Firmeza doutrinária e apologética contra as heresias dos tempos modernos

Firmeza doutrinária e apologética contra as heresias dos tempos modernosBoa parte da nossa geração, devido à influência midiática dos modismos, tem encontrado dificuldade para manter a firmeza doutrinária e apologética nos tempos modernos. Este é um dos pontos críticos da Igreja nos dias atuais. É preciso firmeza doutrinária.

A Doutrina é o conjunto de regras e costumes que identificam um povo, uma instituição ou uma crença. Se o obreiro não tiver conhecimento e firmeza na doutrina, será tentado a viver mudando de atitudes e induzirá o povo ao erro. É como um advogado sem conhecimento da Constituição e dos códigos de leis, ou um arquiteto ou engenheiro que não tenha conhecimento do Código de Obras da Cidade.

Quem não aprende não pode ensinar. A necessidade dos tempos modernos faz com que muitos obreiros sejam consagrados ainda neófitos, ou seja, sem conhecimento necessário para assumirem determinadas funções no Reino de Deus. Alguns, ao serem tentados, findam por cair em condenação do diabo. O apóstolo Paulo antevendo essa situação, deu conselhos explícitos a Timóteo acerca disso (1 Timóteo 2.1-6).

A Igreja Primitiva perseverava na doutrina (Atos 2.42). Paulo não se cansou de orientar o jovem obreiro Timóteo a também perseverar e ensinar a igreja na sã doutrina (1 Timóteo 4.6, 16). A linha ideológica de Paulo a respeito do assunto era a mesma com todos aqueles que discipulava, tanto que não foi diferente o ensino de Tito (Tito 2.1, 10).

O crente que não for orientado na doutrina finalmente descobrirá que foi ludibriado e, com certeza, culpará os líderes que assim agiram. Ainda que no início a correção dada a um crente não seja agradável, depois produzirá o fruto desejado (Hebreus 12.11).

A Igreja que quiser alcançar grau de excelência na vida espiritual de seus membros não poderá abrir mão da doutrina. Uma das virtudes do pastor da igreja de Éfeso, mencionada pelo Senhor Jesus, era seu zelo pelo combate apologético. Não só ensinava a Igreja, mas combatia as heresias que estavam se infiltrando nela. A Bíblia é rica em advertir-nos que nos últimos tempos surgiriam falsos profetas, os quais se introduziriam em nosso meio, tentariam dissuadir os irmãos e, se fosse possível, enganariam a muitos.

O pastor da Igreja de Éfeso já era preocupado com essa questão, tanto que o Senhor a trouxe à tona e reconheceu seu incisivo combate nessa área. Hoje em dia, muitos obreiros despreparados entendem que uma igreja alcançará bons resultados pelo fato de bajularem e agradarem demasiadamente as pessoas. Isso não é verdade. É necessário contestar tudo o que está errado e combater o pecado à luz da Palavra de Deus.

Não podemos só agradar ou dizer “sim” a tudo que querem. É preciso coragem para contestar, varrer e banir da igreja as sujeiras que disfarçadamente Satanás procura jogar em nosso meio para engodar. É preciso discernimento, pois espíritos enganadores estão a trabalhar.

As heresias estão por todos os lados: nas mensagens, nas músicas, nas apresentações artísticas, no maus usos e costumes que procuram se infiltrar em nosso meio, em nosso linguajar e, pasmem, até infiltradas no mover espiritual, com falsas características de avivamento.

Quando não acontece o combate, o resultado revela-se nas divisões, rebeliões e no surgimento de novas denominações evangélicas, cada um fazendo as coisas do jeito que entende, trazendo confusão, além das corriqueiras dissensões, ciúmes e invejas (2 Pedro 2.1; 2 Coríntios 11.13; Gálatas 2.4; Tiago 1.22; 1 João 4.1).

A mídia é um poderoso instrumento aliado da Igreja na propagação do Evangelho, no entanto, Satanás procura usá-la de todas as formas, para também infiltrar nas próprias igrejas todo tipo possível de heresias. A massificação é um perigo. Nem tudo que faz sucesso serve para a Igreja. O rádio, a televisão, os CDs, DVDs e a internet naturalmente induzem que tudo o que reúne grande público, contagia as massas e agrada a maioria é “de Deus”. Isso não é verdade. Satanás é astuto.

No deserto, o inimigo enfrentou o próprio Jesus com a Palavra, usando textos isolados e fora de contexto. É exatamente isso que acontece hoje. É necessário discernimento para desmontarmos a estratégia do Inimigo por meio da distorção da própria Palavra, mas, para isso, é necessário que existam obreiros hábeis nessa Palavra, os quais serão capacitados pelo Espírito Santo para resistirem, com habilidade (2 Timóteo 2.15 e 1 Pedro 3.15).

A situação está tão difícil que, quando contestamos os erros doutrinários e as heresias, principalmente dos artistas que fazem sucesso em nossos púlpitos, sejam eles cantores, grupos ou pregadores, automaticamente surgem os “advogados de plantão”, digo, na realidade, os fãs defendendo seus ídolos, o que a Bíblia também condena, pois toda glória deve ser atribuída ao Senhor.

Dizem logo que ninguém deve julgar, pois “são homens e mulheres de Deus que abençoam a vida do povo”. Julgam que o sucesso que os tais fazem é a prova cabal de que Deus aprova tudo o que fazem. Reitero que, à luz da Bíblia, nem a alegação de que são ímpios e estão em nosso meio vale para justificar as suas heresias (Judas 12).

Nem tudo que faz sucesso é de Deus. Muitos macumbeiros também fazem sucesso, centros espíritas estão lotados, idólatras arrastam multidões em seus shows, não falta dinheiro para os traficantes de drogas e garotas de programa vivem muito bem. São prósperos, ricos e famosos, no entanto não são de Deus, não agem de acordo com a Sua Palavra, nem lhes está garantida a vida eterna. Muito pelo contrário. Se não se arrependerem e mudarem de atitude, a condenação já está prevista (Apocalipse 22.8).

Sucesso, dinheiro e fama não asseguram legitimidade na obra de Deus. É preciso julgar tudo à luz da Palavra de Deus.

Por, Carlos Roberto Silva.

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