Jesus proibiu todo tipo de juramento?

A ordenança bíblica de Mateus 5.33-37 inclui todo tipo de juramento?

Jesus proibiu todo tipo de juramentoJurar é fazer afirmação ou promessa solene em que se invoca por testemunho coisa ou entidade tida como sagrada. O cristão é um cidadão envolvido nas diversas atividades da vida humana, e pode deparar-se com a necessidade de fazer juramentos: jurar à bandeira da pátria, ao alistar-se para as forças armadas; fazer o Juramento de Hipócrates, ao formar-se em Medicina, comprometendo-se em salvar vidas, ou mesmo fazer juramento em tribunais, prometendo falar a verdade ao testemunhar em algum caso.

Jesus disse aos Seus discípulos que não fizessem juramentos (Mateus 5.33-37), citando a Lei mosaica (Levíticos 19.11,12), que proibia jurar em falso em nome do Senhor. Tiago também diz o mesmo (Tiago 5.12).

A Bíblia, então, proíbe os cristãos de fazer qualquer juramento? Não, pois ela mesma mostra que Deus jurou, e ordena que sejamos seus imitadores. Ele jurou por si mesmo que abençoaria Abraão (Hebreus 6.13-20). Os homens juram por um Ser que lhes é superior, que possui a onisciência para conhecer a pessoa falsa e poder e justiça para puni-la. Deus jura para demonstrar a veracidade da Sua palavra. O Senhor Jesus, quando foi submetido a um juramento e interrogado pelo sumo sacerdote também fez um juramento (Mateus 26.63).

O que Jesus proibiu foi o juramento falso e sem propósito, Ele mostrou que toda palavra falada deve ser verdadeira, tendo Deus como testemunha. Os fariseus faziam juramentos frívolos e evasivos, e pregavam que certos juramentos (que envolviam o nome de Deus) deveriam ser cumpridos; outros não (Mateus 23.16,17). Para eles, não haveria problemas que alguém não cumprisse a sua palavra, desde que não jurasse em nome do Senhor.

O cristão, porém, deve viver com tamanha transparência em sua vida a ponto de não precisar de juramentos para confirmar o que diz. Jesus não proíbe que se façam juramentos, mas quer que o cristão fale apenas juramentos, desaparecendo a diferença entre jurar e não jurar. Ou seja, Cristo afirma que toda palavra deve ser cumprida, como se fosse um juramento solene. Deus está presente em todo momento, e não podemos excluí-lo de nada!

Neste mundo de desonestidade, a palavra do cristão deve ser inteiramente confiável, podendo ser confirmada com juramento. Jesus condena o juramento improcedente, desnecessário e hipócrita. O juramento deve ter sempre um caráter solene e ser prestado sempre em ocasiões próprias com tremor e temor diante de Deus (Êxodo 20.7).

O cristão deve falar a verdade, sempre! Deve levar a sério os votos que fez no namoro, noivado e casamento. Se o cristão prometeu algo a alguém, deve cumpri-lo. Se ele comprou, pediu emprestado ou deu a sua palavra, deve pagar o que é devido! O crente não é obrigado a se comprometer, mas é obrigado a cumprir o que prometeu. Deve ser transparente e falar sabendo que Deus está ouvindo, sem que isso seja um peso, mas um conforto. Que todas as palavras proferidas por um cristão possam ser seguidas por um “amém”!

Por, Carlos Kléber Maia.

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