Não deixemos de evangelizar

Orientações e incentivos à prática do evangelismo para o resgate de vidas

Não deixemos de evangelizarNosso Salvador Jesus Cristo deixou uma orientação e um mandamento registrado nas páginas do Evangelho escrito por Mateus, a saber: “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (Mateus 28.18-20). Hoje precisamos reviver de maneira mais intensa a prática do evangelismo! Precisamos relembrar que o crescimento da igreja deu-se com a realização do evangelismo, seja individual ou coletivo. É necessário despertarmos para ganhar mais vidas para Cristo. Urge a necessidade de utilizarmos os meios necessários para divulgar com mais intensidade e calor espiritual a mensagem poderosa do Evangelho de Jesus. Esse calor e paixão era um alimento constante na vida da Igreja do Primeiro Século. Vida esta que podemos acompanhar um pouco nas páginas de Atos dos Apóstolos.

Com isto quero refletir com os irmãos a respeito de alguns pontos que servirão como incentivo e despertamento para continuarmos semeando a Palavra de Deus nos corações dos que estão sem salvação até que Jesus volte para levar a Igreja para Si. É bem verdade que cada dia sempre se agrega às comunidades evangélicas pessoas novas, que ainda não têm certo conhecimento bíblico e que precisam ser orientadas quanto à prática de ganhar vidas para Jesus. Também sou consciente de que não sou nenhum expert no assunto, mais tenho um pensamento de querer ajudar.

Diante disso, exponho Jesus Cristo que é o nosso exemplo maior na prática do evangelismo, pois quando folheamos as páginas Sagradas encontramos pessoas sendo individualmente evangelizadas pelo Salvador: Bartimeu (Marcos 10.46-52), Nicodemos (João 3.1-21), Zaqueu (Lucas 19.1-10), o malfeitor na cruz (Lucas 23.39-43), o jovem rico (Mateus 19.16-30), a mulher siro-fenícia (Marcos 7.24-30), a mulher adúltera (João 8.1-11), etc.

Observemos em primeiro plano algumas qualificações necessárias que o evangelizador precisa ter para sair ao campo de trabalho:

1 – Ser convertido, ou seja, ter uma vida mudada pelo poder da Palavra (Lucas 22.32; Atos 11.21);

2 – Ter certeza de que é salvo por Jesus (Romanos 8.24);

3 – É preciso ter uma vida de bom testemunho (1 Timóteo 3.7) tanto dentro da igreja como fora dela;

4 – Conhecer a Palavra de Deus a semelhança do diácono Filipe (Atos 8.35).

Certamente, por terem essas qualificações, pessoas que um dia foram alcançadas pela salvação de Cristo expuseram suas declarações ardentes de ganhar vidas para o Senhor. Eis alguns deles: Knox: “Dá-me a Escócia senão eu morro!”; Whiterfield: “Se não queres dar-me almas, retira a minha!”; D. L. Moody: “Usa-me, então, meu Salvador, para qualquer alvo e em qualquer maneira que precisares. Aqui está meu pobre coração, uma vasilha vazia, enche-me com a Tua graça”; João Bunyan: “Na pregação não podia contentar-me sem ver o fruto do meu trabalho”; Mateus Henry: “Sinto maior gozo em ganhar uma alma para Cristo, do que em ganhar montanhas de ouro e prata, para mim mesmo”; Henrique Martyn, ajoelhado na praia da Índia, onde fora como missionário, dizia: “Aqui quero ser inteiramente gasto por Deus”; João McKenzie, ajoelhado à beira do Lossie, clamava: “Ó Senhor, manda-me para o lugar mais escuro da terra!”; João Hunt, missionário entre os antropólogos, nas ilhas de Fidji, no leito de morte, orava: “Senhor, salva Fidji, salva Fidji, salva este povo. Ó Senhor, tem misericórdia de Fidji, salva Fidji!”; Prayng Hyde, missionário na Índia, suplicava: “Ó Deus, dá-me almas ou morrerei!”; John Wesley, nas noites mais frias ficava prostrado no chão, chorando e lutando com o Senhor, por seu povo. Quando sua esposa implorava que explicasse a razão de sua ânsia, respondia: “Tenho que dar conta de três mil almas e não sei como estão”; Davi Stoner, perto de partir para a eternidade levantou-se da cama e clamou: “Ó Senhor, salva pecadores! Sava-os as centenas e salva-os aos milhares!”; Aleine era insaciavelmente desejoso de conversão de almas, e para este fim derramava seu coração em oração e pregação. Que Deus faça arder esta chama no coração de cada crente da atualidade!

Em segundo plano vejamos quando devemos evangelizar. Acaso as Escrituras nos oferecem esclarecimentos sobre este quesito? Basta somente folhearmos as suas páginas para vermos as seguintes declarações: Agora (2 Coríntios 6.2); a tempo e fora de tempo (2 Timóteo 4.2); quer ouçam quer deixem de ouvir (Ezequiel 2.5); de madrugada (Mateus 20.1); de manhã (Mateus 20.3) – hora terceira: 9h; na hora do almoço (Mateus 20.5) – hora sexta e nona: 12h e 15h; à tarde (Mateus 20.6) – hora undécima: 17h; à noite (Atos 16.29-33); hoje (Hebreus 3.15). Com isto precisamos: mostrar urgentemente que toda a humanidade é pecadora (Romanos 3.23); convencer o perdido que ele sem Jesus encontra-se condenado a morte (Romanos 5.12; 6.23); esclarecer que existe uma condenação eterna (Apocalipse 20.14, 15); focalizar a providência divina em enviar Jesus (João 3.16); declarar ao perdido que ele precisa ser salvo (Atos 16.31; Romanos 10. 9, 10); mostrar que somente aqui pode adquirir a salvação (Hebreus 9.27; Lucas 16.26); e narrar o que Deus faz na vida do pecador arrependido (1 João 1.9; 1 Pedro 1.18, 19; Romanos 5.1, 9; Efésios 1.7).

Outras verdades sejam ditas: Quantas desculpas são dadas para não evangelizar?! Deixo aqui apenas cinco delas mais comuns: “Não sei falar”; “Estou muito cansado”; “Estou muito ocupado”; “Não tenho tempo”; e “Não tenho capacidade”. Agora, se cada cristão colocasse em sua cabeça as bênçãos que resultam da evangelização, certamente não perderiam tempo. Pois o crescimento da obra de Deus e o estímulo a outros irmãos são evidências claras de uma igreja que não se deixa levar pelas desculpas citadas e até de outras que não foram aqui listadas. Agora, também não podemos deixar de ver outra realidade. A existência de alguns obstáculos para desempenhar a evangelização, a saber: o medo de ser tomado como fanático, a frieza de coração e a falta de instrução tendo assim pouco conhecimento bíblico. Estes tem sido verdadeiros obstáculos na vida de alguns cristãos. Mas Jesus está pronto a ajudar e capacitar pelo Seu Eterno Espírito Santo a todos que O buscam para realizar a obra de evangelização onde mora.

Rogo a Deus que faça de cada cristão deste tempo um ganhador de almas! Tenho percebido que um sentimento de despertamento tem se apoderado de muitos líderes e igrejas pelos noticiários que tenho lido. Certamente o Dono da Seara está trabalhando nos corações, pois Sua volta está próxima e é preciso ganharmos muitas almas para Cristo. Para finalizar nossa reflexão, registro aqui que não basta somente ganharmos vidas para Cristo, mas sim, também realizar a integração dos novos conversos para que fiquem bem acomodados no novo ambiente em que adentraram. Notifico exemplos de personagens que foram integrados, ou seja, discipulados, a saber: os 12 discípulos, que foram convocados e ensinados por Jesus acerca do Reino de Deus, para depois saírem a pregar o Evangelho (Marcos 3.14);

Ananias foi responsável para instruir a Saulo nos seus primeiros dias de fé cristã (Atos 9.17), seguido de Barnabé (Atos 9.26, 27); Paulo incutiu na mente e no coração de Timóteo as coisas de Deus (1 Coríntios 4.17), bem como se preocupava com os novos convertidos ganhos por ele em suas viagens missionárias querendo que eles crescessem em Cristo sadiamente (1 Tessalonicenses 2.8; 3.10; Colossenses 1.28). Ora, quando os novos convertidos são instruídos corretamente pela Palavra de Deus temos a certeza de que poderão ajudar outros a crescerem em Cristo (2 Timóteo 2.2).

Por, Silvio Vinicius Martins.

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