Nasce a Associação de Juristas Evangélicos

Frente Parlamentar Evangélica apoia juristas na criação de entidade

anajure-deputados-homenagemDurante uma cerimônia oficial no Auditório Freitas Nobre, no Congresso Nacional, em Brasília, realizada em 29 de novembro de 2012, foi oficialmente criada a associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure). O evento contou com a presença de juristas de todo o Brasil, parlamentares da Frente Parlamentar Evangélica e presidentes de diversas instituições nacionais.

A Anajure foi criada com o objetivo de defender as liberdades civis fundamentais, tais como a liberdade religiosa e de expressão, e de lutar contra a elaboração de políticas públicas e projetos de lei que atuem na desconstrução dos valores dos cristãos. E ela já chega com uma grande missão: impedir a aprovação do atual projeto de reforma do Código Penal, que aconteceria em 2012, mas, por pressão evangélica, foi adiada, pois contém uma série de questões que limitam as liberdades civis fundamentais e promovem valores anticristãos e atentatórios à dignidade da pessoa humana, como é o caso da liberação das drogas, do aborto e da eutanásia.

Segundo o Dr. Uziel Santana, presidente da Anajure, jurista, conferencista, professor efetivo da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e professor visitante da Facultad de Derecho da Universidad de Buenos Aires, a associação tem planos também de enfrentar, por meio de uma atuação sistemática, problemas decorrentes de nossa estrutura socioeconômica, como a prostituição e a violência infanto-juvenil, bem como a corrupção, que desvia vultuosas somas de projetos de interesse público para outros particulares ou escusos. “Não mediremos esforços para proteger nossas crianças e adolescentes do chamado ‘turismo sexual’, especialmente nesse contexto da Copa do Mundo e Olimpíadas. Do mesmo modo, desenvolveremos um programa de tolerância zero contra a corrupção, tendo em vista as vultuosas somas de dinheiro e interesses que estão circulando no país por conta desses dois eventos”, adianta Santana.

A Associação também apresentará propostas políticas públicas ao governo em níveis federal, estadual e municipal que visam ao fortalecimento do sistema de liberdades civis fundamentais.

O recente julgamento do mensalão deu aos brasileiros a esperança de que a impunidade finalmente será combatida no país. Qual poderia ser a contribuição dos juristas cristãos nesse processo? De acordo com a associação, a Anajure almeja contribuir no combate à corrupção no país.

“Além de uma bandeira de relevância significativa, é uma das nossas diretrizes programáticas de caráter peremptório. Isto é: entendemos que, num país em que os índices de corrupção institucional são dos maiores do mundo, nós, enquanto evangélicos, precisamos contribuir significativamente para que essa realidade mude”, esclarece o jurista Abner Apolinário da Silva, da Assembleia de Deus em Recife (PE). Outro assembleiano da Anajure é o presbítero Valmir Nascimento, da Assembleia de Deus em Cuiabá (MT), que faz parte da diretoria da Anajure.

O pastor e teólogo Russel Shedd, um dos líderes eclesiásticos do Conselho Consultivo, enfatiza: “Se, por um lado, se fala que no Brasil temos mais de 40 milhões de evangélicos, por outro lado, infelizmente, parece que não temos influenciado em todos os segmentos sociais como deveríamos, porque, por exemplo, nos últimos anos, inclusive com a participação política de grupos evangélicos, a corrupção, efetivamente, tem crescido em nossos país”.

De acordo com a entidade, nesse sentido, a Anajure buscará parcerias com as várias denominações evangélicas para, juntos lutar internamente contra essa realidade. Ele informou ainda que, além disso, pensando na conjuntura brasileira, a Anajure, na reunião do seu Conselho Diretivo Nacional, ocorrida no dia 29 de novembro de 2012, em Brasília, já aprovou o projeto da entidade para combater a corrupção e promover a fiscalização dos recursos públicos no tocante aos eventos Copa do Mundo e Olimpíadas que serão realizados no Brasil.

De acordo com seus participantes, a Anajure tem articulações com a Magistratura e o Ministério Público. “Graças a Deus, já de início, a Anajure tem tido um respaldo institucional muito grande, seja no Brasil, seja no exterior. Assim, tudo isso está nos fazendo sermos vistos por instituições nacionais – como o Ministério Público e a Magistratura – como uma excelente oportunidade de realizarmos parcerias para lutar pelos princípios do Estado Democrático de Direito e pelo combate de males estruturais e conjunturais da nação brasileira, como a corrupção e a violência sexual de menores”, atesta Abner Apolinário.

Ele relata também que, por isso mesmo, em seus quadros, a Anajure conta com membros do Ministério Público e do Poder Judiciário. “Dentro das ações programáticas que já estamos a implantar para 2013, está previsto a ação em parcerias com associações de membros do Ministério Público, da Magistratura e da Advocacia para lutar pelas bandeiras institucionais da Anajure. Um exemplo, nesse sentido, é o trabalho que vamos desenvolver em parceria com o Programa Proteger (Prevenção da Violência e da Criminalidade Infanto-juvenil), que é liderado pelo Procurador Regional da República, o Doutor Guilherme Schelb, que é membro do Conselho Diretivo Nacional da Anajure. Vamos, através dessa parceria, lutar contra o chamado ‘turismo sexual de menores’, especialmente nesse contexto de Copa do Mundo e Olimpíadas”, finaliza o Juiz Abner.

Por, Gilda Júlio

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