Igrejas liberais morrem nos EUA

Megaigreja no Tennesse perdeu 89% de sua membresia após liberalizar

Igrejas liberais morrem nos EUADesde 2015, pesquisas têm mostrado que as igrejas evangélicas nos Estados Unidos que aderiram ao liberalismo teológico e social, defendendo bandeiras como ecumenismo e o “casamento” homossexual, têm definhado em sua membresia. O caso mais gritante é o de uma antiga “megachurch” (mega igreja), como era considerada a Igreja GracePointe em Franklin, Tennessee.

Segundo o jornal Christian Head Lines, em sua edição de 14 de novembro de 2017, essa igreja, que decidiu em 2015 realizar “casamentos” de pessoas do mesmo sexo, está vendendo seu campus e se mudando para um espaço alugado menor depois de ver um declínio enorme em sua membresia e na assistência aos cultos após essa decisão de pouco mais de dois anos atrás.

Depois de o pastor Stan Mitchell, da Igreja GracePointe, anunciar seu apoio ao movimento LGBT em 2015, a adesão da igreja caiu simplesmente para muito menos da metade em apenas dois anos. A participação das pessoas nos cultos era antes de cerca de 2,2 mil pessoas, com as reuniões menos concorridas tendo um comparecimento mínimo entre 700 a 800 pessoas por culto. Hoje, o culto mais concorrido chega no máximo a cerca de 240 participantes, de acordo com um artigo publicado no jornal “The Christian Post” em 14 de novembro. Isso representa 11% da assistência às reuniões no auge da igreja, antes de seu pastor aderir ao liberalismo. Os membros da Junta de Anciãos da igreja também deixaram a igreja.

“A aceitação pública das pessoas LGBT e das relações homossexuais pela Igreja GracePointe em 2015 levou a um grande declínio no atendimento dos cultos e na receita da igreja”, informou site “Out & About Nashville” em setembro de 2017. A igreja GracePointe colocou à venda seu templo por 7,5 milhões de dólares para inclusive saldar suas dívidas financeiras. O pastor Mitchell disse que a queda na congregação levou a “preocupações financeiras, mas à venda da propriedade da igreja deve melhorar a estabilidade da igreja”, que também “cortou muitos de seus funcionários”.

Um artigo da revista “Time” identificou a Igreja GracePointe como “a primeira mega igreja evangélica no país a defender abertamente a igualdade total e a inclusão da comunidade LGBTQ”. Agora, ela precisa refazer a matéria: ex-mega igreja.

Pesquisas enfatizam declínio das igrejas mais liberais

Um relatório de 2015, feito pelo Centro de Pesquisa Pew, nos EUA, mostra que especialmente congregações de igrejas tradicionais, que no passado eram a maioria no cenário cristão, estão diminuindo rapidamente nos Estados Unidos depois de terem se liberalizado. Segundo o levantamento, as igrejas que se liberalizaram perdem cerca de um milhão de membros por ano. Com menos fiéis, diminuem também as entradas financeiras e com isso elas entraram em um declínio contínuo. Dezenas de templos dessas igrejas estão sendo fechados anualmente. Enquanto isso, igrejas conservadoras e pentecostais continuam vivas e crescendo.

Curiosamente, há cerca de 20 anos, o bispo anglicano John Shelby Spong, um teólogo liberal, publicou um livro intitulado “Por que o Cristianismo precisa mudar ou morrerá”, no qual ensinava a tolice de que só cresceriam as igrejas que abandonassem a interpretação literal da Bíblia e se adaptassem às transformações sociais. Isso incluiria, por exemplo, aceitar o divórcio, o aborto e o “casamento” gay como “normais”. Ironicamente, o livro era apresentado como um “antídoto” para o declínio das grandes denominações evangélicas. Vinte anos depois, os números mostram que as igrejas e líderes quem seguiram as orientações de Spong caírem em decadência.

Para piorar, segundo matéria do jornal “The Washington Post”, datada de 4 de janeiro de 2015, intitulada “Igrejas liberais estão morrendo, mas igrejas conservadoras estão prosperando”, esse tipo de teologia defendido por Spong ainda é popular nos EUA, mas, no caso, em igrejas mais tradicionais, como a Igreja Presbiteriana dos EUA (PCUSA), a Igreja Episcopal, a Igreja Metodista Unida e a Igreja Evangélica Luterana. Enquanto essas igrejas declinam, continuam com tendência de crescimento nos EUA as igrejas pentecostais e as que não negam a Bíblia como Palavra de Deus e são conservadoras. Inclusive, as Assembleias de Deus nos EUA são há dez anos a denominação que mais cresce no país.

O estudo conduzido pelo Centro de Pesquisa Pew, chamado “Teologia importa: comparando os traços de crescimento e declínio em igrejas protestantes”, mostra, como frisa o diretor da pesquisa, David Haskell, que as igrejas que estão crescendo são as que “se mantêm firmes nas crenças tradicionais do cristianismo e são mais envolvidas em práticas como oração e leitura da Bíblia”. Haskell também diz que a confiança sentida quando se é apresentado um conjunto de crenças coesas acaba sendo muito mais atraente para não crentes do que uma crença sem coesão.

O estudo também encontrou uma correlação entre o crescimento das igrejas e as práticas dos seus pastores. Aqueles que declaram ler a Bíblia diariamente e consideram o evangelismo “importante” conseguem manter um crescimento mais sólido. Por exemplo, 71% dos líderes das igrejas em crescimento liam a Bíblia diariamente, enquanto apenas 19%dos pastores das igrejas que perdem membros têm esse hábito. Além disso, 100% dos pastores responsáveis pelas igrejas em ascensão dizem ser “muito importante encorajar os não cristãos a se tornarem cristãos”, em comparação com os 50% do clero das igrejas com declínio da membresia.

Esse material confronta outros estudos semelhantes publicados nos últimos anos que diziam que para as pessoas que frequentam igrejas hoje a teologia ensinada não era “relevante”. Tremendo engano.

Michael Brown, colunista do “The Christian Post”, escreveu em sua coluna em 6 de setembro do ano passado: “Assim que a Declaração de Nashville sobre a sexualidade bíblica foi emitida, começamos a ouvir um refrão comum da esquerda evangélica: ‘Este é outro sinal de que a direita religiosa está morrendo! Esta declaração representa o último suspiro da velha e antiquada guarda! É hora de dizer adeus e bom desembarque! Vamos receber o novo que o Espírito está fazendo!’. Na realidade, é a esquerda religiosa que está morrendo, enquanto aqueles que sustentam as Escrituras estão vendo a bênção de Deus e aumentando em todo o mundo. […] São as chamadas igrejas progressivas que estão ‘vazando’ e as denominações liberais que se desvanecem. Isso é verdade tanto na América quanto em todo o mundo. Das 100 maiores igrejas da América, quantas são biblicamente conservadoras? A esmagadora maioria. O mesmo pode ser dito das igrejas de mais rápido crescimento e as que mais crescem. Quase todas elas mantêm valores bíblicos conservadores, mesmo que sejam ‘progressivas’ e ‘chiques’ e ‘de ponta’ de outras formas. Agora, quantas denominações que crescem nos EUA são liberais? Quase nenhuma. Quais seminários estão sangrando mais, os conservadores ou os liberais? Adivinhe. E quanto a grandes encontros de jovens – sim, encontros de jovens – para oração e adoração e ensino? Quais eventos atraem as maiores multidões? Se você disse ‘os conservadores’, você estará certo novamente”.

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