Não nos deixemos levar pelos padrões comportamentais do mundo

Não nos deixemos levar pelos padrões comportamentais do mundoHá alguns meses atrás fiz a cerimônia fúnebre de uma aluno. Ao olhar para a cena daquele jovem morto, muitos pensamentos me vieram à mente. Um deles é que todo nós somos finitos. Diante da morte, percebemos a nossa pequenez, lembramos que somos pó e para o pó voltaremos. Toda e qualquer presunção de força ou superioridade de perde diante da morte.

Salomão, o sábio, disse que preferia estar em uma casa onde há luto do que em uma casa onde há festa. A festa nos faz ter uma falsa ideia de normalidade. As festas por vitórias que alcançamos pode ter a ideia de sermos super-homens. Porém, onde há luto, refletimos, pensamos na vida. Isso me faz lembrar uma passagem bíblica, que reproduzo a seguir.

“E aproximando-se dela Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo: Mestre, queremos que nos faças o que te pedimos. E ele lhes disse: Que quereis que vos faça? E eles lhe disseram: Concede-nos que na tua glória nos assentemos, um à tua direita, e outro a tua esquerda. Mas Jesus, chamando-os a si, disse-lhes: Sabeis que os que julgam ser príncipes dos gentios, deles se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre elas; mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal; e qualquer que dentre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos. Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Marcos 10.35-37, 42-45).

O texto de Marcos, que citamos, nos mostra dois seguidores de Jesus pedindo uma posição de destaque ao lado dEle. O que eles queriam era ter proeminência sobre os demais discípulos. Eles queriam posição, status. Jesus responde a eles dizendo que no Reino de Deus a coisa funciona diferentemente. Jesus quer mostrar-lhes que no Reino não há para prepotência, orgulho ou soberba. Ou seja, o Reino de Deus não é como o reino do mundo.

Em uma das edições da revista de informação mais lida no Brasil foi apresentada uma reportagem extensa sobre as intrigas que há entre alguns ministros do governo. Como a própria reportagem conclui, são intrigas com o único objetivo de obter mais poder. É uma leitura dos bastidores do poder na República do Brasil. É assim no Reino dos homens. Mas não deve ser assim entre os súditos do Reino de Deus.

Com lágrimas nos olhos, constato que, em muitos meios eclesiásticos, vemos essas atitudes. Conchavos políticos por cargos, mentiras, invejas, busca do poder. Talvez, hoje, mais do que nunca, vale a pena lembrar as palavras de Jesus: “Não será assim entre vós”.

No Reino de Deus, só há lugar para quem tem sentimento de servo. O que Ele quer de nós é que tenhamos o mesmo sentimento que Ele teve (Filipenses 2.5-8), o sentimento de servo. Para os que entram na corrida por posição e triunfo, não há vencedores, é uma corrida perversa que no fim esmagará a nossa alma. Há uma citação do livro “Sete Hábitos das Pessoas Muito Eficazes”, escrito por Stephem R. Covey, que nos traz ensinamento brilhantes:

“Quando olho para a tumba dos grande homens, qualquer resquício de sentimento de inveja morre dentro de mim; quando leio os epitáfios dos magníficos, todos os  desejos desordenados desaparecem; quando me deparo com o sofrimento dos pais em um túmulo, meu coração se desmancha de compaixão; quando vejo a tumba dos próprios pais, lembro-me de como é vão chorarmos por aqueles que logo seguiremos; quando vejo reis colocados ao lado daqueles que os depuseram, quando medito sobre os espíritos antagônicos enterrados lado a lado, ou os homens sagrados que dividiram o mundo com suas discussões e contendas, medito sobre a dor e surpresa, sobre a pequenez das disputas, facções e debates da humanidade. Quando leio as várias datas dos túmulos, alguns recentes, outras seiscentos anos atrás, penso no grande Dia, no qual seremos todos contemporâneos, e faremos nossa aparição”.

A sedução do aplauso é vã. As disputas e invejas nos igualam aos homens maus. O Reino de Deus é diferente, o maior é o menor; a matemática de Deus é diferente, Ele deixa noventa e nove ovelhas para buscar uma; revira toda uma casa arrumada para encontrar uma simples dracma perdida. Os valores do reino são superiores, não podemos trocá-los pela moda do dia.

Houve um homem na História, filho de um bom pai, educado nos princípios religiosos que seus pais haviam recebido de Deus, mas que não conseguiu compreender os princípios do Reino de Deus. A História não o perdoou. Esse homem é Esaú. A História acusa Esaú de trocar a bênção futura por um prazer imediato (Hebreus 12.16), dando a ele um adjetivo: profano.

Amados, daqui a muitos anos escreverão a nossa história e a pergunta é: Como seremos lembrados? O meu desejo é que, quando falarem da nossa geração, possam falar de pessoas que viviam sob as leis do Reino. Pessoas que entenderam a orientação de Cristo: “Não será assim entre vós”.

Por, Eduardo Lenadro Alves.

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