Nesse caso, como explicar o livre-arbítrio?

Como entender o conteúdo de Salmos 141.3-10 (“Põe, ó Senhor, um guarda à porta de minha boca”), se o ser humano é dotado de livre-arbítrio?

Nesse caso, como explicar o livre-arbítrioOs Salmos de Davi, de número 139 a 143, Davi apresenta a onisciência e a onipotência de Deus, bem como as suas dificuldades, e pedindo ajuda para vencer.

A pergunta do leitor traz a preocupação a respeito do Salmo 141, em forma de oração de Davi pedindo por santificação e proteção e o livre-arbítrio.

O livre arbítrio, em rápidas palavras, quer dizer; juízo livre, e é a capacidade das pessoas, em suas escolhas, entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, moral e imoral etc., de acordo com as suas convicções, conscientemente e sem interferência de outras pessoas.

No salmo em apreço, verifica-se como Davi ora ao Senhor pedindo que a sua oração suba como incenso suave, valioso e agradável perante Deus. Exercendo o seu livre-arbítrio, orou a Deus que lhe ajudasse: “Põe, ó Senhor, um guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios” (Salmos 141.3 – Almeida Revista e Corrigida); “Ó Senhor, controla a minha boca e não me deixes falar o que não devo” (Salmos 141.3 – Nova Tradução na Linguagem de Hoje).

Sabedor que o homem, por mais que se esforce, tem dificuldade de dominar a sua própria natureza, ele pede a Deus que o ajude em se manter justo diante do povo, principalmente no cuidado ao falar. Nos ensinamentos de Tiago 3.5, nos é lembrado que a língua é um pequeno membro, mas pode incendiar um grande bosque Davi roga a Deus para que não siga o caminho dos ímpios, retratados no Salmo de número 140, versos 2-5, para não se tornar uma pessoa maldizente, rancorosa, vingativa e que pratique o mal (v. 6), mas que de seus lábios exalassem a sabedoria e boas palavras que edificassem as pessoas. Também pede ao Senhor, para ser sábio e receber a correção do justo (v. 5), sabendo de seus benefícios; “Ouvi filhos, a correção do pai e estai atentos para conhecerdes a prudência” (provérbios 4.1); “apega-te a correção e não a largues: guarda-a porque ela é tua vida” (Provérbios 4.13); em face de quem não as ouvem, caíram em ruína (Salmo 1.5-6).

Davi reconhece que deveria guardar os seus lábios, para não dizer alguma palavra que seus inimigos pudessem usar contra ele. Nada melhor do que pedir a Deus sabiamente, que lhe ajudasse a manter seus lábios “fechados” sem dizer qualquer palavra má, mesmo em momento de perseguição e sofrimento, para não dar oportunidade aos seus inimigos de prevalecer contra ele.

A conclusão do exposto acima é: não existe qualquer conflito entre a oração de Davi no salmo 141 e o livre-arbítrio, porque oração é um dos exercícios do livre-arbítrio.

Por, Marcos Liba de Almeida.

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