Falando sobre sexualidade infantil

Falando sobre sexualidade infantilA criança nasce com uma condição de vulnerabilidade psicológica por não conseguir discernir o carinho de carícia, por este motivo, ela carece de proteção dos abusos praticados no contexto social, cultural, familiar e educacional (Mateus 19.14). Atualmente, percebemos uma avalanche de medidas progressistas, inclusive por meio do Ministério de Educação e Cultura (MEC), que visam à liberação sexual incluindo a erotização infantil, inclusive com projetos de lei que autoriza a mudança de sexo ainda na infância.

Há movimentos internacionais para propagação do que eles chamam de “prazer sexual infantil”, ou seja, a legalização da pedofilia. A exploração sexual infantil está sendo desenvolvida através de filosofias urdidas por homens e mulheres desprovidos da graça de Deus, com o objetivo de prosseguir ao que os “progressistas” afirmam ser a continuação da “luta revolucionária” crida pelos filósofos marxistas que ocultam-se por trás de uma falsa pedagogia e psicologia voltados para corromper as crianças.

O desenvolvimento da sexualidade infantil

A criança nasce com o sexo definido biologicamente, mas ela está inserida em um contexto sócio familiar que exerce influência no desenvolvimento de sua sexualidade; o padrão de sexualidade é inato e biológico, porém, o comportamento sexual pode ser aprendido.

A educação sexual começa na família que é a primeira agência socializadora e formadora do comportamento sexual da criança. O comportamento sexual é desenvolvido a partir da cultura familiar, tanto a sexualidade sadia quanto a doentia tem a sua origem no contexto familiar; os valores são absorvidos junto aos familiares, isto inclui os conceitos de moralidade cristã, verdade, fé, costumes etc. A partir da cultura familiar a criança constrói a sua visão de mundo, portanto a visão que temos sobre sexualidade geralmente parte de heranças socioculturais impostas ou aprendidas no contexto familiar.

A aprendizagem do comportamento sexual começa, sobretudo na primeira infância, Sigmund Freud explicava que o processo da aprendizagem sexual começa na infância. Crianças oriundas de famílias desestruturadas têm forte tendência a ter conflitos sexuais. A partir da concepção começa as influências da aprendizagem, inicia na imaginação paterna ou materna a indagação de que sexo será a criança no vente: menino ou menina? Os pais são os referenciais nesta construção, isto significa que não poder haver inversão dos papéis.

Identidade de gênero

A identidade de gênero é a formação sexual que acontece na primeira infância. A criança forma a sua identidade sexual a partir dos modelos que lhes são apresentados; elas já devem ter as suas convicções “sou homem” ou “sou mulher”. O sexo é definido geneticamente “biológico”, o comportamento sexual é aprendido sobre tudo na primeira infância.

Neste sentido o comportamento pode ser conflitante com o sexo biológico; neste caso trata-se de um desvio de comportamento e de finalidade sexual, e todo desvio de comportamento sexual chama-se pecado. A Bíblia registra vários desvios de comportamentos sexuais (Êxodo 20.14; Deuteronômio 22.22, 27; Provérbios 7.7-23).

Papéis de gênero

Os papéis de gênero masculino ou feminino são biologicamente estabelecidos no nascimento (Gênesis 1.27,28); mas, o indivíduo pode adquirir comportamento contrário ao princípio original e bíblico; que caracteriza uma grave violação as leis de Deus (Romanos 1.26,27; 1 Coríntios 6.10-11). Se os responsáveis não tomarem cuidado, as crianças estarão sujeitas a desenvolver um comportamento diferente do biológico, configurando uma perversão, porque o correto é o biológico; a identidade sexual é uma construção de fato, mas quando os pais não acompanham o amadurecimento da criança, ela pode absorver um ensino desvirtuado que vai provocar grande prejuízo no futuro, incluindo o homossexualismo.

A sexualidade infantil vai sendo desenvolvida de acordo com as etapas da maturação sexual, ou seja, o amadurecimento biológico, psicológico e comportamental. Falar em desejo sexual para criança é uma afronta à inteligência e a Bíblia; não existe atividade sexual sem a presença de hormônios sexuais, portanto, o desejo sexual só vai ser despertado quando a criança tornar púbere, a puberdade é um indício de que a maturação sexual está em atividade e os hormônios sexuais estão em plena circulação, quando a criança deixa a fase da latência.

A macabra erotização infantil

Com o intuito de desconstruir a família monogâmica o sociólogo alemão Herbert Marcuse propôs na década de 1950 a “liberação sexual” com base na teoria freudiana da “psicosexualidade”, o sociólogo acreditava na “revolução” por meio de uma ideologia sexual liberal que consistia na liberação total dos prazeres sexuais incluso a pedofilia, bestialismo, etc. Para Marcuse todo corpo precisa ser transformado em objeto de prazer para que aconteça a revolução psicossocial, quanto a família monogâmica patriarcal, ele a classificava como um grande entrave que precisa ser destruído.

Esta filosofia macabra tem como objetivo principal a desconstrução da sexualidade infantil ao proibir todo tipo de restrição moral e ao incentivar a masturbação, sexo anal, oral e incesto, lamentavelmente percebe-se que a partir de 2004 o MEC tem incentivado trabalhar na desconstrução do sexo biológico tendo como ferramenta a educação fundamental através dos livros didáticos e incentivar temas que expõe a sexualidade adulta para criança, o que incita e insinua a erotização infantil .

Os pais precisam acompanhar de perto o processo educativo de seus filhos, haja vista a erotização infantil e a pedofilia serem instrumentos malignos que querem encucar uma psico-educação sexual nas crianças; esse processo os libertinos rotulam como “quebra de tabu”. A erotização infanto-juvenil faz parte do pacote de maldades que as ideologias políticas de esquerda chamam de marco civilizatório.

Pesquisas mostram danos irreparáveis na vida das pessoas que tiveram iniciação sexual precoce. É lamentável a atividade dos chamados movimentos sociais, partidos políticos, e principalmente a mídia que tem estimulado a erotização infantil e a prática sexual precoce. Diante de tamanhas aberrações que tem violado a dignidade infantil, torna-se imprescindível a atuação da Igreja por intermédio de sua agência educadora, isto é, Escola Bíblica Dominical e conceber um conteúdo mínimo para preservar a dignidade humana infantil, principalmente no âmbito de sua formação psicológica da educação sexual com responsabilidade e espiritualidade (1 Timóteo 3.15).

Atualmente percebe-se que as crianças estão muito expostas a estímulos sexuais que as erotizam precocemente criando a “síndrome da puberdade” a uma exposição pornográfica por meio da literatura, música, filme, e nos programas infantis da televisão. As crianças são influenciadas e muitas vezes induzidas a vivenciar a prática sexual e ao consumo da pornografia; por meio da música elas são influenciadas ao erotismo; e quanto as chamadas “políticas públicas”, com o argumento de combater as DSTs, essas iniciativas tem contribuído na erotização infantil; a distribuição de livretos e preservativos para crianças nas escolas serve com estímulo a prática sexual na infância e adolescência.

Por, Mauricio Brito.

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