Islamismo poderá ultrapassar número de cristãos em 2050

Relatório do Pew Research afirma ainda que ateísmo vai regredir, cristianismo será forte na África e América Latina, e judaísmo aumentará

Islamismo poderá ultrapassar número de cristãos em 2050O cristianismo tem sido, durante muitos anos, a maior religião do mundo, porém o renomado Centro de Pesquisas Pew (Pew Research Center) divulgou em 2 de abril um relatório, repercutido pelo jornal norte-americano The New York Times e pelo jornal britânico Daily Mail, além da agência de notícias Associated Press, que afirma que este quadro poderá mudar em 50 anos ou pouco mais. Segundo o estudo, denominado “O Futuro das Religiões no Mundo: Projeções de Crescimento da População de 2010 a 2050”, o islamismo passará o cristianismo (protestantes, católicos, ortodoxos etc) em número de seguidores em todo o planeta já a partir de 2050.

De acordo com a pesquisa, o islamismo será a única religião a aumentar mais rapidamente do que a população mundial nas próximas cinco décadas. O relatório afirma ainda que, nesse período, a maior população muçulmana do mundo passará a estar na Índia, que ultrapassará a Indonésia já nas próximas décadas nesse quesito. Entretanto, o estudo declara que a maioria dos indianos ainda será de seguidores do hinduísmo.

Ateísmo em queda, judaísmo em ascensão

A pesquisa apresenta também outras curiosidades, como, por exemplo, a previsão de que, mesmo não sendo nem ateias nem agnósticas se declaram não afiliadas a qualquer religião, irão declinar em números percentuais da população mundial até 2050, embora sejam hoje um grupo que aumenta a cada dia em países como Estados Unidos e França. Hoje estima-se que os ateus, agnósticos e sem religião são 16% da população mundial, mas daqui a 30 anos serão entre 12% e 13%. A maioria dos ateus, agnósticos e sem religião em 2050 estarão na Europa e nos Estados Unidos, segundo o Centro de Pesquisas Pew.

Outra curiosidade é que, até 2050, o número de budistas no mundo deverá regredir, chegando ao mesmo tamanho que tinha em 2010. Além disso, os seguidores do hinduísmo e do judaísmo deverão aumentar não apenas numericamente, mas percentualmente em relação à população mundial.

Islã passaria cristãos

De acordo com o relatório, já em 2050 o número de islâmicos no planeta poderá ser praticamente igual ao número de cristãos ou mesmo ultrapassá-lo. Segundo a pesquisa, na pior das hipóteses, essa virada aconteceria até 2070.

De acordo com o estudo do Centro de Pesquisa Pew, os Estados Unidos, que até então é considerado o país com maior população cristã do mundo, com 78% da população se declarando cristã hoje (protestantes, católicos, ortodoxos etc), deverá ter em 2050 apenas 66% de sua população formada por cristãos; e os muçulmanos deverão ser a maior religião não-cristã do país já em 2035, superando o judaísmo, que ocupa hoje essa posição.

Outro detalhe é a África subsaariana deverá abrigar, em 2050, quatro de cada dez cristãos no mundo. Ali, as igrejas mais fortes são a Igreja Anglicana, a Igreja Metodista, as igrejas pentecostais e a Igreja Católica.

Ao total o número de nações majoritariamente cristãs deverá declinar de 159 para 151, segundo o relatório do Centro de Pesquisas Pew. Menos de 50% da população será cristã no Reino Unido, na Austrália, em Benin, na Bósnia- Herzegovina, na França, nos Países Baixos, na Nova Zelândia e na Macedônia.

Por outro lado, o estudo afirma que o cristianismo continuará forte na América Latina, no continente africano e na Ásia, principalmente nas duas primeiras religiões.

Em 2050, os muçulmanos representarão 10% de toda a população da Europa (hoje são 6%), sendo que essa proporção será muito maior em alguns países europeus. Acredita-se que o islamismo prosperará devido às altas taxas de fertilidade de suas famílias, que mesmo tendo diminuído nos últimos anos, ainda deverá ser alta. Acredita-se que essa taxa, que já foi de mais de 7 filhos por casal, deverá ser de pelo menos 3,1 filhos até 2050. A taxa de fertilidade entre os casais cristãos hoje no mundo é de 2,7 filhos por casal.

Para os pesquisadores, os muçulmanos só não tornarão a Europa em uma “Eurábia”, como alguns preveem hoje, porque os imigrantes muçulmanos têm diminuído sua taxa de fertilidade nos últimos anos no continente europeu, provavelmente influenciados pela cultura secularista europeia, que valoriza família imensamente diminutas, o aborto como forma de planejamento familiar e o homossexualismo como alternativa sadia a sexualidade.

Especialista afirma: “Só avivamento muda quadro”

Será que essa previsão pode ser considerada impossível de ser revertida nos próximos anos?

Essa pergunta foi feita a um dos responsáveis pela pesquisa, o Dr. Conrad Hackett, o principal pesquisador e demógrafo do relatório Pew, que respondeu: “Guerras, fomes e reavivamentos religiosos podem mudar o quadro”. Ou seja, segundo Dr. Hackett, além da eventualidade de fatores causadores de maior índice de mortalidade (guerras e fomes), somente um avivamento religioso pode reverter essa previsão para os próximos anos.

Mais especificamente, isso significa que, em regiões como a América do Norte e a Europa, onde o número de cristãos tem cada vez mais decaído proporcionalmente em relação ao número da população, provavelmente só um grande avivamento poderá mudar a previsão sobre o futuro religioso delas. Oremos para que Deus derrame do Seu Santo Espírito de forma especial sobre esses dois continentes nas próximas décadas.

Planeta vibrantemente religioso no futuro

Jogando por terra previsões passadas, datadas do século 20, que afirmavam que no futuro as religiões entrariam em decadência e a maioria das pessoas seriam não-religiosas, o estudo do Centro de Pesquisas Pew assevera que o planeta será, no futuro, “vibrantemente religioso”. Os ateístas, os agnósticos e os sem-religião é que diminuirão.

O estudo, porém, faz tal afirmação com base apenas em dados demográficos. É que os grupos religiosos têm mais seguidores jovens do que os grupos não-religiosos, além de também terem mais filhos do que as pessoas não-seculares.

Esses fatos demográficos é que irão conduzir o crescimento do Islã, porque, como já foi dito, os muçulmanos são os mais jovens entre os religiosos e são também os que têm as mais altas taxas de fertilidade de qualquer grupo religioso, ressalta o relatório.

Nos Estados Unidos, de acordo com a pesquisa, a difusão do secularismo provavelmente continuará. Logo, aqueles que se dizem sem religião deverão ser cerca de um quarto da população daquele país em 20150 – um incremento de 16 pontos percentuais em relação aos dados de 2010. O cristianismo terá as maiores perdas nos EUA, com sua cota-parte da população norte-americana declinando para 66% em 2050, de acordo com as projeções do relatório. Será uma queda de 12 pontos percentuais em relação aos dados de 2010.

O enigma chinês

A maior incerteza é o que vai acontecer na China, o país mais populoso do mundo, que conta hoje com 1,3 bilhão de pessoas e tem um enorme efeito sobre as tendências globais. Atualmente, há muitas igrejas clandestinas e secretas na China, de maneira que os dados do governo sobre a religiosidade do país não são nada confiáveis.

Os pesquisadores mais pessimistas estimaram que, em 2010, cerca de 5% da população chinesa será cristã (65 milhões), 18% eram budistas, 22% praticavam religiões populares e mais de 50% da população não teriam nenhuma afiliação religiosa. Entretanto, como estimasse que haja uma porcentagem enorme de chineses convertidos ao cristianismo não registrados pelo censo chinês, muitos pesquisadores acreditam que as projeções religiosas globais podem mudar significativamente se os dados reais sobrea vida religiosa na China virem à tona.

Acreditasse que os dados podem mostrar um cristianismo ainda muito mais vibrante em solo chinês. Para muitos deles, já há hoje mais de 100 milhões de cristãos na China, e o número continuaria crescendo vertiginosamente.

“Sem dúvida, o governo da China tem mantido uma tampa sobre os dados do crescimento dos cristãos no país”, disse Dr. David Voas, um dos pesquisadores em entrevista ao jornal The New York Times.

“Se em algum momento nas próximas décadas houver mudanças políticas na China que abram o país à liberdade religiosa, eu acho que não é implausível afirmar que os dados naquele país apresentariam um crescimento ainda mais significativo, mas talvez também de outros movimentos religiosos”, afirmou Voas ao jornal norte-americano em 2 de abril.

Por, Mensageiro da Paz.

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