Filmes evangélicos: sucesso de bilheteria

Películas têm despertado interesse de público por leitura bíblica

Filmes evangélicos - sucesso de bilheteriaNa última década, grandes produções cinematográficas baseadas em histórias bíblica ou cristãs têm ganhado vida em Hollywood não de forma discreta, mas, na maioria das vezes, como sucessos de bilheteria. Aliás, alguns críticos do meio dizem que – em meio a roteiros repetitivos baseados em livros ou quadrinhos – a indústria do cinema reencontrou outro caminho, “abraçando a Deus”.

Algumas dessas adaptações das Escrituras são verdadeiras distorções do texto sagrado, enquanto outras procuram ser um pouco mais fieis ao relato bíblico. Seja como for, estudar o texto sagrado ainda é a melhor forma de aprender a Bíblia. O único efeito positivo trazido por essas películas, tanto as que trazem versões distorcidas da Bíblia como as que procuram ser minimamente fieis ao texto bíblico, é que, segundo pesquisas, eles têm levado ao aumento da leitura da Bíblia, principalmente por parte das pessoas não-crentes. É o caso do Filme Noé, que distorce totalmente o relato bíblico. Em apenas um final de semana após a estreia da película nos cinemas de todo o mundo, a leitura da história de Gênesis 6 aumentou cerca de 300% no restante do mundo, segundo dados do aplicativo de leitura da Bíblia mais popular do planeta, YouVersion. Imagina-se que muitos também recorreram à leitura de exemplares físicos do texto sagrado.

Mas, além dos filmes bíblicos ou “bíblicos”, há as películas evangélicas, contando histórias reais ou fictícias com o objetivo de levar a mensagem do Evangelho. Neste ano, duas grandes produções desse tipo foram lançadas e fizeram sucesso nos cinemas norte-americanos: Deus Não Está Morto e O Céu é Real.

O Filho de Deus

Ainda dentro da temática bíblica, estreou nos EUA o filme Son of God (“O Filho de Deus”), com material da minissérie bíblica de grande sucesso The Bible, produzido por Marck Burnett e Roma Downey. A referida minissérie foi um dos programas mais vistos de 2013 nos Estados Unidos, além de uma das maiores audiências da História da TV a cabo americana, com um público de 13,1 milhões de pessoas apenas no primeiro episódio. Somando a reprise na mesma noite, ela chegou 14,8 milhões, com 5 milhões entre o público alvo. No Brasil, com os direitos de exibição comprados do History Channel pela emissora de tevê aberta Record, o programa chegou a ser líder de audiência no Ibope em algumas cidades brasileiras e a vice-liderança nacional – o que, em horário nobre, pareceria impossível.

O longa dirigido por Christopher Spencer e produzido pela 20th Century Fox contém cenas exibidas na minissérie, além de algumas inéditas e mostra a trajetória do Filho de Deus do nascimento até Sua ressurreição.

A estreia aconteceu no dia 28 de fevereiro alcançando a segunda melhor bilheteria do final de semana. O resultado é fruto também do trabalho de divulgação de seu produtor. Marck Burnett, ambos evangélicos. Até o fechamento desta edição, o filme chegara em maio – já tinha superado 60 milhões de dólares em bilheteria. A expectativa de Marck é de que em até quatro anos a mensagem salvadora de Jesus através da obra já tenha chegado a 1 bilhão de espectadores.

Deus Não Está Morto

No mês seguinte, foi a vez de God’s Not Dead (“Deus Não Está Morto”) roubar a cena. Ele foi lançado nos EUA em 21 de março em em um circuito limitado para os padrões norte-americanos: em menos de 800 salas do país. Mesmo assim, atingiu a marca de 8,6 milhões de dólares de arrecadação em seu primeiro fim de semana. O fato constata a sede que as pessoas têm de Deus, mesmo em meio a um mundo imerso em mentiras malignas e que pregam espiritualismo espúrios ou ateísmo.

Segundo informações do site cristão norte-americano Christian News Headlines, em seu terceiro final de semana na tela grande, o longa ainda continuava nas primeiras posições de bilheteria no país. Até o fechamento desta edição, o filme já tinha lucro superior a US$ 60 milhões, uma vez que o orçamento de produção do filme foi de apenas US$ 2 milhões, considerando impressionantemente baixo para a magnitude de um projeto como este.

O enredo é sobre um estudante universitário que se propõe a provar a existência de Deus ao seu professor ateu, que através de suas aulas de filosofia “prega” o ateísmo a seus alunos.

A atriz Cory Oliver, que participou do filme, em entrevista a um portal cristão norte-americano, afirmou: “Eu acho este filme oportuno, sendo lançado com todos os outros Son of God (“Filho de Deus”) e Heaven is for Real (“O Céu é Real”). Deus está se levantando em Hollywood! Eu realmente gosto de ver o que Ele está fazendo para alcançar vidas”.

O teólogo Dr. Ted Baehr, fundador  e presidente da Comissão Cristã de Filmes e Televisão nos EUA (tradução livre), também opinou sobre a obra: “O filme nos inspira a sermos luz nas trevas, nos motiva a mostrar amor de Deus aos feridos. O valor da mensagem de Deus Não Está Morto transcende o entretenimento”.

Mesmo em meio às limitações de orçamento, salas de cinema, divulgação, todos esses números e recordes impressionantes de público mostram a Hollywood e ao mundo que é possível investir em conteúdo cristão em vez de se dedicar apenas a produtos de conteúdo no mínimo duvidoso, quando não completamente pernicioso.

O céu é real

Completando a sequência, está The Heaven is For Real (“O Céu é Real”), lançado no dia 16 de abril nos EUA. Se o nome lhe parece familiar, não é coincidência. Trata-se do mesmo livro best-seller no exterior e também aqui no Brasil, que já emocionou milhões de pessoas com a história de Colton Burpo, filho de um casal de pastores americanos, que, aos quatro anos de idade, quase morreu durante uma cirurgia de emergência no apêndice. Porém, quando Colton se recuperou, contou que esteve no Céu e com riquezas de detalhes, mesmo com palavras de uma criança, narrou tudo o que viu lá, inclusive Jesus.

A Sony Pictures adquiriu os direitos do livro para adaptá-lo às telonas. Segundo um dos produtores do longa, Joe Roth, ele ficou intrigado ao ver o livro na famosa lista de best-sellers do jornal New York Times durante tanto tempo (17 semanas) e ficou admirado de ninguém em Hollywood ter tido a ideia de fazer um filme sobre ele antes.

Em entrevista para o portal de notícias norte-americano mais respeitado pela indústria do entretenimento, o Deadline Hollywood, Joe Roth, ainda em 2011, quando surgiu a ideia, disse porque queria tanto ver a história nos cinemas: “Não há ninguém no mundo que não gostaria de saber o que está esperando por eles. Quando você percebe que esse menino voltou sabendo de tantas coisas que não poderia saber naturalmente, trata-se de uma história de esperança. E todos precisam disso”.

Como o Eclesiastes já pregava há séculos, Deus “pôs na mente do homem o anseio pela eternidade” (Eclesiastes 3.11 – Nova Versão Internacional). E, de fato, não há um só homem que não queira viver após a morte. Mas, infelizmente, há muitos que não conhecem o Único Caminho para que esta vida seja de paz, não de choro e de ranger de dentes.

Não é por acaso que o tema rendeu um número de público ainda mais impressionante que todos os outros, coletando 21,5 milhões de dólares no fim de semana de sua estreia na Páscoa nos EUA e Canadá. Ele ficou atrás apenas de filmes com programação e investimentos gigantescos por parte da indústria cinematográfica: Capitão América – O Soldado Invernal e Rio 2. Até o momento do fechamento desta edição, o filme O Céu é Real já tinha superado a marca de 76 milhões de dólares, superior a todos os outros filmes cristãos.

O menino que voltou do Céu

Se você lembrou de outra história similar a do menino Coiton, com grande repercussão literária aqui no Brasil, provavelmente deve ser a do americano Alex Malarkey, de 6 anos. Ao ter passado por uma experiência de quase morte após um terrível acidente, ele recorda e narra de forma igualmente impressionante tudo o que viu no Céu. A história se tornou tema de documentário feito para a tevê nos EUA, baseado no livro The Boy Who Came Back From Heaven. No Brasil se tornou o livro O Menino que Voltou do Céu, publicado pela CPAD e também um best-seller em nosso país, edificando e alcançando milhares de vidas para Jesus, a única Esperança de Vida Eterna.

Por, Mensageiro da Paz.

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