Israel e a Cúpula de Glória

Israel e a Cúpula de GlóriaA força de Israel estará aumentada em breve. Um novo esquadrão de jatos F-35 será incorporado à sua Força Aérea a partir de 2019. No total de 19 unidades, os aviões apresentam um passo adiante na tecnologia dos F-16I. Dentre eles está o Lockheed Martin F-35, considerado um dos aviões mais poderosos e capazes em produção no mundo, um destaque entre aqueles que foram fabricados para usar toda a sua estrutura e eletrônica com o objetivo de fornecer aos pilotos uma imagem mais precisa e completa do campo de batalha. São todos eles jatos que incorporam dispositivos de monitoramento que os capacita a dar apoio aéreo aproximado, realizar voos a qualquer tempo, dentro e fora de alcance visual, pois cada aeronave possui sistemas que as fazem passar despercebidas diante de qualquer inimigo. A incorporação de tecnologias outrora muito caras é um investimento de defesa e de ataque que propicia um boa margem de vantagem nas missões futuras. Assim se garantirá um futuro de segurança para a nação? Ora, se a força de um povo dependesse de seu desenvolvimento bélico, então ratificaríamos a primeira declaração feita, de que ela está sendo criteriosamente aumentada.

A força de Israel, no entanto, não pode ser medida em instrumentos de guerra. Aliás, a expressão é encontrada em 1 Samuel 15.29, onde lemos: “E também aquele que é a FORÇA DE ISRAEL não mente nem se arrepende, porquanto não é homem para que se arrependa.”. A palavra “força”, no texto, corresponde ao termo netsach (lê-se ‘netsarr’) e significa objetivo, rumo, esplendor, glória do Ser eterno e verdadeiro no qual não há mentira ou mudança. A fonte de Israel que o capacita e sustenta nos combates é, de acordo com a Palavra, de ordem superior, sobrenatural. Elohim é o objetivo, o rumo, o esplendor e a glória de Seu povo. Quanto à força do homem, ela é bem representada, dentre outros muitos termos, pela expressão chayl (lê-se ‘rrail’), como no Salmo 18, palavras de Davi: “Deus é o que me cinge de força e aperfeiçoa o meu caminho”. Depois de ter sido livre de muitos inimigos, o rei atribui ao Eterno a gratidão de um coração reconhecido e dependente. Chayl, ou seja, força para guerrear, capacidade para julgar, justiça para proceder, virtuosidade de caráter, influência financeira, influência numérica, influência militar – todas essas coisas vêm do Alto. A força do homem é deixar-se cingir de força oriunda de Deus. Assim como os filactérios são colocados no braço mais fraco, para que a fraqueza seja revestida de capacitação celestial, o fraco pode, com a ajuda de seu Deus proclamar: “Forte sou!”.

Escrevo enquanto a França está atônita pelo recente ato de terrorismo que fulminou 12 jornalistas, dentre eles um judeu internacionalmente conhecido. Os autores do atentado foram parabenizados pelos dirigentes da Al Qaeda e pelo movimento autodenominado Estado Islâmico. Esse último tem recrutado jovens de todos os países através das redes sociais para comporem o movimento, muito embora, conforme análise de Joe Boyle, “quase todos os políticos, especialistas e comentaristas têm sido claros em uma coisa – o Estado Islâmico não é um Estado – o Estado Islâmico é uma organização terrorista”. Para se ter um exemplo da relação de países árabes com o grupo, basta dizer que o governo do Iraque pediu, formalmente, ajuda às nações para enfrentá-lo. Para o analista para assuntos de diplomacia Jonathan Marcus, o “Oriente Médio deverá dominar a agenda dos últimos anos” do presidente dos Estados Unidos. Para ele, o “mosaico de catástrofes e crises deverá deixar Barack Obama ocupado em grande parte dos seus anos finais na Casa Branca”, especialmente por causa do citado grupo que já ocupa, atualmente, uma grande faixa dos territórios da Síria e do Iraque. O presidente da Síria, Bashar al-Assad, não pediu ajuda às nações nem consentiu com ataques aéreos no espaço sob controle de Damasco. Hoje, o país, ainda que membro da ONU e possuidor de fronteiras definidas, tem o seu governo deslegitimado pelo Ocidente e é considerado sem condições de proteger seu território.

Enquanto as fronteiras sofrem tal nível de turbulências, Israel parece confiar em seu kipat barzel, ou cúpula de ferro. O sistema de defesa antiaérea, desenvolvido pela empresa israelense Rafael Advanced Defense Systems para interceptar e destruir mísseis de curto alcance e bombas de distâncias que vão de 4 a 70 metros, foi implantado em 27 de março de 2011, na cidade de Beersheva, e é considerado o mais eficaz e o mais testado (mais de 400 interceptações em apenas um ano) escudo antimísseis que o mundo já viu.

Quando o homem judeu cobre-se com o seu kipah, declara silenciosa mas visivelmente sua dependência da proteção dO que está assentado acima da cúpula celestial. Trazendo a abóbada para a sua fronte, o filho de Abraão deve sujeitar, mesmo a mais avançada tecnologia à soberana vontade do Eterno. Ele, somente Ele, conhece e sabe medir a força e a fragilidade de cada nação ou pessoa. Somente Ele pode guardar. Não é na chayl humana que descansa o povo forte, mas na netsach infalível do Senhor.

Por, Sara Alice Cavalcanti.

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