Há poder em nossas palavras?

É verdade que o que nós dizemos em oculto ou mesmo casualmente, pode acontecer? Qual respaldo bíblico para tal idéia?

Há poder em nossas palavrasInicialmente gostaria de ressaltar que não apenas nossas palavras são poderosas, mas também nossos pensamentos o são: “Porque como imaginou na sua alma, assim é” (Provérbios 23.7). Nossos pensamentos são reconhecidos e validados diante de Deus da mesma forma que nossas palavras e atitudes também são.“Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos […] todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem” (Marcos 7.21-23). Jesus ensinou que nossos pensamentos trazem consequências para nossa vida. Basta formarmos uma convicção em nosso interior para sermos responsabilizados pela mesma. O teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer disse: “Silêncio diante do mal, torna-se maligno. Deus não nos deixará sem culpa. Não falar, também é falar. Não agir,também é agir” (Bonhoeffer: Pastor, Martyr, Prophet, Spy. By Eric Metaxas). Ou seja, nossas atitudes, mesmo que em pensamentos apenas, nos fazem responsáveis diante de Deus!

Tratando-se de nossas palavras, o cenário toma uma dimensão ainda maior, pois nossas palavras são uma expressão mais concreta, e amadurecida de nossos pensamentos. Vejamos:

Nossas Palavras têm poder para abençoar e para amaldiçoar. Tiago, em sua epístola, nos diz que nossas palavras são difíceis de serem controladas, e que elas podem estar carregadas de “peçonha mortal” para amaldiçoar ou serem palavras de benção tanto para nós mesmos como para nosso semelhante. Ele nos diz que nossas palavras podem estar inflamadas pelo inferno e produzirem morte (Tiago 3.6-10). Ao pensarmos, sussurrarmos ou dizermos uma palavra, nós estamos liberando uma mensagem com poder para abençoar ou para amaldiçoar. Tiago compara o poder de nossas palavras ao de um leme de um navio, que com pequenos movimentos leva uma gigantesca embarcação para a direita ou para a esquerda! Jesus disse que nossas palavras são a exata expressão e revelação do que está em nossos corações (Lucas 6.45).

Jacó conhecia o poder das palavras, pois sua vida só teve estabilidade, depois que seu nome foi mudado e a palavra “enganador” foi substituída por “vencedor”. Posteriormente proferiu palavras que se cumpriram cabalmente na vida de seus filhos (Gênesis 32.27-28; 49.1).

Como vencer o poder destrutivo das palavras. Nenhuma palavra humana tem poder permanente, que não possa ser revogada. Quando Golias amaldiçoou Davi pelos seus deuses, o servo do Senhor imediatamente rejeitou aquelas palavras de maldição e reafirmou as suas convicções de que nada daquilo sucederia, pois o Senhor era seu escudo e fortaleza contra as predições malignas de Golias (1 Samuel 17.42-47). Balaão não ousou amaldiçoar Israel, pois sabia que nenhuma maldição teria poder sobre o povo que estava abençoado e protegido por Deus (Números 23.20-23). Jó rejeitou as palavras destrutivas e desalentadoras da sua mulher, e declarou que sua vida era guiada pelos desígnios do Todo Poderoso (Jó 2.9-10).

Sim, obviamente há poder em nossas palavras, e o que dizemos em oculto ou ligeiramente não minimiza o efeito das mesmas. Porém, há poder ainda maior em Deus que mediante nosso arrependimento, confissão e obediência, nos perdoa e reverte o poder destrutivo de qualquer palavra que tenhamos recebido ou dito (Lucas 1.37).

Por, Sérgio Bastian.

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