Irmão cego por produto tóxico voltar a ver milagrosamente

Em um acidente de trabalho, o líder de louvor Levy José teve a retina queimada e médicos disseram que cegueira era irreversível

cego-betsaidaNascido e criado no Evangelho, Levy José da Silva, membro da Assembleia de Deus em Uberlândia (MG), desde bem jovem recebia promessas da parte do Senhor de que, por meio do louvor, ele seria instrumento de salvação e cura para glorificar o nome de Jesus. Porém, nessa época, ele nem imaginava que uma experiência marcante aconteceria em sua própria vida.

Entre os pais e os nove irmãos músicos evangélicos, Levy sempre consagrou e ofereceu a sua voz ao serviço do Reino de Deus. Após os 18 anos, quando uma irmã foi usada por Deus para lhe dizer que era tempo dele levantar porque seria muito usado pelo Senhor, ele começou a levar sua dedicação à obra de Deus com ainda maior entrega. Logo, sentia a necessidade de formar uma dupla para cantar e ministrar a Palavra de Deus ao redor do país, mas a sua esposa Eliene, que sempre o apoia nos bastidores, atuando em outros trabalhos da igreja, não poderia ajudá-lo nesse sentido. Foi quando, em 1996, a resposta de Deus chegou por meio da vida do irmão Wellington Ferreira, e junto com ele muitas confirmações do Alto de que essa parceria daria muitos frutos para o Reino de Deus. A dupla, muito simples, conta que se maravilhava com o agir de Deus. Enquanto eles entoavam louvor, o Espírito Santo se manifestava nos corações. Viam juntos batizar, renovar, curar e salvar muitas pessoas. Mas, uma confirmação do favor do Senhor sobre eles viria anos depois, em 2003, com o lançamento do CD Ele é tudo.

Apesar dos muitos frutos espirituais os irmãos também precisam trabalhar com muito esforço para sustentar suas famílias e continuar investindo, de acordo com suas possibilidades, no Reino. Em 2005, durante um período de escassez e provação e desempregado, Levy participou de um congresso abençoado, em Goiás, com a certeza de que o Senhor tinha lhe aberto as portas naquele instante. No dia seguinte, o trabalho apareceu, mas a porta traria um retorno muito mais espiritual que material. O Senhor estava prestes a estreitar ainda mais o relacionamento com Seu servo e mostrar a ele mais uma vez Sua glória.

Naquela mesma semana, Levy sofreu um terrível acidente de trabalho. Um produto químico altamente corrosivo, que necessitava ser manipulado com equipamento de segurança, luvas e máscara (que não usava no momento), virou sobre o seu rosto, queimando-o imediatamente. Ele conta que no mesmo instante sentiu profunda dor e já não conseguia ver mais nada.

“Senti meu rosto e olhos queimarem. Pensei que eu fosse morrer mesmo porque aquela química fazia até buracos em determinados materiais. Lembro que eu gritei alto: “Jesus, tem misericórdia de mim!’. Na hora, lembrei do cego Bartimeu, pois eu já não enxergava mais”, lembra Levy.

Sua esposa, Eliene, conta que, chegando ao hospital Clínica da Medicina Especializada em Olhos, de Uberlândia, os médicos lhe disseram que Levy teve queimaduras de primeiro a terceiro grau no rosto e nas vistas. “Havia queimado a retina e as córneas”, conta. Após uma série de exames oftalmológicos, contataram que ele perdeu 60% da visão direita e toda a esquerda.

“Minha esposa chorou muito, mas, no mesmo instante, já ligou para nossos familiares, pastores e irmãos da igreja. Todos já entraram em oração. Álvaro Sanches, estava no programa da rádio no momento e pediu oração ao vivo. Ele dizia: ‘Irmãos, vamos orar pelo irmão da dupla que a gente conhece e ama muito – Wellington e Levy. Os médicos dizem que é muito sério o caso do Levy, que ele não vai enxergar mais. Mas, vamos orar porque ele ainda vai ganhar muitas vidas para Jesus e vai ser com a vista!’”, lembra sorrindo.

Por 20 dias, a igreja se uniu orando pelo milagre na vida do irmão Levy. Todos os dias, ele ia ao médico fazer curativos e exames para verificar se havia obtido progresso, mas sem nenhum sinal de melhora. Os médicos diziam que ele necessitaria de um transplante de córnea, procedimento esse que não oferecia garantia alguma de ser bem-sucedido.

Até que, em uma das constantes visitas de seu amigo Wellington – que todos os dias o encontrava acreditando na cura – acompanhado do seu pastor, familiares, obreiros e irmãs do Círculo de Oração, o Senhor liberou dos céus o Seu poder. “No vigésimo dia, quando fui ao médico, assim que tiraram o tampão de curativo eu estava enxergando nitidamente. Comecei a chorar e glorificar a Jesus. Os três médicos que me acompanhavam ficaram maravilhados. Fizeram exames, chamavam uns  aos outros e diziam: ‘O laudo desse paciente é cegueira irreversível?! Mas, olha isso aqui’. O médico mais velho da equipe dizia que em 27 anos de medicina nunca vira uma fato desse. Eu só chorava e dizia ‘Foi Jesus que me curou. Só Ele faz milagre, mais ninguém!”, conta muito emocionado.

Segundo Levy, uma das especialistas que o acompanhava, que é crente, manifestou sua certeza da cura dizendo “Eu creio! Eu creio!”, enquanto os outros médicos, de olhos arregalados, conversavam entre si olhando o exame.

Junto com Wellington, Levy conta, com os olhos cheios de lágrimas, que pela misericórdia de Jesus, após essa prova, viram muito mais milagres e prodígios serem operados enquanto eles ministravam louvor: cura de câncer, libertação de vidas endemoninhadas, salvação etc. “Por isso, nós não aceitamos simplesmente cantar. Louvamos e glorificamos ao Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador!”

Por, Mensageiro da Paz.

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