Israel: herança de Deus

Israel - herança de DeusO World Israel News Staff anunciou no último dia 8 de julho o resultado da pesquisa publicada pela US News and World Report no dia anterior, que classificou Israel como o oitavo país mais poderoso do mundo. O trabalho avaliou 80 países e envolveu 21 mil pessoas que consideraram a influência da nação, o poder político, o poder econômico e o poder militar. Na subárea do poder político foram levados em conta, entre outros aspectos, a influência política, as alianças internacionais e as alianças militares. Os atributos alinharam os países pesquisados e com melhores resultados da seguinte maneira: em primeiro lugar, os EUA, seguidos da Rússia, China, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Japão e Israel.

O resultado, se não chega a causar espanto, ao menos reafirma a presença israelense na cena mundial numa posição de destaque, apesar das críticas e dos ataques violentos aos quais é continuamente submetido. Para não alongar nossa exemplificação, basta citar os já 289 foguetes e morteiros lançados somente neste ano desde a Faixa de Gaza, número que, infelizmente, tende a estar desatualizado quando da publicação deste periódico. Somente no início de junho, o Hamas disparou 45 foguetes contra alvos civis na região sul de Israel. Ataque recente de 12 foguetes atingiu as regiões de Siderot, Sha’arHaNeguev, HofAshkelon e seu entorno. A população de Gaza continua sofrendo nas mãos do grupo terrorista que força mulheres e crianças a permanecerem na linha de frente de inúmeros confrontos na dupla expectativa, tanto de serem vistos como grupo minoritário diante da força ‘desproporcional’ dos ataques do exército de Israel, quanto de não sofrerem represálias pelo cuidado que essas mesmas forças têm em se tratando de inocentes. Várias fontes internacionais perguntam onde estão, nesse momento, as organizações de proteção aos direitos das crianças diante do vergonhoso uso como escudos humanos a que são submetidas.

Também vergonhosas são as cenas montadas para alimentar a mídia antissemita. Dois jovens correm, enquanto carregam, numa tosca armação a título de maca, um companheiro ferido. Passada a filmagem, levanta-se o ‘ferido’, seguem os ‘artistas’ e a cena se desfaz. Em outro ponto, alguém atira contra as forças israelenses. Sai o atirador e assume seu lugar um menino portando uma pedra. Alguns ‘artistas’ são voluntários. Outros recebem pelo papel representado. Sem serem averiguadas, as imagens ganham mundo e excitam a opinião pública. Ordens são dadas a partir de organismos internacionais – todas contra Israel.

Apesar disso, repetimos, a nação prossegue segundo os propósitos de Deus para sua existência. Prossegue porque pertence a Ele e Ele determinou que Israel vive e viverá. Israel é Sua herança, termo que Emílio Conde explica em seu Tesouro de Conhecimentos Bíblicos (CPAD), lembrando que, além do sentido de patrimônio, “há também o sentido religioso da herança, em que o termo não se refere apenas à posse em razão de herança, mas também à posse de qualquer título. Israel herda Canaã, que é propriedade de ‘Yahweh’ (Josué 22.19; 2 Crônicas 20.11). Canaã e o povo de Israel são chamados herança do Senhor, não porque Ele os tivesse recebido de outrem, mas para exprimir a propriedade permanente, o direito bem fundamentado, e os cuidados que esta propriedade traz consigo (Êxodo 15.17; Deuteronômio 9.26, 29; 1 Samuel 26.19; 2 Samuel 21.3)”. O autor salienta que esse sentido espiritual também deve ser aplicado a textos como o Salmo 127.3, onde lemos que “os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão”. O versículo não deixa dúvidas – os filhos não são herança dos pais, mas de Deus. A prática de acrescentar ao versículo termos que mudam seu sentido não encontra base bíblica. Alguns querem que os filhos sejam “herança da parte do Senhor”, mas não é esse o sentido original. Os filhos são de Deus. A descendência humana pertence ao Criador. As crianças, de todas as nações, são dEle. Ainda que haja bênção e galardão em tê-los, e mesmo proteção contra os inimigos à porta, os pais prestarão contas por eles diante de seu legítimo proprietário, que é o Senhor.

Sendo que não apenas Israel, como uma particular herança e menina de Seus olhos, mas todas as almas de todos os homens de todos os povos pertencem a Deus, que herança pode possuir o homem? Podemos herdar o bem, a glória, a Lei (Salmo 119.111) e até o próprio Deus (Números 18.20; Salmo 16.5). Os levitas herdaram o sacerdócio; a condenação é a herança dos ímpios. Alguém pode, até mesmo, candidatar-se a ser herdeiro do vento (Provérbios 11.29), contanto que transtorne sua própria casa. Há, contudo, outra herança, muito bem descrita pelo mesmo Emílio Conde: “Se o testamento feito por um homem não pode ser anulado, muito menos o será o pacto que Jesus Cristo fez em nosso favor, isto é, em favor de todos os homens, quando assinou com o próprio sangue, o documento que nos garante a herança eterna, que é a salvação. Se a lei exige a necessidade da morte do testador, para somente depois se permitir a posse da herança, diremos que o nosso testador Jesus Cristo já cumpriu essa exigência, de modo que o seu testamento tem força, porque houve morte. Portanto, a nossa herança está no Céu, reservada, à espera da nossa presença ali”. Esse “bem escatológico” tem como penhor o Espírito Santo, o que constitui garantia irrefutável.

Guardada a herança do homem, temamos diante daquela que pertence a Deus e que está debaixo de Seus cuidados. Israel tem dono e, não nos deixemos enganar, cada menino ou menina, nascido desse ou daquele lado das fronteiras que delimitam as nações também tem possuidor. Defraudar, manipular ou ‘fazer desviar do caminho’ a um desses pequeninos constitui violação do direito de propriedade, cujo título está gravado na imagem e semelhança que cada homem traz em si mesmo.

A fé guardada em nossos corações nos faz crer e esperar o progresso de Israel mesmo diante das adversidades. Guardamos a mesma fé no tocante ao resgate de uma geração que foi ensinada a odiar seus irmãos. Cremos contra as circunstâncias que haverá de se erguer em Gaza um exército de homens e mulheres, hoje crianças, que amarão ao Eterno, achegar-se-ão a Ele e amarão Israel. As fronteiras não conterão a profusão de abraços e o som que se ouvirá haverá de ser o de risos e de louvores ao Criador. Uma nação não levantará mais a espada contra outra nação e os povos não aprenderão mais a guerra, conforme disse o profeta Isaías. E Deus alegrar-se-á com Sua herança.

Por, Sara Alice Cavalcanti.

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