O criador e as origens da economia

Tudo que Deus criou serviu de base para a formulação da economia

O criador e as origens da economiaDeus criou o homem com necessidades e lhe deu uma mulher para ajudá-lo na administração dos meios criados por Ele para sobrevivência, de modo que as necessidades humanas eram satisfeitas naturalmente. Também plantou um jardim num local denominado Éden e pôs ali o homem para cultivá-lo, objetivando a manutenção do casal, a quem ordenou: “Multiplicai-vos, enchei a terra e dominai sobre ela” (Gênesis 1.128; 2.22, 24). Assim vemos a sociedade familiar a partir da reprodução genética. Dentre os pomares do jardim, destacava-se uma planta a que Deus chamou de “Árvore da Ciência do Bem e do Mal” (Gênesis 2.9), cujos galhos podem indicar os diversos ramos da ciência; as folhas, o campo de aplicação de cada uma delas; e os frutos, o objetivo final pronto para a manutenção da humanidade e desenvolvimento das nações.

Assim, Deus criou toda a ciência e concedeu ao homem o livre arbítrio, como delegação divina para gerir a vida no nosso planeta (Gênesis 1.29; 2.19, 20),  de modo que a liberdade para que o homem possa combinar os recursos naturais com ajuda da ciência também foi concedida por Ele. Então, as novas descobertas científicas resultam da combinação de esforços humanos com meios científicos existentes, inclusive os já produzidos com auxílio da própria ciência criada por Deus.

Com a formação do casal, iniciou-se a multiplicação da humanidade e as necessidades, antes individuais, passaram a ser familiares. E com o progresso geométrico dos seres viventes, surgem as necessidades comunitárias, isto é, aquelas necessárias à sobrevivência das comunidades, segundo a espécie de cada uma. Por outro lado, o homem expulso do Jardim do Éden tornou-se nômade, sentindo falta de um lugar seguro para descansar e de água para beber, com menor dificuldade para encontrar.

Logo que o homem teve contato com algum manancial de água, passou a construir choupanas ou abrigos rudes à beira dos rios, riachos e lagoas, tornado-se sedentários (não porque não tivessem sede antes, mas porque, agora, dispunham de água com mais facilidade). Assim, além das necessidades de alimentação surge a necessidade de habitação, a qual se agravou com o crescimento familiar; tudo isso e muito mais, além da necessidade de vestes para se defenderem dos mosquitos e insetos venenosos existente nas matas. Assim se cumpre a Palavra de  Deus escrita em Gênesis 3.17-19: “E a Adão disse: porquanto deste ouvido à voz da mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás da erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás”.

O sistema natural de sobrevivência não pode ser denominado de sistema econômico, mas serviu de base para que, com o passar dos anos e o crescimento da população mundial, a concepção científica iniciasse a formação empírica do que hoje chamamos de Economia, na convicção de que Deus é o seu criador em todos os sentidos.

A ciência econômica, tal como conhecemos na atualidade, reflete um enorme esforço intelectual envolvido em pesquisas científicas para descobrir o melhor uso dos recursos postos à disposição do homem para suprir as necessidades individuais e coletivas existentes, conforme os desejos e as expectativas futuras em decorrência do planejamento para desenvolver a nação.

Foi Xenofonte quem encontrou nos vocábulos gregos oiko (casa, lar) e nomos (administração, lei) a formação da palavra “economia”, que foi usada pela primeira vez por Aristóteles, na Grécia, em pleno século IV a.C. como a expressão da “racionalidade dos meios de subsistência no lar”, enfocando o caráter administrativo dos bens, visando, inclusive, a solucionar problemas de administração financeira no lar, sendo definida como “administração do lar” na sua forma incipiente e pré-científica, como podemos compreender.

Em 1615, o francês Antonie de Montchretien, observando as relações entre as famílias e o Estado, acrescentou ao vocábulo economia o qualificativo “política”, e a economia passa do âmbito doméstico para o âmbito do Estado com a denominação de “Economia Política”, mais dividida em Micro e Macro-economia. Nascem, então, as correntes socialistas (Platão) e intervencionistas (Aristóteles). Os assuntos econômicos eram tratados à luz da filosofia contida nos livros “A República” e “As Leis”, ambos de Platão, e a “Política” de Aristóteles, seguindo-se as escolas econômicas mercantilista, fisiocrata, clássica, neoclássica e intervencionista. Todavia, o crescimento científico foi muito lento naquela época, pois o intervalo entre Aristóteles e Montchretien foi de dezenove séculos.

Em 1521, o inglês Thomas Mun publicou vários trabalhos em prol do comércio exterior; trabalhos que, ao lado de um já publicado por Antonio Serra 1613, deram origem ao “Sistema Mercantilista”. Em 1758, Fraçois Quenay publicou “Quadro Econômico”, trazendo uma concepção econômica nova: nasce a Fisiocracia e os seus seguidores constituíram a Escola Fisiocrata. Em 1776, Adam Smith publicou o livro “Natureza e Causas da Riqueza das Nações”, cuja tônica era “o trabalho como fonte de toda riqueza e a ordem segundo a qual os produtos se distribuem naturalmente”. Assim, nasce a chamada “Teoria Econômica Clássica”, segundo a qual as atividades econômicas são produção, distribuição e consumo, e seus seguidores formaram a “Escola Clássica”.

Todo esse detalhamento não existiria se não fossem as “folhas da árvore da ciência do bem e do mal”, criada por Deus para desenvolvimento das nações. Portanto, tudo o que Deus criou serviu de base para que os estudiosos retro apontados montassem os postulados científicos para a formação da “Ciência Econômica”. Por tudo isso, devemos agradecer ao nosso Criador e àqueles que se dedicaram à descoberta científica das causas e efeitos da Ciência Econômica.

Por, Arnaldo da Silva.

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