Família unida e dedicada ao Senhor

Família unida e dedicada ao SenhorQuando o líder hebreu Josué dirigiu o seu discurso de despedida aos seus compatriotas, ele proferiu a célebre chamada evangelística destinada às famílias em todos os lugares, através dos séculos: “Eu e aminha casa serviremos ao Senhor”. Qual o significado desta perícope? É possível observar que, primariamente, significa decisão. É urgente destacar que a família não pode ser moldada de acordo com os valores anticristãos e manter a Palavra de Deus como regra de fé e conduta, algo que a sociedade hodierna despreza totalmente. Essa perícope também traz uma mensagem de desafio. Vivenciamos tempos trabalhosos e, por este motivo, é necessário vencer os desafios que tentam destruir a célula máter da sociedade.

O terceiro ponto indica a consagração a Deus. Precisamos entregar a nossa família nas mãos de Deus. A conscientização é outro fator indispensável. Um cristão consciente da importância da família compreende que este núcleo foi planejado a fim de servir exclusivamente ao Criador. O quinto significado chama-se avaliação. Todos sabemos que existe outro ser que deseja controlar a família. Porém, também concordamos que o Senhor deve estar no comando do destino da família. O último significado está ligado às armas espirituais. O Diabo apresenta suas armas contra a família e as utiliza com toda a força por intermédio de leis insanas, além de lançar mão de outros artifícios como o adultério, desarmonia, intrigas etc. É necessário que cada integrante da família equipar-se das armas espirituais: a oração, o jejum, a Palavra de Deus, o poder do sangue de Cristo, a comunhão com o Espírito Santo (2 Coríntios 10.4) com o objetivo de derrotar os intentos maléficos de Satanás contra a família.

Quando examinamos as Sagradas Escrituras, percebemos o interesse do Senhor Deus no bem-estar da família. Todos os integrantes devem nutrir a alegria de comparecer ao templo a fim de prestar culto ao Senhor e participar da liturgia de acordo com Salmos 122.1: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor”. Mas o que presenciamos em nossos dias são pais negligenciando sua ida à casa de Deus e os reais motivos não são o trabalho ou enfermidade, mas o desleixo e preguiça espiritual. Eu não compreendo que tipo de benefício que esses pais imaginam ofertar aos seus filhos com tal desempenho. A família que serve a Deus demonstra um bom exemplo. Os pais são alvo da observação dos filhos, por este motivo, o exemplo não deve ser negligenciado, o seu engajamento no serviço a Deus é o estímulo para seus dependentes fazerem o mesmo. Os filhos devem participar das atividades na igreja local ao lado de seus pais e marcar presença em outras reuniões. Mas devemos observar que se os filhos estiverem envolvidos na obra do Senhor, a tendência é se afastarem cada vez mais da ameaça de um mundo pecaminoso e desenvolverem intimidade com o Senhor. A família que serve a Deus contribui financeiramente para o sustento de sua obra na Terra. Desde cedo, a família deve ser ensinada sobre o valor da contribuição para a casa do Senhor. Os filhos precisam ser conscientizados de que a contribuição é uma forma de adoração a Deus. Este procedimento contribui na formação de um sentimento altruísta e ser grato pelas bênçãos dispensadas pelo Altíssimo. É preciso fazer com que os integrantes da família compreendam que “Deus ama a quem dá com alegria”, (2 Coríntios 9.7).

Em Malaquias, vemos que a família que decidisse servir a Deus seria considerada uma propriedade divina (Malaquias 3.17,18): “E eles serão meus, diz o Senhor dos Exércitos; naquele dia serão para mim joias; poupá-los-ei, como um homem poupa a seu filho, que o serve. Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve”. Dediquemo-nos, pois, cada vez mais as nossas famílias ao Senhor, conscientes de que os inimigos da cruz de Cristo armam ciladas a fim de erradicar esta instituição criada pelo Deus poderoso.

A família que serve a Deus passa a viver feliz, conforme a promessa descrita na Palavra de Deus: “Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria” (Malaquias 4.2). Talvez você não veja o vocábulo alegria neste texto de maneira explícita, mas observamos na expressão “saltareis como bezerros da estrebaria” de maneira ilustrada. Quem serve a Deus sente pulsar a alegria. A alegria do Senhor é a nossa força (Neemias 8.10), na presença do Senhor existe abundância de alegria (Salmo 16.11), o Senhor nos cinge de alegria (Salmo 30.11), com alegria vamos à Casa do Senhor (Salmo 42.4), pois Ele é a nossa grande alegria (Salmo 43.4). E se pecarmos, ao nos arrependermos teremos de volta a alegria da salvação (Salmo 51.12).

A família que serve a Deus será salva. “Não entrarão em julgamento, mas já passaram da morte para a vida” (João 5.24). Sabemos que é necessário conservar esta salvação em Cristo, conforme 1 Coríntios 15.1,2: “Também vos notifico, irmãos, o Evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis. Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão”.

É sabido que existem fatores prejudiciais à manutenção da família tradicional, e que devem ser evitados. Eu abordo este assunto pelo fato de que existem famílias que não atentam para isto. Em primeiro lugar, devemos evitar o mau testemunho. O mau comportamento gera desgaste e o descrédito da igreja local e também nela. Imaginem o que significa uma família que não preza pelo epíteto “cristão”? Os vizinhos e a cidade têm conhecimento do mau testemunho que os integrantes demonstram. É fundamental permanecer em vigilância, militando pelo bom testemunho, conforme Jesus ensinou: “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5.13-16).

Também desejo destacar as referências negativas no lar, ou seja, os pais que criticam a igreja local com a sua liderança. Isto causa um prejuízo terrível! Somos, porventura, um grupo formado por velhacos, ou uma súcia que têm por hábito preencher cheques sem fundos? Somos uma sociedade que usa a hipocrisia como ferramenta? Verifique que tipo de referência negativa você oferece em seu lar. O terceiro mal que precisa ser evitado é a falta de reverência nos cultos. Normalmente a pessoa não aguarda a conclusão do culto, mas despede-se dos demais antes da formalização do apelo ou da bênção apostólica, isto quando não desperdiça o tempo que deveria ser dedicado à adoração em conversas inconvenientes. Mas também há os aparelhos celulares utilizados nas reuniões, sem falar na conduta das crianças que mais parecem estar em um parque de diversões. O obreiro e sua família devem ser exemplo para os demais fiéis. Enfim, que possamos reiterar a mesma mensagem deixada pelo homem de Deus: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.

Por, Sílvio Vinícius Martins.

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