Jesus: a solução para o mundo em crise

Jesus - a solução para o mundo em criseFaltavam algumas horas para encerrar o expediente, e o relógio arrastava-se tempo adentro. A tarde revelava-se monótona, e a rotina pesava mais que o normal. Sentia a necessidade de fazer algo para recobrar o ânimo. Absorto neste profundo estado de ânimo eu pensei: “O museu! Vou até lá ver como estão as coisas”.

Acredito que você deve estar confuso e a perguntar: “O que essa narrativa tem a ver comigo?”. Eu vou ajudá-lo a compreender melhor essa história, mas para tanto devo fazer algumas observações. Eu trabalho em uma faculdade teológica chamada Faetad, cujas instalações encontram-se no interior do estado de São Paulo. Neste momento, estamos empenhados na organização de um memorial para contar a trajetória de nossa instituição, além da biografia e ministério de nosso fundador, o saudoso missionário norte-americano Bernhard Johnson. Voltando ao caso…

Levantei-me da cadeira e dirigi-me à fonte das águas. Subir as escadas foi fácil, mesmo com o calor do verão. Venci o corredor e finalmente cheguei à porta do local onde será o espaço de memória. Pelo fato de o museu ainda não estar pronto, o acervo está distribuído entre as prateleiras e expositores para ser catalogado. “Fotos! É disso que eu preciso!” E contemplei centenas, com certeza aquele material animaria o meu coração – eu apenas não sabia o quanto. Revirei alguns álbuns, encontrei uma imagem forte, tão poderosa quanto deve ter sido a noite em que se fez aquela fotografia. Sobre um alto palanque, estava um norte-americano de cabelos claros, óculos de lentes grandes, terno alinhado e postura elegante. Ele segurava um microfone prateado e fino em uma das mãos, e com a outra apontava com autoridade, dedo em riste. Atrás dele, numa faixa branca, uma frase em letras garrafais dizia “Jesus Cristo, a solução para o mundo em crise”.

Aquela noite ficou perdida nos anos 1970. O evento deve estar na memória de milhares de pessoas que o acompanharam. O ministrante da Palavra de Deus foi o missionário Bernhard Johnson. Mas aquela frase, a mensagem sobre o Cristo, não se acha retida no tempo ou confinada em lembranças; a mensagem daquela noite não morreu como seu divulgador. Aquele sermão permanece vivo e atual, porque o mundo ainda está em crise, e necessita do mesmo Cristo, mas nega-se da mesma forma a aceitá-lO.

Como ainda seria oportuna uma frase de mais de 40 anos? Fácil: o homem continua preso às mesmas necessidades e anseios. O mundo não foi transformado; apenas mudou. E os seres humanos permanecem iguais. Os automóveis estão diferentes, mas os motoristas cometem as mesmas falhas. Os televisores estão irreconhecíveis, mas as notícias repetem-se infinitamente. Falar com alguém distante de nós é fácil como nunca, os assuntos, porém, são os de sempre. Ainda vivemos os mesmos dramas e desapontamentos, iguais tristezas e traumas, semelhantes desatinos e dores.

Ao contemplar as fotos daquela cruzada evangelística, pude perceber no rosto daquelas pessoas o desespero e a fome de esperança. Os seus rostos mostravam a confusão de quem acredita que a vida está perdida para sempre, mas, repentinamente, se depara com a solução para sua crise espiritual, pessoal, familiar ou financeira. O olhar é de quem suspeita que a promessa de perdão e restauração é boa demais para ser verdadeira. Mas sinto-me incapaz de culpar aquelas pessoas, não as censuro por sua desconfiança. Em seu lugar, eu sentiria o mesmo, também questionaria se Cristo era tudo o que se dizia dEle. Afinal, como Jesus poderia solucionar as crises, todas elas, de todo o mundo?

Essa é outra pergunta de resposta fácil: as crises não são o problema, elas são os sintomas. Presságios de algo muito maior, mais sério e destrutivo chamado pecado. O que Cristo faz não é aliviar a crise; isso, qualquer político bem intencionado pode fazer. Jesus soluciona o problema do pecado; isso não pode ser tratado por homem religioso qualquer, e é justamente o pecado que provoca todas as crises que assolam a humanidade. O orgulho afasta as pessoas, a ira leva à violência, a ganância conduz à criminalidade, a injustiça promove a corrupção. Um abismo chama outro, um pecado trás consigo outro, e as crises se acumulam enquanto o homem sofre, desespera-se e morre. A solução? Jesus Cristo!

Você não é diferente de mim. E não somos diferentes das pessoas que viveram 50 ou 100 anos antes de nós. Pertencemos a mesma raça humana que habita este mundo, afastados do mesmo Deus, vitimados pelo mesmo pecado. Para todos nós a solução é a mesma, Jesus. Por isso é tão amplo, e ao mesmo tempo tão preciso, o versículo mais importante da Bíblia: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). Agora mesmo, onde você estiver, faça esta oração: “Senhor Jesus, eu te confesso como o solucionador de crises. Eu te aceito como o salvador da minha vida. Eu te recebo como meu Deus”. Ore e creia que Jesus Cristo ainda é a solução para o mundo em crise.

Por, Gunar Berg.

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