizada é a espiritual. Gastamos tempo com internet, sites de entretenimento, facebook, twitter, whatsapp e outras coisas que têm a sua importância, mas não podem estar no topo das nossas prioridades, pois, enquanto gastamos tempo com isso, a nossa vida espiritual continua na mesma mornidão. Temos um ótimo círculo de relacionamentos na sociedade, mas a nossa linha de comunicação com Deus já está desativada e nem nos demos conta ainda; nos acostumamos a pedir perdão pelos erros cometidos e esquecemos que Deus pede santidade.

A Palavra de Deus nos diz: “Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente…” (Tito 2.12). Devemos renunciar a impiedade, renunciar uma vida de acordo com o mundo, devemos nos dedicar a superar os nossos erros, vencer a nossa velha natureza e superar os nossos desejos carnais. A Palavra de Deus nos diz que devemos buscar ser iguais a Cristo, e não devemos aceitar nada menos que isso: “Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo…” (Efésios 4.13).

Mas, muitas vezes nos contentamos com o que pensamos ser o suficiente para ir para o Céu; ou seja, fazemos o mínimo necessário para alcançarmos a salvação. Esquecemos que ser cristão não é uma maquiagem que se coloca e se tira quando quiser, mas um estilo de vida, onde ou você entende os valores da causa e luta por isso ou você ainda não se converteu direito. Muitos já não vivem um cristianismo por amor a Cristo, mas, sim, por medo da escuridão eterna. Não damos mais continuidade à obra de Cristo, pois isso nos traria sacrifícios demais.

Uma pesquisa realizada pelo jornal Leadership, dos Estados Unidos, diz que: 57% dos líderes cristãos do mundo oram menos de 20 minutos por dia. A média é de 22 minutos por dia. Podemos ver que a oração, um dos maiores ensinamentos de Cristo, está sendo negligenciado. Parece até que nem estamos mais em guerra espiritual, parece que o mundo convenceu os cristãos que está tudo bem se não orarmos mais, se não buscarmos tanto; afinal, não somos mais perseguidos, agora temos nossos direitos e ninguém pode, enquanto na verdade é o período da história em que mais estamos sofrendo ataques às nossas crenças, onde há mais heresias e falsas doutrinas surgindo e onde o nosso próprio governo dito cristão apoia leis que prejudicam o cristianismo; e como se não bastasse isso, aqui, no Brasil, na Casa do Parlamento em Londres no dia 04/12/2013, o parlamentar britânico Jim Shannon deu a noticia de que um cristão é morto a cada 11 minutos por causa da sua fé. E ainda achamos que não há perseguição!

Amados em Cristo, a nossa oração pode ser a diferença na vida desses irmãos que estão sofrendo, porém nós nos orgulhamos e enchemos o peito ao dizer “Somos 50 milhões de evangélicos no Brasil…”, Mas ainda continuamos a ser um país sem um grande avivamento. Continuamos a ser um país que é conhecido pelo carnaval, pelo futebol, mesmo tendo capacidade para ser um celeiro de pregadores e de missionários. Temos muitos evangélicos, mas poucos cristãos; estamos saturados de um evangelho falsificado e muito falado e não vivido onde tudo virou espiritualizado. Todos têm a sua espiritualidade, e confundem as coisas misturando espiritismo e cristianismo e outras coisas. É hora de um despertar da igreja, dos cristãos, de todos que amam a Cristo e a essência do Evangelho, e voltarmos à verdadeira essência do cristianismo, vive-lo para Cristo, não pregando em púlpitos, mas onde passarmos. É hora da força do exemplo e da influência como arma de Deus.

Por, Joel Michel da Silva Junior.

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