O cristão e o voto consciente

O cristão e o voto conscienteA Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), por intermédio do seu Conselho Político, órgão criado exclusivamente para cuidar da atuação política das Assembleias de Deus no Brasil, estabeleceu o Projeto Cidadania AD Brasil desde 2001, com objetivo de eleger o maior número de parlamentares assembleianos para não apenas apresentar projetos de interesse de toda a nação, mas também para defender no Parlamento brasileiro, nas esferas federal, estaduais e municipais, a igreja e os princípios que orientam a fé cristã, que desde então estão sob constante ameaça de leis e decretos governamentais.

A importância da atuação da igreja no cenário político brasileiro se dá por vários motivos, e não há como negar que o atual cenário nacional inspira cuidados e torna ainda mais urgente a participação da igreja nessa área.

Em Lucas 4.13, está escrito que “acabando a tentação, ausentou-se [o diabo] dele por algum tempo”. Note: “por algum tempo”. Esse modus operandi do inimigo das nossas almas não mudou. Ele é persistente. Assim como na tentação de Jesus, o inimigo, ainda hoje, mesmo vencido, não desiste de pôr em prática suas ações com o objetivo de escravizar as criaturas de Deus, colocando-as sob o seu domínio.

Em nossa pátria amada, não tem sido diferente ao longo do tempo, e podemos afirmar que, na atual conjuntura, as coisas estão ainda mais complicadas. Nosso país está debaixo de uma grande nuvem negra, que tem como um de seus objetivos utilizar processos legais para mudar o conceito de família, destruíndo-a, e tirar a Igreja do domínio de Cristo.

A primeira investida foi em 2002, com a aprovação do novo Código Civil, que em seu artigo 44 submetia a igreja ao controle do Estado. Graças a Deus, em 2 de dezembro de 2003, através da Lei 10.825/03, com uma atuação brilhante do povo de Deus através da Bancada Evangélica no Congresso Nacional, com grande participação da Bancada da Assembleia de Deus, esse artigo foi modificado, devolvendo às instituições religiosas a sua liberdade de crença e de culto. Foi uma grande vitória.

Em seguida foi a vez do Projeto de Lei 122, mais conhecido PL 122 ou “Lei da Mordaça”, que tolhia as liberdades religiosa e de expressão, dentre outros males. Mas, no ano de 2013, a Frente Parlamentar Evangélica, com forte atuação da Bancada das Assembleias de Deus, a mais numerosa bancada evangélica na Câmara Federal, conseguiu sepultar o PL 122 e o Plano Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH-3), que estavam em tramitação no Senado Federal, uma vez que, de maneira sorrateira e cheia de vícios, já haviam sido aprovados na Câmara Federal na legislatura passada.

Muitas outras vitórias foram alcançadas, com destaque para a retirada do kit-gay das escolas de nosso país e dezenas de outros projetos de lei que foram barrados ou modificados devido a uma forte atuação da Bancada das Assembleias de Deus no Congresso Nacional. Em todas essas vitórias, “o inimigo foi afastado apenas por algum tempo”, pois ainda existem aproximadamente 800 projetos de lei tramitando no Congresso Nacional que trazem propostas que são contrárias aos princípios ditados por Deus em Sua Palavra, que ferem a família ou têm como objetivo impedir a nossa liberdade de culto e a pregação da Palavra de Deus na sua originalidade.

Entre esses projetos de lei, quero destacar aqui o PLS 236/2012 em discussão no Senado, que institui o novo Código Penal. Infelizmente, esse novo Código Penal tem como objetivo principal ressuscitar todas as atrocidades contidas no Projeto de Lei 122, e no PNDH-3, sepultados em 2013.

Que um novo Código Penal atualizado precisa ser aprovado não temos a menor dúvida, mas utilizar-se desse meio para introduzir males em nossa nação e transformar a verdade de Deus em mentiras, como diz Romanos 1.25, não podemos permitir.

Os artigos 122 e 123 instituem a eutanásia, dizendo que aquele que cometer ou auxiliar a morte de alguém por compaixão ou deixar de fazer uso de meios artificiais para manter a vida de paciente no caso de doenças graves ou irreversível, poderá ser isento num tribunal.

O artigo 28, inciso IV, da proposta diz: “Se por vontade da gestante até a décima segunda semana [três meses], ou quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade, o aborto será permitido”. É a legalização do aborto, que é o assassinato de crianças indefesas.

O projeto também legaliza prostíbulos e garotas de programas, considerando suas atividades como atividades profissionais dignas. Ele também criminaliza a chamada “homofobia”, que na prática visa a impedir que a Igreja continue ensinando que o homossexualismo é pecado, como diz as Escrituras. Além disso, promove a liberação da maconha, beneficiando o crime organizado e chega ao ponto de propor a revitalização da propriedade privada, destruindo de vez a democracia e a liberdade em nosso país.

Muitos desses artigos do anteprojeto do novo Código Penal, após uma primeira discussão no Congresso Nacional, já sofreram alteração, mas nada impede que possam retornar à sua proposta original até o dia da sua total aprovação, se não estivermos alertas para isso e se não tivermos também um grupo forte de representantes no parlamento brasileiro para barrar essas propostas que serão discutidas na próxima legislatura.

Como presidente do Conselho Político da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), tenho andado pelo Brasil apoiando nossos candidatos e explicando para nossos irmãos a gravidade da atual conjuntura. Precisamos orar e jejuar pelo nosso país, mas não só isso. Precisamos agir também, e isso significa não apenas manifestar publicamente o nosso protesto contra toda essa situação, mas também votar nos candidatos que nos representam realmente, e que no âmbito assembleiano têm tido os seus nomes escolhidos pelo Projeto Cidadania AD Brasil.

Peço aos amados irmãos de todo o Brasil que, neste momento tão sério e importante da história da nossa nação, não desperdicem seus votos, mas ajudem nossos candidatos e promovam seus nomes junto aos amigos e conhecidos.

Caso os irmãos tenham alguma dificuldade em encontrar nossos candidatos em seus Estados, entrem em contato com a gente para por meio de nosso site [www.cidadaniaadbrasil.com] e vamos ajudá-lo nisso.

Evitem escolher candidatos aos cargos majoritários que pertençam a partidos com viés revolucionário, que defendem o socialismo/comunismo como bandeira.

Somos conservadores e acreditamos que, para termos paz e tranquilidade, é preciso termos representantes que temam a Deus e respeitem a Igreja e seus valores.

Por, Lelis Washington Marinhos.

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