Mesmo ainda sendo pecadores

Mesmo ainda sendo pecadoresA Bíblia Sagrada diz que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). Assim, ao expressar Seu amor para com a humanidade, Deus nos alcança com a Sua Salvação.

A respeito da ação de Deus em nosso favor, é importante nos atermos a um detalhe: a morte de Jesus, em resgate as nossas vidas, não se deu por ato meritório nosso, pois não merecemos. Isto se chama Graça. A morte de Jesus se deu muito antes de termos entendimento e conseguirmos dar demonstração de que em nós havia obras de bondade. Se é que há bondade em nós.

O amor de Deus nos alcançou, estando nós em nossos delitos e pecados (Efésios 2.1). O apóstolo Paulo, além do que disse aos irmãos de Éfeso, acima citado, falou aos Romanos, no capítulo 5, versículo 8: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”. Éramos pecadores antes de Deus nos alcançar, mas não deixamos de ser porque Ele nos alcançou. Sim, ainda somos pecadores. A diferença entre como estávamos antes e como estamos hoje, se dá ao fato de que se o amor de Deus nos alcançou quando nem dEle ainda havíamos ouvido falar, “logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu [de Jesus] sangue, seremos por ele salvos da ira” (Romanos 5.9). Continua o apóstolo Paulo: “Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Romanos 5.10).

O apóstolo João, a respeito de sermos pecadores e termos pecado, escreve: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós”; “Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1 João 1.8; 10).

O pecado traz consequências nefastas. A maior delas é a condenação eterna. A impossibilidade de entrar no Céu. Lemos em Apocalipse 22.15: “Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira”.

Aos Coríntios, escreveu o apóstolo Paulo: “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Coríntios 6.9, 10). Já aos Gálatas, escreveu o apóstolo dos gentios: “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gálatas 5.19-21).

Se ainda somos pecadores e temos alguma prática das listadas nos versículos acima, como fica nossa situação? Sobre isso, diz o apóstolo João: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (1 João 1.9). Por sermos ainda pecadores, estamos sujeitos a falhas. Aconselhável é que fujamos das práticas pecaminosas e não nos acomodemos com o pecado. O conselho de Deus, também por meio do apóstolo João, é: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo”. Assim como aconselhou à mulher pega no ato de adultério, o Senhor continua aconselhando. “Vai-te e não peques mais” (João 8.11).

Ainda somos pecadores, mas Jesus nos tem perdoado os pecados. Glória, pois ao nome dEle por tão grande amor.

Francisco Edilberto da Silva.

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