Israel: Deus na história do povo

Israel - Deus na história do povoA história do povo hebreu esta testificada na Bíblia, sendo esta a fonte de informações mais atuais e realistas. Quanto mais avança a narrativa desse povo, mais a existência de Deus é comprovada e a Sua palavra adquire força contextual, espiritual e social, sem precisar de muitas provas arqueológicas. A história é contada paulatinamente a partir do livro de Genesis. Veja que depois do dilúvio, Deus começa uma nova ação num ponto da história, num homem. E, sob a ação de Deus, a História, antes pecado crescente, faz-se agora salvação crescente. O ilustrado do livro é a história de Abraão, o princípio deste povo está em Sem, pai dos povos Semitas. Sem teve por filhos: Elam, origem dos islamitas; Assur, origem dos assírios; Arfaxade, origem dos caldeus; Arfaxade gerou a Heber, origem da nomenclatura hebreia, e também seu fundador; da descendência de Heber veio Tera, pai de Abraão, que abandonou sua cidade natal Ur dos Caldeus. Na época, Ur era uma importante cidade do mundo antigo. Arqueólogos descobriram evidencia de uma importante civilização naquele local, nos dias de Abraão. A cidade mantinha um vasto comércio com seus vizinhos e possuía uma grande biblioteca. Tendo crescido em Ur, provavelmente Abraão foi um homem bem instruído. Entretanto, Tera decidiu deixar a cidade e com sua família desceu em direção ao Sul pelas margens do Eufrates. O desejo era chegar em Canaã, mas estabeleceu-se em Harã, talvez pela saúde e idade avançada, porém, isso não mudou o chamado de Abraão, pelo contrario ele percebeu que a vontade de Deus pode acontecer por etapas. Deus agiu na história desse povo para que Tera fizesse esse período de transição na vida de Abraão e o deixasse mais perto da terra prometida.

Abraão recebeu um chamado de Deus (Gênesis 12.1) e partiu com sua esposa, e seus servos; eles foram para Canaã e andaram pela banda do Sul, todavia esta região foi castigada pela fome (Gênesis 12.10); então Abraão retirou-se com sua caravana para o Egito, onde permaneceram por um breve período, pois ali havia alimento. Assim, ao sair do Egito, Ló e Abraão separaram-se. Ló instalou-se na campina do rio Jordão, mais tarde fixou-se na região de Sodoma.

Abraão voltou para Canaã, onde recebeu uma revelação de Deus: “E disse o Senhor a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta agora os teus olhos, e olha desde o lugar onde estás, para o lado do norte, e do sul, e do oriente, e do ocidente; porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre” (Gênesis 13.14-15). Mais tarde mudou-se para os carvalhais de Manre, região de Hebrom, e levantou um altar a Deus. Abraão não possuía descendente, pois Sara era estéril, assim ofereceu a Abraão sua escrava egípcia, Agar, para que com ela viesse a ter descendentes; nasceu Ismael. Porém, como foi prometido por Deus a Abraão, mesmo em idade muito avançada ele gera com sua esposa Sara um filho ao qual chama de Isaque, que se casa com Rebeca, sobrinha de Sara, e têm dois filhos, os gêmeos Esaú e Jacó (Gênesis 25.24).

Jacó rumou para o Egito (Gênesis 36.26) com sessenta e seis pessoas, com a família de José que lá estava dava setenta pessoas ao todo. Mais de quatrocentos anos se passaram e Faraó escraviza o povo. O Livro de Êxodo conta a opressão e milagrosa libertação por Deus através da liderança carismática de Moisés, o grande Legislador que iria levar esse povo a conquistar de volta a terra de Abraão, Isaque e Jacó. Então ele os guiou através do Mar Vermelho ao monte Sinai, onde fizeram um pacto particular com Deus o qual outorgou por intermédio de Moisés a Lei: A Legislação Moral, Civil e Religiosa.

Após a morte de Moisés, os hebreus chegaram à terra prometida e, sob a liderança militar de Josué, conquistaram parte de Canaã. Nessa época, o povo hebreu estava dividido em 12 tribos (os doze filhos de Jacó). Viviam em clãs compostos pelos patriarcas, seus filhos, mulheres e trabalhadores não livres. Porém, essa divisão em tribos dificultava a melhor condução das lutas contra os antigos habitantes da região, que resistiam à penetração dos israelitas. Com a invasão dos filisteus, a situação agravou-se. Nesse contexto surgem os juízes, que mantinham o mínimo de identidade com o povo. Esses juízes, além de combaterem os filisteus, tiveram que lutar contra os amoritas, povos que se estabeleceram na Transjordânia.

Samuel centralizou politicamente esse povo já unificado religiosamente pelo monoteísmo. O primeiro rei foi Saul, um guerreiro, mas não possuía o carisma dos grandes lideres e não conseguiu ser o grande rei esperado por Israel.

Com a unção de Davi (1006 a 966 a.C.) como rei dos hebreus, iniciou-se uma fase marcada pelo expansionismo militar e pela prosperidade. Durante esse reinado, foi escolhida Jerusalém para capital do Estado, o que simbolizou a unificação das tribos localizadas no norte e no sul. Seu filho Salomão (906 a 926 a.C.) desenvolveu o comércio, aumentando a influência do reinado sem recorrer à guerra e construiu o templo em Jerusalém.

Com a morte de Salomão, houve uma guerra civil, divisão religiosa e política das tribos e o fim da monarquia unificada. Formou-se ao norte o reino de Israel, capital Samaria, composto de dez tribos, e ao Sul ficaram duas tribos, Judá e Benjamim, e a capital Jerusalém, na liderança de Roboão, filho de Salomão.

Em 842 a.C., Jehu, se tornou rei de Israel, porém em 723722 a.C. o rei assírio Sargão II a invadiu e destruiu a capital Samaria. Israel tornou-se província assíria e grande parte de seus habitantes foi transportada para a Mesopotâmia.

O reino de Judá permaneceu fiel ao monoteísmo, porém mesmo se aliando ao Egito para evitar a invasão assíria, grande parte do território de Judá foi tomada pelos assírios. Essa passou então a ser uma área de disputa entre o império babilônico e o egípcio. Nabucodonosor II, rei da babilônia, invadiu o reino de Judá e destruiu.

Com a derrota do Império babilônico por Ciro, rei dos persas, os hebreus foram libertados e voltaram à região da antiga Jerusalém, ali se estabeleceram, e foram eliminadas as diferenças entre os filhos de Israel e de Judá passando a ser um único povo os Judeus. A partir de então os judeus foram subjugados por vários povos, mas o domínio efetivo da região deu-se em 63 a.C., quando incorporada a uma potência que dominava quase todo o mundo da época: o Império Romano. O povo judeu foi condenado à destruição pelos romanos, pois não reconheciam a figura divina do imperador, assim esse povo se dispersou pelo mundo. A esse fenômeno deu-se o nome de Diáspora.

O povo judeu sempre sofrido e escravizado após os séculos III e II a.C. começou a expectativa do cumprimento de todo um anexo de profecias que era a vinda do Messias “o Cristo”, que significa “o Libertador”, alguém que quebrasse as amarras invisíveis desta fatalidade (Mateus 1.21; Cl 1.1519). E, assim Deus na história do povo, vinha acompanhando passo a passo, e o povo na história de Deus fazendo parte de um plano salvifico direta ou indiretamente. Concomitantemente, nascia o Cristianismo que se disseminou por grande parte do mundo.

Por, Zedequias Vieira Cavalcante.

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