O batismo no Espírito Santo e o Ide de Jesus

A revista Lições Bíblicas do 3º trimestre de 2016 diz que “a evangelização sem o poder do Espírito Santo é difícil”. Mas quem não é batizado no Espírito Santo pode evangelizar?

O batismo no Espírito Santo e o Idede JesusEu ainda não era batizado com o Espírito Santo, quando comecei a pregar o Evangelho. Na companhia de meu amigo, José Licínio, saía a falar de Cristo numa região erma de São Bernardo do Campo, no interior paulista. Sob um sol forte, mas nunca inclemente, entrávamos no matagal bravio e carrancudo do Montanhão, para alcançar umas casas esparsas, aqui, e outras perdidas, mais além. Não sei quantas daquelas almas verei no céu. De uma coisa, tenho certeza: nosso trabalho não foi em vão.

Foi nesse tempo, que me lancei aos pés de Cristo a buscar o batismo com o Espírito Santo. Em oração e lágrimas, suplicava: “Jesus, batiza-me com o teu Espírito”. Nessa época já tão longínqua, ouvi um “corinho” que me fez arder ainda mais pela chama pentecostal. Um grupo de jovens santos e fervorosos entoou, certa noite, em minha querida igrejinha, esta confissão tão simples e bela: “Quantas vezes, chorando, pedi o batismo com o Espírito Santo, mas um dia, sem esperar, comecei a falar com poder”.

No refrão, não havia muita literatura. Todavia, suas palavras foram suficientes para conduzir-me à promessa que Jesus fizera pouco antes de ser assunto ao céu. Não a obtive de imediato, mas fui persistente. No dia 30 de setembro de 1979, vim a falar noutras línguas.

O fato de eu não ser batizado com o Espírito Santo jamais me impedira de evangelizar. Quer na igreja, quer nas praças, seja coletiva, seja individualmente, sempre falei de Jesus Cristo. Sendo herdeiro de uma tão grande salvação, como haveria de calar-me? Pregar o Evangelho é a principal razão de meu ministério (1 Coríntios 9.16).

Você já ouvir falar do irmão Apolo? Mesmo antes de ser inteirado do Evangelho de Cristo, ele pregava com espantosa desenvoltura (Atos 18.25). Instruído, porém, por Áquila e Priscila, passou da eficiência à eficácia. O casal obreiro expusera-lhe também, sem dúvida, a doutrina do batismo com o Espírito Santo. Mais adiante, observamo-lo como um autêntico arauto pentecostal, pois “com grande poder, convencia publicamente os judeus, provando, por meio das Escrituras, que o Cristo é Jesus” (Atos 18.28).

Do que dissemos até aqui, a que conclusão chegamos? O fato de um crente não ser, ainda, batizado com o Espírito Santo não é desculpa para que deixe de falar de Cristo. Se é salvo, pregará a tempo e fora de tempo. Haja vista o ministério dos setenta. Mesmo sem haver experimentado as virtudes do Pentecostes, proclamaram o Evangelho do Reino por todo o Israel (Lucas 10.1-20).

No que concerne, porém, à ordenação ministerial, o batismo com o Espírito Santo é mais que indispensável; é obrigatório. Não se pode admitir um diácono, ou um presbítero, ou quem sabe, um pastor, que não haja evidenciado sua experiência pentecostal com o falar noutras línguas, conforme observamos em Atos (2.3; 10.46; 19.6).

Querido irmão, se você ainda não é batizado com o Espírito Santo, busque a promessa. Ela se acha disponível a todos. “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar” (Atos 2.39). Enquanto isso, evangelize a tempo e fora de tempo. Deus tem algo grandioso para a sua vida. Nesta jornada, somos companheiros.

Por, Claudionor de Andrade.

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