O avanço da apostasia – sinal dos tempos

Líderes e igrejas do mundo têm se desviado de fundamentos cristãos

ruin-apostasiaEscrevendo aos cristãos em Tessalônica, o apóstolo Paulo afirmou que Jesus não retornaria “sem que antes venha a apostasia” (2 Tessalonicenses 2.3). O termo traduzido como “apostasia” nessa passagem bíblica é, no original grego, aphistêmi, que significa “abandonar”, “afastar-se”, “rebelar-se”. Isso quer dizer que haverá um período da história em que haverá um clímax de afastamento dos seres humanos de Deus, uma completa rejeição aos valores cristãos, inclusive por parte de muitos crentes. Escrevendo a Timóteo, Paulo enfatiza: “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1 Timóteo 4.1).

A apostasia é um dos muitos sinais da proximidade da Segunda Vinda de Cristo e sobre o qual o próprio Jesus também falou, ao afirmar que “por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará” (Mateus 24.12) e ainda ao perguntar: “Quando vier o Filho do Homem, porventura achará fé na terra?” (Lucas 18.8). Esses vaticínios bíblicos estão se cumprindo em nossos dias. Infelizmente, avança a apostasia no mundo, com destaque para igrejas e grupos cristãos na Europa e Estados Unidos, mas a apostasia também pode ser vista e sentida até mesmo no Brasil, onde o número de evangélicos cresce, porém são muito comuns casos de líderes e movimentos com comportamentos e ensinos totalmente anti-bíblicos.

Apostasia na Inglaterra

Em um sinal de apostasia, a Igreja da Inglaterra decidiu recentemente retirar a proibição da gays se tornarem bispos, até mesmo em caso de gays que estão em uniões civis com outros gays, contando que eles façam uma promessa de permanecer celibatários. Anglicanos conservadores protestaram veementemente contra a decisão, que despreza a doutrina bíblica sobre o casamento apenas entre um homem e uma mulher, e coloca o homossexualismo como uma condição que não pode ser alterada na vida da pessoa, restando-lhe como alternativa apenas o celibato forçado.

“A Câmara confirmou a decisão”, afirmou Graham James, bispo de Norwich, em seu comunicado de 4 de janeiro em nome da Câmara de Bispos da Igreja da Inglaterra. Ele acrescentou ainda que a Câmara considerou “injusto” excluir da consideração para o episcopado alguém que vive uma vida “em plena conformidade com os ensinamentos da Igreja sobre ética sexual e disciplina pessoal”.

Anglicanos evangélicos conservadores, no entanto, disseram que tentarão reverter essa decisão em sínodo que a Igreja da Inglaterra realizará ainda este ano, segundo divulgado pela BBC News em 4 de janeiro. O reverendo Rod Thomas, presidente do ramo evangélico da Igreja da Inglaterra, chamado Reforma, destacou que “é uma grande mudança na doutrina da Igreja da Inglaterra e, portanto, não é algo que pode apenas ser decidido e comunicado pela Câmara dos Bispos. Isso tem que ser considerado pelo sínodo geral”, disse Thomas, acrescentando ainda que a decisão é um total contrassenso porque ainda exige o celibato de candidatos que vivem em parceria civil homossexual, união essa que, em si, já invalidaria a candidatura, além do que o celibato seria muito difícil de acontecer. “Nomear como bispo alguém que faz parte de uma união civil é um ataque ao ensinamento da Igreja”, afirmou Thomas. A Comunhão Anglicana mundial permanece dividida sobre questões relacionadas a gays e lésbicas em geral. Inclusive, há alguns anos, como noticiado pelo jornal Mensageiro Da Paz, houve uma racha nos EUA por causa desse assunto. Na Inglaterra, os anglicanos se mantiveram firmes em sua oposição, diante do governo do Reino Unido, sobre a definição legal do casamento – o governo britânico planeja mudar a definição para pavimentar o caminho para o casamento homossexual; entretanto, a cúpula de bispos anglicanos, ao mesmo tempo, defende que os homossexuais que permaneçam celibatários possam servir ao clero, e agora até mesmo como bispos, como a Casa dos Bispos anunciou em janeiro. As igrejas anglicanas na África, por sua vez, condenam tal postura, resistindo à apostasia; e é curiosamente no continente africano onde a denominação tem experimentado o seu maior crescimento no mundo.

Enquanto os episcopais se deixam contaminar pela apostasia e definham no resto do planeta, na África, onde eles ainda mantêm os princípios fundamentais da Bíblia, estão crescendo.

Mas, não pensemos que são apenas os anglicanos. Os protestantes, de forma geral, têm diminuído na Europa, como avanço dessa apostasia, que se manifesta de várias formas.

Apostasia nos EUA

Em maio de 2009, durante o Fórum Pew sobre Religião e Vida Pública, os cientistas políticos Robert Putnam e David Campbell apresentaram uma pesquisa feita originalmente para o seu livro “American Grace”. Nessa pesquisa, eles relatam que “os jovens americanos estão abandonando a religião em um ritmo alarmante, de cinco a seis vezes a taxa histórica”.

Hoje, “entre 30% a 40% dos jovens norte-americanos não têm religião, contra 5 a 10% da geração passada”, afirmam Putnam e Campbell. E como já divulgamos no MP, o número de protestantes nos EUA caiu de 60% para 48% de 1990 a 2012. Lembrando ainda que muitos desses protestantes o são apenas nominalmente.

Em 2011, a Igreja Presbiteriana dos EUA (PCUSA, na sigla em inglês), o maior ramos dessa denominação naquele país, em completa apostasia, tomou a decisão, em sua Assembleia Geral, de aceitar como pastores e pastoras da denominação gays e lésbicas praticantes. Os presbiterianos daquela denominação que não aceitaram essa decisão fundaram, em janeiro de 2012, uma nova igreja: The Evangelical Covenant Order of Presbyterians (“A Ordem Pactual Evangélica de Presbiterianos”), abreviada para ECO. Ela reúne cerca de 500 congregações da antiga PCUSA, que reunia, ao todo, cerca de 11 mil igrejas em todos os EUA até antes da cisão.

Perseverança

A Bíblia diz que não devemos nos conformar com este mundo, mas sermos uma reserva dos valores cristãos em meio a essa sociedade corrompida (Romanos 12.2). A iniquidade pode se multiplicar, mas “aquele que perseverar até o fim” na vontade de Deus será salvo (Mateus 24.13). Sobre isso, ressaltou ainda o apóstolo João: “Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 João 2.17).

Que sejamos vigilantes e atalaias em meio a essa onda de apostasia, rejeitando movimentos e ensinos que se chocam frontalmente com a Palavra de Deus, e procurando viver uma vida santa e de sincera piedade diante de Deus e dos homens. “Amém. Maranata. Ora vem, Senhor Jesus!” (Apocalipse 22.20).

Por, Mensageiro da Paz.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Google Translate »