Novas tecnologias: ao mesmo tempo bênçãos e sinal dos tempos

Cada vez mais, surgem tecnologias que facilitam nossas vidas e a comunicação, mas que também apontam para as profecias bíblicas

x-defaultCada vez mais, surgem novas tecnologias que facilitam nossas vidas e a comunicação, mas que também apontam para o futuro governo mundial profetizado pela Bíblia Sagrada. É que a maioria dos avanços tecnológicos dos últimos anos caminha no sentido de não só facilitar a comunicação entre as pessoas, mas também de diminuir a privacidade e aumentar o controle de informações sobre a vida de todos. Um exemplo recente é a notícia, revelada no final do ano passado, de que o governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Barak Obama, passou a deter e bisbilhotar as informações de todas as pessoas em toda parte do mundo via Google, Yahoo, Apple, You Tube, Facebook, Skype etc., o que deixa mais do que claro para todos que a internet, que é uma bênção tecnológica, servindo também como grande instrumento de evangelização, por outro lado facilitou mais ainda a vida dos governos em sua sanha de controlar e bisbilhotar a vida das pessoas.

Que fique claro: ninguém está aqui a dizer que esses avanços tecnológicos sejam maus em si mesmos. Muito pelo contrário! Eles são, em muitos sentidos, bênçãos para a humanidade, e o cristãos deve usar todos os que tiverem ao seu alcance para fins positivos: comunicação, edificação, evangelização, trabalho etc. Apenas estamos lembrando que a simples existência hoje desses novos mecanismos torna mais do que possível a concretização das profecias escatológicas sobre o poder do futuro governo mundial, vaticinado pela Bíblia Sagrada. Afinal, nenhuma ferramenta é em si mesma má, e ela pode ser usada de forma benéfica, mas pode também ser usada amanhã especialmente para um propósito mal. E isso não significa dizer que porque amanhã ela pode ser usada para o mal devemos aboli-la definitivamente de nossas vidas hoje, porque o problema não está nos objetos criados, mas em quem os usa, na forma como os usa e para que propósitos. O pecado está no coração do homem, não nos objetos em si, como ensinou Jesus em Marcos 7.15, 20-23.

O futuro governo mundial: rumo ao controle total

Todos esses poderosos avanços tecnológicos nos fazem lembrar as profecias bíblicas relativas ao governo do Anticristo, quando haverá, segundo a Bíblia, um controle excepcional sobre a vida das pessoas.

Apocalipse 13 afirma, por exemplo, que sobre “todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos”, será, “posto um sinal” para que “ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal” (Apocalipse 13.16, 17). Esse controle será efetivado por um governo de caráter mundial, mas só será possível com a criação de tecnologias que viabilizem esse controle total – e elas, como podemos constatar, estão surgindo.

O profeta Daniel, referindo-se também a esses dias futuros, disse que o governo do Anticristo avançará e prosperará de tal forma que ele se engrandecerá sobre todos; porém, sua destruição futura será igualmente inevitável (Daniel 11.36-45).

A cultura do controle está na moda, e as pessoas a aceitam muito mais hoje do que no passado sob a justificativa de que medidas mais controladoras proporcionam mais segurança, tornam mais fácil a vida das pessoas e moralizam mais a sociedade. O terrorismo, sem sombra de dúvida, principalmente depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001, é um dos principais fatores para que os governos do Ocidente, sob a aquiescência da maioria de seus cidadãos, invadam ainda mais a privacidade das pessoas.

O século 21 começou sob o impacto do terrorismo internacional, que levou os governos de vários países a aumentarem seus sistemas de fiscalização e controle de informações sobre a população, bem como a incrementar o intercâmbio dessas informações entre países. Em nome da segurança, para evitar ou diminuir a incidência de atentados, as pessoas se permitiram ter suas vidas mais controladas pelos governos. Some-se a isso o enorme banco de dados que os governos já tinham sobre seus cidadãos e empresas, e que se tornou ainda mais preciso nos últimos anos com novas tecnologias e medidas criadas, sobretudo para evitar sonegação de impostos, e o que temos hoje no mundo é a maior rede de informações que qualquer governo já obteve sobre seus cidadãos na história da humanidade.

Bancos, inclusive no Brasil, já utilizam métodos de identificação biométrica, via dedos da mão e, futuramente, como já tem sido anunciado, também pela íris dos olhos. Nos Estados Unidos e na Europa, chips subcutâneos são usados por soldados em guerra, no uso particular de famílias para segurança e para levantamento de histórico médico de pacientes em hospitais. O próximo passo será aperfeiçoar esses mecanismos para usá-los na facilitação da vida das pessoas. Por exemplo: Alguém duvida dos benefícios extraordinários que adviriam de cada cidadão deixar de andar com uma pilha de documentos para usar, em seu lugar, um único e minúsculo chip subcutâneo contendo todos os dados de CPF, identidade, título de eleitor, passaporte, cartão de crédito, histórico médico e sinal de GPS para evitar sequestros? Alguém duvida que seria uma medida sensacional? E se, por medida de segurança, seu uso se tornasse obrigatório algum dia, objetivando uma maior e mais eficiente “segurança pública”? O controle dos governos – e de um governo mundial – seria total sobre a vida das pessoas.

Como já abordamos em matéria de maio de 2012 no Mensageiro da Paz, até mesmo essa febre por “reality shows” parece preparar as pessoas culturalmente para aceitarem mais a ideia de que certo nível de invasão de privacidade pode ser considerada normal. Por meio desses tipos de entretenimento, e do alto grau de exposição das pessoas hoje através dos vários canais da Internet, a sociedade vai se acostumando cada vez mais à ideia de que é natural certo nível de bisbilhotagem da vida alheia e de exposição da nossa vida às outras pessoas.

Algumas décadas trás, as pessoas e as instituições eram muito mais críticas quanto à invasão de privacidade, hoje, porém, elas parecem mais “a vontade” com essa ideia. Nas redes sociais, por exemplo, o que mais as pessoas gostam de fazer é se exibir. Não é à toa que os governos e as empresas em nossos dias não têm encontrado muita dificuldade ao tentarem controlar mais as informações sobre a vida das pessoas, pois têm encontrado cada vez menos resistência a essas invasões. As pessoas têm reclamado menos desse tipo de controle, porque estão culturalmente mais acostumadas e preparadas para aceitar isso como normal.

Drones: vigiando o mundo desde o céu

Veículos Aéreos Não Tripulados não são um tema de ficção científica. Eles estão aqui e irão se tornar uma realidade comum no futuro próximo. Oklahoma, nos Estados Unidos, está prestes a ser o estado líder no desenvolvimento, teste, fabricação e venda de drones, como são popularmente conhecidos.

Em artigo publicado no jornal “Tulsa World”, de Oklahoma, há cerca de três meses, mais precisamente em 18 de outubro do ano passado, o deputado republicano Paul Wesselhoft, que é um dos principais nomes das discussões sobre o uso de drones nos Estados Unidos, deixa claro que o que preocupa na liberação do uso de drones é justamente o tipo de uso que será feito deles nos próximos anos. “Uma aeronave não tripulada pode ser equipada com equipamento de vigilância que inclui câmeras de alta resolução, dispositivos de imagem térmica de calor e os dispositivos de rastreamento de geolocalização. Essas invenções podem ser de grande benefício para a sociedade em casos como rastreamento de tornados, monitoramento de incêndios florestais, na busca de crianças sequestradas e na localização de idosos perdidos”, escreve Wesselhoft, que, no entanto, acrescenta: “Porém, assim como a Internet pode ser um grande benefício para a sociedade, mas pode ser usada para explorar sexualmente nossas crianças, essa nova tecnologia aérea pode ser usurpada para prática da vigilância em massa e para o recolhimento de grandes quantidades de dados que são irrelevantes para a investigação de um crime existente”.

Wesselhoft prossegue, citando o caso de Oklahoma, seu Estado, que deverá ser o primeiro a liberar totalmente o uso de drones. “A governadora Mary Fallin fez do desenvolvimento de veículos aéreos não tripulados uma prioridade para o desenvolvimento econômico. Ela também afirmou que ‘a privacidade dos cidadãos deve ser protegida’ à medida que avançamos. Estou de acordo com a sua prioridade e avaliação. Sua preocupação com a privacidade foi o tema do seu estudo recente e da nova lei que propus”.

“Os cidadãos desconfiam sobre a aceitação de uma ‘sociedade da vigilância’, em que cada movimento é controlado, monitorado, gravado e analisado pelo governo. Os cidadãos têm o direito de esperar privacidade em suas casas, veículos e comunicações. A Quarta Emenda [da Constituição dos Estados Unidos] estabelece que ‘o direito do povo a inviolabilidade de suas pessoas, casas, papéis e efeitos, contra buscas e apreensões, não deve ser violado, e nenhum mandado será expedido, mas apenas sobre causa provável’. Uma lei deve ser criada para proteger os cidadãos da vigilância do governo intrusivo sobre os cidadãos sem um mandato de busca”, arremata Wesselhoft.

O tal projeto de lei que regularia o uso de drones foi elaborada pelo próprio Wesselhoft, que a descreve: “Meu projeto de lei proíbe o direcionamento do drone a uma pessoa ou a uma organização sem causa provável de que um crime foi cometido. Com causa provável, um mandado de busca pode ser prontamente emitido. Em caso de emergência, a vigilância orientada pode começar imediatamente. O projeto de lei também torna crime veículos aéreos não tripulados armados, embora os de uso militar possam ser excluídos dessa proibição. Acreditamos que essa é uma proposta equilibrada e de bom senso dentro dos valores e necessidades de Oklahoma”, conclui Wesselhoft.

Amazon espera a aprovação de drones

Em dezembro, em entrevista ao programa “60 minutes” do canal CBS, nos Estados Unidos, o fundador e presidente da Amazon, Jeff Bezos, anunciou que sua empresa planeja usar os aviões não tripulados (drones) para entregar, em no máximo meia hora, encomendas de até três quilos na porta do comprador. Essas vendas de produtos físicos até três quilos representam mais de 80% dos produtos físicos comprados no site da Amazon, daí a importância do uso desse equipamento.

A Amazon só não começou ainda a fazer as entregas em território norte-americano por meio de drones porque está esperando justamente a aprovação do Congresso dos EUA do projeto de lei que regulamenta o uso de drones no céu do país. Ou seja, é apenas uma questão de tempo. E não se enganem: depois de se tornar comum nos EUA, brevemente essa nova tecnologia deverá ser utilizada também nos demais países. Em breve, teremos drones em profusão nos céus das grandes cidades, levando encomendas e vigiando as pessoas e regiões.

Relacionamentos mais artificiais

Internet, chips subcutâneos, identificação biométrica, drones, robôs domésticos (que já são comuns no Japão), óculos de realidade virtual, nanotecnologia… Aquilo que parecia um cenário futurista bastante distante brevemente estará se tornando uma realidade. Como já dissemos, tudo isso facilita muita coisa, mas há também efeitos negativos, e um deles é o aumento de artificialidade dos relacionamentos humanos.

Devemos ter cuidado para que a nossa relação com as novas tecnologias não seja exagerada ao ponto de esfriar os relacionamentos reais, tornando-os cada vez mais superficiais. Os novos métodos de comunicação foram criados com o objetivo de aproximar mais as pessoas; no entanto, na prática, na tentativa de aproximar mais as pessoas, às vezes acaba separando-as mais e mais umas das outras, principalmente no caso das pessoas que estão fisicamente mais próximas, mas preferem o contato virtual ao contato real.

Hoje, os encontros entre as pessoas ocorrem menos, porque podemos resolver tudo sem sair de casa. Compras, diálogos, namoro, recados e até mesmo o trabalho da empresa podem ser feitos sem sair de casa. Devemos ter muito cuidado para não substituir definitiva ou preponderantemente o contato físico, o calor humano, o contato real, pelo contato frio da máquina, pelo mero contato virtual.

Por, Mensageiro da Paz.

2 Responses to Novas tecnologias: ao mesmo tempo bênçãos e sinal dos tempos

  1. Jose Nazareno Machado disse:

    Win Malgo publicou na decada
    De 1980 o livro: 666 Controle
    Total

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